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Notícias de Última Hora
Por Unknown | quarta-feira, 6 de junho de 2012 | Publicado em | Com 0 comentários
Vai realizar-se no próximo dia 8 de junho pelas 21 e 30 horas, na sede dos Amigos do São Cristóvão (antiga escola primária) o II Recital de Piano do grupo Amigos e Naturais de Felgueiras.

José Veloso Rito presenteará todos os que quiserem aparecer, com um vasto repertório, interpretando inclusive alguns originais.

Haverá no final do recital um Porto de honra.

A entrada é livre.



Álvaro Matos de Almeida
Por Unknown | | Publicado em , | Com 0 comentários
O Centro de Informação Europe Direct de Lamego levou a efeito, a 31 de maio último, uma conferência dedicada às temáticas ligadas à cidadania europeia e aos objetivos da Estratégia Europa 2020, tendo como oradora convidada Paula Santos, docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego e membro da Team Europe. Marcaram presença no encontro mais de 120 alunos e professores da Escola EB 2,3 que aprofundaram o seu conhecimento sobre a importância das políticas da União Europeia para os cidadãos e os fundamentos e objetivos definidos na Estratégia Europa 2020, o plano de crescimento dos países europeus para a próxima década.

A jovem assistência considerou esta iniciativa “muito pertinente”, por proporcionar um “entusiasmante espaço de debate sobre as vantagens da integração do nosso país na União Europeia e uma oportunidade para refletir sobre a Nova Agenda Europeia e as principais estratégias seguidas para ultrapassar a atual crise económica e financeira”.

Com a realização de mais esta conferência, o Centro de Informação Europe Direct pretende promover e cultivar uma cidadania europeia mais ativa, em particular junto da comunidade escolar e envolvê-la na reflexão sobre o processo de construção.

A Estratégia Europa 2020 baseia-se em três áreas prioritárias, interdependentes, que se reforçam mutuamente: crescimento inteligente, através do desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento e na inovação; crescimento sustentável, promovendo uma economia hipocarbónica, eficiente em termos de recursos e competitiva; e o crescimento inclusivo, defendendo uma economia com altas taxas de emprego que assegure a coesão social e territorial, com o propósito de asseverar a saída da crise e preparar a economia deste continente para a próxima década.

Ainda dentro do espírito destas temáticas, a Escola Básica e Secundária da Sé organiza, no próximo dia 15 de junho, a comunicação “Olimpismo e Parolimpismo”, com a presença do formador Mário Teixeira, da Universidade de Évora e da Sport Management. O orador propõe enquadrar a próxima edição dos Jogos Olímpicos, com sede na cidade de Londres, numa perspetiva europeia e “num hino à solidariedade e estratégia desportiva global”.
Por Unknown | | Publicado em , | Com 0 comentários
Os voluntários da Cruz Vermelha Portuguesa que regularmente colaboram nos serviços prestados por esta instituição passaram a dispor de uma nova “casa” em Lamego, situada no Bairro de Alvoraçães, um espaço onde antes funcionava um jardim de infância municipal. A abertura das instalações da nova delegação local, apenas foi possível após a Cruz Vermelha e a Câmara Municipal de Lamego terem efetuado uma permuta de dois locais de que eram proprietários. Esta cedência prevê que o espaço que anteriormente albergava a Cruz Vermelha de Lamego receba em breve a ampliação do jardim de infância O Pintinhas de modo a proporcionar melhores condições de aprendizagem às crianças.

A nova sede, uma das 174 espalhadas pelo país, foi inaugurada durante uma cerimónia pública que contou com a presença de Francisco Lopes, Presidente do Município de Lamego, de Luís Barbosa, Presidente Nacional da Cruz Vermelha, e de Ribeiro da Silva, Presidente do núcleo de Lamego. No final desta sessão, na qual estiveram presentes muitas “pessoas de boa vontade e de reconhecida idoneidade moral que desejam voluntariamente colaborar, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra”, foram entregues aos formandos os certificados dos cursos SPB/ DAE.

Um dos momentos altos do ato solene foi a homenagem pública prestada ao atual e aos antigos dirigentes desta instituição na cidade de Lamego, com a exposição dos seus retratos numa parede das novas instalações. Manuel Guimarães Serôdio, Arlindo Matos, José Rebelo Fernandes e Ribeiro da Silva foram as personalidades homenageadas.

A Cruz Vermelha Portuguesa iniciou a sua atividade em 1865. Desde a sua fundação, por si só ou no quadro do seu movimento internacional, atuou em cenários emergentes de conflitos armados e de desastres e catástrofes nacionais, no território nacional e no estrangeiro. Esta instituição procura prestar, diariamente, assistência humanitária e social, em especial junto das pessoas mais vulneráveis – idosos, dependentes, crianças, vítimas de violência doméstica, pobres, imigrantes, sem abrigo, toxicodependentes, reclusos, pessoas com deficiência, entre outros.
Por Unknown | | Publicado em | Com 0 comentários
A Casa do Concelho de Resende em Sintra irá realizar no próximo fim de semana, dias 9 e 10 de junho, a Festa da Cereja, na sede do Sporting Clube de Lourel.


Por Unknown | | Publicado em , | Com 0 comentários
A escola de futebol "Os Afonsinhos" realizará este sábado, dia 9 de junho, pelas 10 horas, uma Ação de Promoção com a presença do treinador Manuel Cajuda. Este evento terá lugar no Pavilhão Municipal de S. Martinho de Mouros, e é voltado para crianças entre os 6 e 12 anos.


Por Unknown | | Publicado em | Com 0 comentários
S. João de Fontoura, concelho de Resende, recebe este domingo, pela segunda vez, a Caminhada "Rota dos Cerejais". Segundo o programa terá inicio a atividade às 09h00, com ponto de encontro no Parque de Porto de Rei, e terminará com almoço pelas 13h00 no mesmo local.


Por Unknown | | Publicado em , , | Com 0 comentários
No passado domingo, dia 3 de Junho, a SIC exibiu durante o Jornal da Noite mais uma Grande Reportagem, intitulada “A Herança”. Nela, destacavam-se obras públicas feitas nos últimos vinte anos e a má gestão das mesmas. A reportagem mostrava o desperdício de dinheiros públicos e derrapagens orçamentais.

O município de Resende também foi destacado nesta reportagem por causa de dois pavilhões gimnodesportivos: o de Anreade e o de Freigil.

Segundo a reportagem, estes pavilhões não são usados pela população e de acordo com esta, a aplicação do dinheiro noutros fins seria melhor vista.

Ver a reportagem na íntegra (A partir do minuto 20:21)


José António Pereira
Por Unknown | terça-feira, 5 de junho de 2012 | Publicado em , | Com 0 comentários
Decorreu no dia 3 de junho a cerimónia de inauguração oficial do Parque Urbano de Resende, presidida pelo Secretário-Geral do Partido Socialista, António José Seguro, no dia em que se celebrou a 11.ª edição do Festival da Cereja.

O programa iniciou-se com uma sessão solene de boas-vindas no Salão Nobre dos Paços do Concelho, seguindo-se o descerramento da placa de inauguração e uma visita ao Parque Urbano. O programa continuou com uma visita à Feira da Cereja, sendo que da parte da tarde, António José Seguro ainda assistiu ao desfile temático “Cereja de Resende – o nosso Fado”, onde cerca de 1000 crianças das escolas do concelho, vestidas a rigor, desfilaram em oito carros alegóricos decorados e alusivos ao fado, onde a cereja foi o personagem principal.

António José Seguro afirmou estar em Resende “para partilhar um sentimento de comunidade, mas também de afirmação da alegria de um povo que o sabe ser, produzindo riqueza através da cereja” e expressou, ainda, admiração pelo trabalho que o Presidente da Câmara tem feito no concelho de Resende “a par da prioridade dada à qualificação das pessoas, a par da valorização do património arquitetónico e cultural, das belezas em torno do rio Douro, é o simples facto do Presidente da Câmara ter tido a visão de transformar um pequeno fruto e fazer dele a afirmação de uma terra e de um concelho como o de Resende”.

“A primeira fase do nosso Parque Urbano é uma homenagem ao povo do Douro e às suas gentes, a quem Guerra Junqueiro se referiu como os atores de uma epopeia de séculos, que é aquilo que verdadeiramente faz sentido na região em que estamos” afirma o Presidente da Câmara Municipal de Resende, António Borges.

O novo Parque Urbano, cujo investimento ascende a cerca de 900 mil euros, encontra-se inserido na empreitada da Regeneração Urbana da Vila de Resende e foi construído com o propósito de aumentar a qualidade de vida da população, disponibilizando um cada vez maior e qualificado conjunto de equipamentos públicos e espaços verdes para a fruição e lazer de todos.

O espaço contempla um estacionamento público descoberto, uma plataforma para a realização da feira quinzenal e para a realização de actividades lúdicas e culturais ao ar livre; módulos de apoio a actividades culturais; instalações sanitárias públicas e estrutura amovível a implantar à margem da plataforma de estacionamento; arranque do parque urbano da vila de Resende; parque infantil; parque de merendas e circuito de manutenção ao ar livre.

Esta é a primeira fase de uma obra que pretende ligar a sede do concelho ao rio Douro e integra-lo na sua lógica de afirmação de centro urbano, da sua atratividade e da sua importância económica, numa lógica de preservação e requalificação ambiental.

A 11.ª edição do Festival da Cereja voltou a registar um número considerável de visitantes que este ano tiveram muita e boa cereja, já que o ano agrícola que se iniciou para os produtores debaixo de alguma apreensão está agora a revelar-se de uma qualidade excecional.

Milhares de forasteiros estiveram em Resende e o concelho mobilizou-se para a festa, desde os jovens das escolas até aos cerca de centena e meia de produtores, passando pelo comércio local e pela restauração que também registou uma forte procura em toda a região envolvente do concelho.
Por Unknown | segunda-feira, 4 de junho de 2012 | Publicado em , | Com 0 comentários
A convite da câmara municipal de Resende e do seu presidente, António Borges, o secretário geral do PS, António José Seguro, deslocou-se no dia 3 de junho ao concelho de Resende.

Foi recebido no salão nobre do município com uma sessão de boas vindas a que se seguiu a abertura oficial ao público do parque urbano com o descerramento, por António José Seguro e António Borges, de placa alusiva a este acontecimento.

A visita a todos os produtores e vendedores de cereja foi o passo seguinte e à tarde, António José Seguro, assistiu ao desfile do cortejo alusivo à cereja com mais de 800 figurantes de todas as escolas e jardins de infância do concelho.

Dentre os muitos milhares de pessoas presentes vindas, sobretudo, da região norte e para além dos autarcas de todo o concelho (Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia), também estiveram neste evento, entre outros, os deputados do PS, Acácio Pinto, José Junqueiro, Elza Pais e Fernando Jesus, os presidentes das câmaras de Mangualde e de Mesão Frio, muitos amigos, como Miguel Ginestal e o Rafael Guimarães, de Viseu, o Marco Almeida e o João Tiago Henriques, de Mangualde, o José Rui Cruz, de Santa Comba Dão, o Manuel Ferreira, a Marisabel Moutela e a Mónica Lima, de Lamego, o Vasco Ribeiro, do Porto, o Rui Vieira, de Foz Côa e o João Oliveira de S. João da Pesqueira.
Por Unknown | | Publicado em , , | Com 0 comentários
Deputados eleitos pelo círculo de Viseu pelas listas do Partido Social Democrata, visitaram, uma vez mais, a Festa da Cereja em Resende.

Acompanhados pelo líder do PSD Resende, Paulo Moura, e pelos vereadores sociais-democratas do executivo, as senhoras deputadas Teresa Santos e Ester Vargas e o deputado Pedro Alves, contactaram com os visitantes e vendedores do certame, tendo tido a oportunidade de colher a opinião sobre os diversos aspectos que integram a produção e distribuição da cereja do concelho.

Pedro Alves, que integra a Comissão Parlamentar da Agricultura, ouviu e registou os pareceres dos expositores, designadamente os custos de produção na relação com preço final, o peso da actividade na economia local e os maiores constrangimentos com que se deparam actualmente os produtores.

Outras questões predominantes foram a necessidade urgente da certificação de qualidade da cereja de Resende e o papel da própria autarquia: se deve resumir a sua participação apenas ao processo de promoção, através deste tipo de iniciativas, ou caminhar para um modelo mais profícuo.
Por Unknown | | Publicado em , | Com 0 comentários
Dois vinhos produzidos no concelho de Lamego foram medalhados no final do Concurso Internacional La Selezione del Sindaco, que decorreu de 25 a 27 de maio, na cidade italiana de Lamezia Terme. O Vinho do Porto Quinta das Lamelas Rosé (2010), do produtor José António Fonseca Augusto Guedes, arrecadou uma Medalha de Ouro ao alcançar 89,4 pontos, enquanto que o Vinho Moscatel do Douro (2010), do mesmo produtor, foi distinguido com uma Medalha de Prata.

A seguir a Itália, Portugal foi o país participante com o maior número de galardões e apresentou o melhor vinho a concurso – Conde de Oeiras, produzido pelo Município de Oeiras. La Selezione del Sindaco é a única competição de vinhos internacional que prevê a participação conjunta do produtor e do município de proveniência das produções e tem como elemento diferenciador a missão de valorizar estes néctares, fruto da tradição e de um território distinto.

Na edição deste ano, Portugal conseguiu que 40 vinhos fossem medalhados colocando-se deste modo na “vanguarda da qualidade” - 1 Grande Medalha de Ouro, 6 Medalhas de Ouro e 33 Medalhas de Prata -, repartidas por dezanove municípios também premiados: Lamego, Alenquer, Alpiarça, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Cartaxo, Gouveia, Loures, Mangualde, Melgaço, Montijo, Moura, Nelas, Oeiras, Palmela, Penalva do Castelo, Rio Maior e Tabuaço.

Tal como em anteriores edições, a Associação de Municípios Portugueses do Vinho foi parceira na organização do La Selezione del Sindaco’12, promovido pela RECEVIN – Rede Europeia das Cidades do Vinho e pela Cittá del Vino – Associação de Cidades do Vinho Italianas, contribuindo para a divulgação deste certame no território nacional e garantindo a presença de três provadores portugueses.
Por Unknown | | Publicado em , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal de Castro Daire promoveu uma grande festa para comemorar o Dia Mundial da Criança no Município.

Esta iniciativa teve lugar no Jardim Municipal da Vila de Castro Daire, no dia 01 de Junho, e contou com a participação de aproximadamente mil crianças de todas as Escolas do 1º Ciclo e dos Jardins-de-infância do Concelho.

As crianças desfrutaram dos inúmeros insufláveis e parques temáticos montados no Jardim Municipal e na área anexa, dando um colorido muito especial a este dia.

Num clima de brincadeira foi possível verificar a alegria e satisfação estampada no rosto de cada criança, dando desta forma uma vitalidade contagiante para todos aqueles que passaram na Vila de Castro Daire durante este Dia.

As crianças puderam saltar e brincar durante toda a manha tendo o município oferecido o lanche da manha e o almoço em diversos restaurantes locais para que os pequenotes pudessem recuperar as energias dispendidas durante o muito tempo de folia que proporcionaram.

O Câmara Municipal abriu ainda as portas das Piscinas Municipais a partir das 18 horas do dia 01 de Junho para que todas as crianças que estivessem interessadas pudessem desfrutar deste espaço e aproveitar ainda melhor aquele que era o seu dia.
Por Unknown | | Publicado em , , | Com 5 comentários
O Grupo Desportivo de Resende teve uma excelente época de 2011/2012 na 1.ª Divisão Distrital Zona Norte da Associação de Futebol de Viseu. Os bons resultados desportivos devem-se, também em boa parte, ao treinador do clube, Rui Rebelo. Em entrevista ao João Pereira, colaborador do Notícias de Resende, fala-nos das dificuldades iniciais, os seus objetivos, como foi possível alcançar os bons resultados, entre outros assuntos.

João Pereira: Quais foram as principais dificuldades do início de época, depois de uma época (2010/2011) em que o Resende tivera obtido o último lugar da tabela classificativa?
Rui Rebelo: Apesar de termos chegado no início desta época, havíamos estado 2 anos antes (09-10), por isso conhecíamos bem a “casa”, o que facilitou o trabalho. Na pré-época, que ainda foi no estádio de Miomães (o Municipal de Fornelos estava com as obras em fase terminal) não sentimos quaisquer dificuldades. Conseguimos que a equipa assimilasse a “forma de jogar” pretendida. Também fizemos por construir, logo ali, um grupo muito coeso, pois sabíamos da importância que este aspeto tem no Futebol. A disponibilidade dos jogadores foi extraordinária. Agora, quanto às dificuldades, essas começaram com o início da competição devido às 4 derrotas nas 4 primeiras jornadas. Estava instalada uma crise confiança, que já prevíamos que acontecesse, mas não de uma forma tão iminente. No entanto, nessa altura, nós acreditámos sempre no nosso trabalho e no valor dos atletas que tínhamos escolhido. Depositávamos imensa confiança nestes jogadores, além de admirarmos a sua competência técnico-tática, sabíamos da sua postura no balneário/grupo e da sua entrega em treino e jogo.


JP: Só alguns dos jogadores que fizeram parte do plantel desta época, já integravam o Grupo Desportivo de Resende na época transata. Como é que se prepara uma época com um balneário em que mais de metade do plantel tinha acabado de chegar ao clube?

RR: Não foram apenas alguns que transitaram de uma época para a outra, no período pré-competitivo começámos com 14 atletas do ano anterior. No entanto, o André (gr) acabaria por desistir devido a motivos profissionais, Mika, Tomané, Gabriel e Tiago competiram nos juniores, Adão também saiu após a 1ª jornada, restando 8 jogadores que foram primeiras escolhas e determinantes durante o campeonato: Teixeira, Rui, Hugo, Daniel, Nelinho, Esteves, Carlitos e Fábio. Os reforços tiveram integração imediata, pois tivemos o cuidado de escolher jogadores identificados com o clube e também com a nossa forma de trabalhar ao nível da metodologia de treino e estilo de liderança. A maioria deles tinha trabalhado connosco 2 anos antes (09/10) e com bons resultados. O “balneário” acabaria por ser um dos nossos mais fortes argumentos.


JP: Qual era o seu sentimento ao fim das primeiras quatro jornadas quando o G.D.R. tivera perdido nesses quatro encontros para o campeonato? E o sentimento da equipa?

RR: Os sentimentos de treinadores e jogadores eram comuns: frustração, claro, mas ao mesmo tempo confiança no nosso trabalho e na qualidade individual dos jogadores. Juntos, tínhamos uma ambição e uma vontade imensurável de inverter a situação. Várias coisas nos uniam, mas havia uma muito importante: o G.D.Resende é o clube da nossa terra, dos nossos amigos e da nossa família e isso é determinante. Quanto aos poucos atletas que vieram de fora do concelho, são jogadores identificados com o clube (alguns já cá tinham jogado e até subido de divisão), o melhor elogio que lhes posso fazer é que, em campo, trabalham tanto como os naturais de Resende e isso torna-os especiais.



JP: Havia explicação para estas quatro derrotas?

Claro que há explicação para as 4 derrotas iniciais. O grande problema era a falta de autoconfiança e a ansiedade, em situação de jogo, devido a 3 grandes motivos, todos relacionados entre si:

1º) os péssimos resultados da época passada. Era um ponto de partida sem a confiança necessária. O ponto de partida das equipas que lutaram connosco para subir de divisão era bem diferente do nosso: Sernancelhe, Vouzela, Ferreira de Aves e Moimenta da Beira, além de possuírem orçamentos muito mais elevados do que o Resende, tinham, no ano anterior, disputado a subida de divisão até à última jornada, o que lhes dava, no início desta época, uma grande vantagem no que diz respeito à confiança dos seus atletas. Eram equipas com 2 ou 3 anos de trabalho, preparadas para subir há vários anos;

2º) uma enorme desconfiança com que centenas de adeptos olhavam para equipa;

3º) a grande confusão que os sócios e simpatizantes fizeram entre “estádio novo” e “equipa de futebol”: de repente um clube que 2 meses antes tinha sido último com 6 pontos, era quase “obrigado” a ganhar a tudo e todos, só porque jogava num estádio novo?! Os atletas são seres humanos e estas coisas têm peso no momento de se decidir o remate ou o passe para o lado, a maioria dos jogadores tem entre 19 e 23 anos.

Nós, dentro do balneário, sentíamos capacidade e cultivávamos uma ambição de vitória, no entanto, devido ao passado recente (último lugar com apenas 1 vitória e 3 empates), isto nunca poderia ser exigido à equipa, mesmo que a equipa estivesse a fazer por isso, como foi o caso. Agora exigir, nunca poderia ter acontecido porque essa exigência teve repercussões muito, mas muito negativas. Esta confusão que se fez entre “estádio” e “equipa” foi ridícula e mostra um desconhecimento do que é a essência do Futebol: a confiança que os resultados promovem, ou a confiança (ou falta dela) em função do que se fez num passado recente. O Futebol é igual em todo lado: no Futebol profissional, quando uma equipa vence, na jornada seguinte, diz-se que está confiante devido à última vitória, não é? Quem já jogou Futebol sabe o que sente em campo quando a sua equipa está em alta e também sabe o que sente em campo quando a sua equipa está no fundo da tabela…


JP: Ainda acreditavam na reviravolta dessa má fase?

RR: Nunca nos passou pela cabeça outra coisa que não fosse a inversão desta má fase. Sabíamos que precisávamos de uma vitória e aí, a autoconfiança iria anular a ansiedade. Assim sendo, o valor dos atletas e a qualidade da equipa viria, com naturalidade, ao de cima. Nunca pusemos em causa o nosso valor, havia um sentimento de revolta muito grande. À 5ª jornada o eterno dérbi: Resende x Oliveira, 5-0 e uma exibição que espantou aqueles que só conseguem entender o Futebol até ao 4-4-2, ou 4-3-3. Não espantou os que conheciam o brio e a forma determinada com que os nossos guerreiros trabalham. Também sabíamos que precisávamos de marcar cedo para tranquilizar a equipa, por sorte, ou talvez não, foi o que aconteceu nessa partida.


JP: Como é que se motiva um plantel, ao fim de quatro jogos em que a equipa sai derrotada, para realizar um resto de época fantástico, em que obtêm o terceiro lugar e ganham a liguilha de subida de divisão?

RR: Motiva…motivando, com tudo, com muita reflexão e procura das melhores estratégias para o efeito, mas isso só mesmo quem trabalha connosco sabe verdadeiramente. Nessa fase o nosso trabalho incidiu nas questões da motivação, superação e ganho de autoconfiança. Dizia-se que seria “mais do mesmo” e que iriamos repetir a péssima prestação do clube na época anterior; éramos os piores do mundo, não valíamos nada e dificilmente ganharíamos um jogo!! Estas frases que os jogadores ouviam repetidamente antes, durante e depois dos jogos foram “ótimas”, ajudaram-nos imenso, pois fizemos um enorme aproveitamento delas para reforçar, ainda mais, a coesão social e na tarefa (neste caso a tarefa é o “jogo”). Só nos tínhamos a nós e por “nós”, para nos defendermos uns aos outros, não olhávamos a meios. Connosco estavam apenas a claque “Guerreiros Azuis” que muito nos ajudaram e alguns adeptos que, por conseguirem perceber o Futebol muito além do 4-3-3, ou do 4-4-2, acreditavam na nossa equipa, mas foram pouquíssimos …

Quando começámos a vencer, dávamos por nós a festejar golos e vitórias como se de uma final se tratasse, estava ali uma grande equipa, uns verdadeiros “guerreiros” capazes de vencer todas as adversidades (foi assim até ao último jogo da liguilha). Ironicamente todas as críticas a que fomos sujeitos ajudaram imenso os treinadores a tirar partido das mesmas para potenciar a motivação, a coesão, a solidariedade, a entreajuda e o orgulho de fazer parte deste grupo. Quem nos acompanhou viu tudo isto … em campo! O que não nos mata torna-nos muito mais fortes…

Também o facto de promovermos alguma rotatividade no 11 inicial, permitiu que todos se sentissem úteis e por consequência responsáveis pelo sucesso e pelo insucesso. Assim, todos estavam envolvidos no mesmo objetivo, o que tornou o grupo mais forte.


JP: Sente que, de alguma forma, as condições proporcionadas esta época (novo estádio), contribuíram para esta época quase intocável do G.D.R. face à época anterior?

RR: É um privilégio muito grande poder usufruir deste magnífico Estádio Municipal de Fornelos. Há aspetos da nossa forma de jogar, aspetos táticos que trabalhamos porque temos um relvado para poder jogar um Futebol apoiado com bastante posse de bola promovida por apoios pré-definidos ao portador da bola. No entanto, respondendo diretamente à pergunta, posso referir que o “estádio” prejudicou-nos bastante, uma vez que foi devido a ele que se exerceu uma pressão ridícula a uma equipa que vinha de um último lugar, isto é: apesar do último lugar, agora com novo estádio, a equipa tinha a obrigação de apenas…vencer! ?!???

João, vejamos este exemplo: com todo o respeito pela instituição e pelas pessoas que o servem, o G.D.Boassas (na minha opinião tem um dos melhores treinadores do distrito – o nosso conterrâneo e meu amigo Jorge Rabaça) foi o último do campeonato com 3 pontos, assim sendo teve mais ou menos a prestação do Resende da época anterior. Agora imaginemos que escolhemos 8 jogadores dessa equipa, reforçamo-la com outros 8 (foi mais ou menos o que se fizemos no Resende), pomos este clube a jogar num estádio novo e, na próxima época, podemos pedir ao G.D.Boassas o quê??? Que faça meio da tabela? Espetacular, se o conseguir! Pedimos que faça uma classificação entre os primeiros 5? Ótimo, extraordinário! Agora, não podemos EXIGIR que o G.D.Boassas fique em primeiro ou suba de divisão! Mas ao Resende foi exigido isso por larga maioria da massa adepta, o que teve repercussões negativas no desempenho da equipa, provocou ansiedade e, por consequência, falta de confiança (em jogo), o que fazia com que “tudo nos acontecesse”, vejamos alguns exemplos: na 1ª jornada na receção ao Sernancelhe, falhámos 9 oportunidades de golo (repito, 9), e a 3 minutos do fim, num livre muito feliz, o adversário leva-nos os 3 pontos. A seguir fomos a Nespereira e sofremos o 1º golo com origem num pontapé de baliza, como se não bastasse, a nossa, quase inultrapassável, defesa à zona nos cantos, sofreu o único golo do campeonato de canto…nesse jogo. De seguida, em casa com o Vilamaiorense, 12 oportunidades de golo falhadas (repito 12), e nos últimos 5 minutos, 2 contra-ataques levaram-nos mais 3 pontos. Por último em Moimenta da Beira, 20 segundos de jogo 1-0, voltam à nossa baliza aos 30 minutos da 1ª parte e 2-0 (autogolo)….;


JP: Ao longo da época, sentiu que os adeptos estavam com a equipa técnica e com os jogadores?

RR: Como costumo dizer aos meus jogadores: o Futebol é igual em todo o lado. Os adeptos estiveram com a equipa quando ganhámos e não estiveram quando perdemos (há sempre algumas exceções, como é evidente). Último jogo da liguilha, 600 pessoas ruidosas no apoio à equipa ajudou, e de que maneira, a virar uma desvantagem de 2-0. No entanto nas primeiras jornadas, as fortes críticas eram antes, durante e depois dos jogos. Tudo normal…é Futebol!


JP: A equipa técnica e os jogadores, ao longo da época, contaram sempre com todo o apoio por parte da direção do clube?

RR: Uma dos grandes argumentos do atual Resende é o seu “super-presidente” Alexandre Bastos, reconhecido por todos no balneário como um extraordinário presidente, que não nos deixou faltar nada em termos materiais e, mais importante do que isso, esteve sempre “presente” quando foi preciso. O G.D.Resende é atualmente um clube organizado e bem estruturado e isso é meio caminho andado para o sucesso. Em Portugal temos um exemplo chamado Futebol Clube do Porto. Porque será que treinadores e jogadores têm sucesso no F.C.Porto e insucesso noutros clubes?


JP: Do ponto de vista tático, se tivesse que destacar o jogador mais influente da equipa nesta época, quem seria?

RR: Nesta equipa todos, repito, todos tiveram os seus grandes momentos, aquele jogo ou aqueles jogos em que foram o homem do jogo. Acaba por ser injusto referir um nome, mas vou fazê-lo porque trata-se de um jogador que merece depois de ter tanta gente contra ele, de passar jogos a ouvir críticas. Carlitos Bengalas submeteu-se a um emagrecimento de 12 quilos para provar o seu valor. O Carlitos entre “ir ao treino” e “ir treinar”, opta claramente por “ir treinar”. Tem uma qualidade técnica invulgar para um jogador do distrital, ao mesmo tempo em termos táticos está sempre a tentar aprender. Isto faz dele o jogador mais difícil de substituir no Modelo de Jogo da equipa.

Faz a posição 6 e em termos ofensivos é responsável por criar apoios aos laterais, aos centrais, e aos médios interiores. É responsável por virar o jogo de corredor, por jogar curto num lateral, 1 ou 2 vezes consecutivas, para depois fazer um passe longo para o nosso extremo contrário (que estrategicamente está a fazer “campo grande” afastando o lateral e central adversários). Compensa as subidas dos nossos laterais. Ainda em termos ofensivos, tem também a responsabilidade de manter o equilíbrio defensivo da equipa, isto é: ainda estamos em posse de bola, mas o seu posicionamento tem de estar de forma a que a nossa equipa tenha as suas linhas equilibradas, para uma eventual perda de bola. Foi muito por este trabalho do Carlitos, da equipa e da “zona pressionante” que estivemos da 8ª à 24ª jornada sem sofrer qualquer golo de bola corrida e durante todo o campeonato apenas sofremos 2 golos de contra-ataque. O Carlitos não foi regular, é verdade que esteve no banco algumas jornadas, mas quando regressou foi, quase sempre, o melhor em campo. Falar de Carlitos Bengalas é falar de um grande jogador de Futebol, de qualidade inquestionável. Claro que os “entendedores” de Futebol que o criticam (alguns até usam um megafone no estádio para se fazerem ouvir), vão continuar a fazê-lo, pela simples razão de não terem percebido “nadinha” do que tentei explicar sobre as responsabilidades que lhe são atribuídas em campo. Na próxima, prometo que usarei uma linguagem de “futebolês” e “chutão pra frente”, talvez assim já me entendam muito melhor…


JP: Há uma altura na época em que a equipa está num ótimo momento e o Rui faz uma comunicação aos adeptos de forma a que não se provoque uma onda de euforia. Porque é que sentiste necessidade de te dirigires dessa forma à massa associativa e aos adeptos em geral?

RR: Senti necessidade de me dirigir à massa associativa para proteger a minha equipa. Fiz uma espécie de carta aberta aos adeptos. Tínhamos 4 derrotas iniciais, onde marcámos 3 golos e sofremos 11. De seguida conseguimos 5 vitórias consecutivas, quase todas com goleadas de 4 e 5 golos, onde marcámos 20 golos e sofremos 3. Devido ao que já expliquei anteriormente, à exigência que nos impuseram em ganhar a tudo e a todos, ao facto dessa imposição ter prejudicado claramente o desempenho da equipa, quis, após 5 vitórias seguidas, defender a equipa de um eventual resultado negativo. É função dos treinadores preparar psicologicamente a sua equipa, defendê-la de tudo o que possa influenciar negativamente a sua prestação desportiva. Em boa hora o fiz, porque logo de seguida perdi em Vouzela 2-1 e a equipa deu uma resposta espetacular. Na 2ª volta apenas fomos derrotados 1 vez, e fomos a equipa que mais pontos fez.


JP: Nesta época, sentiu, por vezes, que o Grupo Desportivo de Resende estava a ser prejudicado pela arbitragem?

RR: No global não. A A.F.Viseu tem feito um trabalho notável em termos da arbitragem. Nos últimos anos cada vez mais aparecem árbitros cheios de competência e ambição, o Futebol do distrito só ganha com isso. Há que criar uma cultura de respeito e admiração por este trabalho, principalmente quando a nossa equipa é derrotada. São tantos os nomes de juízes de enorme categoria que não é justo falar individualmente de alguém (nem eu me lembro do nome de todos). No entanto como tradicionalmente só se fala negativamente desta classe, eu quero referir a grande competência de árbitros como o Luís Caiado, o Rui Pires, o Nuno Vaz, o Nuno Silva, Marco Fonseca, o Tiago Daniel e de outros como Casimiro, Gonçalo ou o jovem Casegas. Há muitos mais, mas precisamente por serem imensos, não me lembro exatamente dos seus nomes. Também os “menos visíveis” árbitros auxiliares, têm feito um trabalho notável nos últimos anos.

No entanto as nossas queixas resumem-se apenas a 2 das nossas 7 derrotas: Vouzelenses 2-1 Resende (Vítor Silva) e S.Cassurães 2-0 Resende (Tiago Daniel Rodrigues, continuo a achar que o Tiago é dos melhores, como referi anteriormente). Foram 2 jogos em que o trio de arbitragem teve provavelmente o pior jogo da sua carreira, erros gravíssimos (sempre em nosso prejuízo) e com interferência direta no resultado. Os árbitros sabem que mesmo quando não ganho, muitas vezes sou o primeiro ou o único a, no final do jogo, dar-lhes os parabéns pelo trabalho desenvolvido. Já me aconteceu ficarem a olhar para mim, suspeitando que estou a ser irónico (porque perdi), mas não é ironia, é apenas o reconhecimento que temos de ter perante um trabalho difícil como é arbitrar um jogo de Futebol.


JP: Depois do 3º lugar obtido, o Grupo Desportivo de Resende acabaria por vencer a liguilha, ganhando por 5-2, em sua casa ao Santiago de Cassurrães. Depois de uma derrota em casa do adversário, é possível motivar uma equipa para dar a volta ao resultado? Como é que foi possível essa reviravolta na liguilha?
RR: O Santiago de Cassurrães era apontado como favorito, possui jogadores que já foram semiprofissionais, de grande experiência, outros mais jovens reconhecidos como craques, tinham apenas 6 golos sofridos em sua casa e apenas 11 nos jogos fora. Logo no final do jogo, quando nos juntámos ainda no terreno, ao ver a reação de tristeza e revolta dos jogadores, senti logo ali, que iriamos dar a volta ao resultado. Agora é fácil dizer isto, mas os meus jogadores sabem que lhes disse que tinha a certeza que conseguíamos. O que lhes disse ali e depois durante a semana foi que, juntos, já tínhamos ultrapassado obstáculos bem mais complicados do que virar uma eliminatória de 2-0. Esta equipa estava “talhada” para se superar nos momentos em que era preciso. 5 golos marcados a uma equipa que num campeonato inteiro só tinha sofrido 11! Segundo sei nas 4 semanas anteriores a esta liguilha, o Santiago estava a treinar 4 vezes por semana. Nós, por impedimento imposto pela atividade profissional dos jogadores, nessas mesmas 4 semanas apenas fizemos 2 treinos (no mês inteiro) com a equipa, quase, completa. As outras unidades de treino foram realizadas com metade do plantel e com juniores. Isto não abalou a nossa confiança, claro que no dia do jogo (30 graus) fizemos 3 substituições por fadiga física e precisávamos de ter feito mais 1 ou 2, mas o regulamento não permite. O que é certo e o que fica na história é a bravura, o jogar no limite das forças, e a ambição desta equipa. Sou um treinador orgulhoso dos meus jogadores, muito orgulhoso.



JP: Numa terra como Resende, em que cada vez mais há modalidades alternativas ao futebol, acha que o Grupo Desportivo de Resende continua a ter um papel importante no concelho?

RR: Somos um país de Futebol e só esta modalidade (em conjunto com o Futsal) é capaz de mover multidões, encher estádios e pavilhões. No último jogo da liguilha o G.D.Resende tinha 600 pessoas no estádio (há equipas da 1ª divisão nacional que não têm este número de espetadores). Também o São Martinho de Mouros (Futsal) na penúltima jornada, quando venceu em sua casa o Sporting Lamego, tinha o pavilhão quase cheio! Na minha opinião, numa perspetiva de resultados desportivos, numa perspetiva de divulgação do concelho, são estes 2 clubes/modalidades os nossos representantes.

Agora, também sou a favor das outras modalidades que se praticam no concelho, mas numa perspetiva de ensino do, e de, Desporto através das modalidades, numa perspetiva pedagógica/didática, pois como diz a minha ex. professora Zélia Matos “…o Desporto, pedagogicamente orientado, tem potencialidades pedagógicas enormes…” . Como pai, fico satisfeito pelo facto de a minha filha ter oportunidade, no nosso concelho, de praticar modalidades como natação, voleibol, andebol, vela/remo/canoagem ou ténis de mesa. Numa vila do interior, isto é espetacular! Normalmente as meninas nem sequer têm oportunidade de prática desportiva pedagogicamente orientada fora da Escola, e aí o Concelho de Resende está, mais uma vez, de parabéns.


JP: Na próxima época vai continuar a treinar o Grupo Desportivo de Resende? Se sim, quais são os objetivos para a próxima época?

RR: No Futebol o que hoje é verdade amanhã é mentira. O clube terá eleições durante o verão. Também será com naturalidade que poderá aparecer a oportunidade de outro projeto. Durante o mês de maio fizeram-me uma abordagem, mas declinei de imediato porque além de ser longe, darei sempre prioridade ao G.D.Resende, e à proximidade à minha família, prova disso é que nós (equipa técnica) juntamente com o, sempre empenhado, presidente Alexandre Bastos, estamos a preparar a próxima época.

Quanto aos objetivos, o principal é aquele que todos os clubes recém-promovidos, a uma divisão superior, têm! Manteremos a nossa identidade, a nossa mística e lutaremos em todos os jogos pelos 3 pontos. No entanto, temos de ser realistas e saber que a divisão de honra é de um nível incomparável e não saiu o euro milhões ao Resende.


JP: Gostaria de acrescentar mais alguma mensagem à sua entrevista?

RR: Sim. Primeiro fazer uma ressalva ao facto de eu evocar várias vezes a questão dos resultados da época anterior. Quando o faço, não quero de maneira nenhuma, pôr em causa ninguém que tenha servido o clube nessa altura, até porque todos sabemos em que condições aconteceram esses resultados negativos. Quando falo nesta situação, o que quero dizer é que o nosso ponto de partida não era, de forma alguma, o mesmo que a maioria dos nossos adversários tinha, apenas isso.

Quero também referir o nome de várias pessoas que fizeram um trabalho notável e que foram determinantes durante a época: o meu grande colaborador (que é muito mais do que um adjunto devido à sua enorme competência) Sandro Lage, o Paulo Melo, o nosso “reforço” fisioterapeuta Pedro Lima, além do profissional que é, foi, sem dúvida, um elemento fundamental no grupo, o Ismael e o eterno Pina. Quero também agradecer, em nome do grupo que lidero, de uma forma muito sentida, a todos aqueles que, de alguma maneira, nos ajudaram a vencer. Por fim, agradecer igualmente ao Notícias de Resende, que através de ti (João Pereira) e do Rafael Barbosa fizeram um acompanhamento extraordinário ao G.D.Resende. Para terminar, João, já agora, gostava de te lançar um desafio: entrevistem os jogadores, eles são os heróis e estes merecem o carinho de todos os resendenses, deem-lhes voz, ouçam os sentimentos e as emoções de quem viveu esta emocionante época dentro das 4 linhas…

João Pereira
Por Unknown | sexta-feira, 1 de junho de 2012 | Publicado em , | Com 0 comentários

A cidade de Lamego vai dentro de muito pouco tempo ter uma grande praça, com carácter multiusos, vocacionada para a realização da feira semanal e aberta a todo o tipo de atividades ao ar livre, por exemplo, eventos populares e exposições. Situado junto ao topo da Av. Dr. Alfredo de Sousa e defronte do Centro Multiusos de Lamego, o renovado Largo da Feira beneficiará da escadaria deste novo equipamento como anfiteatro, do parque do Santuário dos Remédios como enquadramento de fundo e, numa segunda fase, de um edifício para instituições sem fins lucrativos como área de apoio. Orçada em mais de 1 milhão e 300 mil euros, esta intervenção está a ser concretizada pela Câmara Municipal de Lamego.

A requalificação do Largo da Feira trará uma inegável melhoria de qualidade de vida urbana, surgindo da necessidade de converte-lo em espaço de socialização e ponto de encontro dos lamecenses. No local, o estaleiro de obras é palco de um intenso movimento de máquinas e trabalhadores que laboram todos os dias para revitalizar uma das áreas mais nobres da cidade, com cerca de 25 mil metros quadrados. Conforme já é possível observar, o projeto de renovação prevê que a praça seja “rebaixada” ao nível da entrada principal do Centro Multiusos. Pavimentado a granito, serão colocadas no piso 90 marcações, feitas de uma forma subtil, para postos da feira. À entrada, será instalado um relógio de praça com 19,5 metros de altura com outdoor de publicidade.

A rede viária envolvente foi repensada de forma a que uma intervenção desta envergadura não se traduza num agravar das dificuldades da circulação automóvel. Assim, no âmbito desta intervenção, serão abertos novos arruamentos e disciplinado o estacionamento de viaturas. A novidade mais significativa a este nível é a criação de uma nova acessibilidade rodoviária que fará a ligação à rua Eng. Eugénio Valle com a construção de uma ponte, com duas vias, sobre a ribeira do Coura. Ao longo deste arruamento, serão disponibilizados 74 lugares para parqueamento de carros ligeiros que vão complementar a oferta do parque de estacionamento existente no interior do Centro Multiusos.

Dividido em duas áreas distintas, o futuro Largo da Feira terá uma zona completamente livre, mais polivalente, no alinhamento da escadaria do Multiusos, e uma zona arborizada com áreas de sombra. Para que os peões tenham uma fruição mais agradável deste espaço não vão existir obstáculos visuais e será proibido o estacionamento automóvel. Em complemento, serão construídos novos passeios a nascente e poente e reperfilados os arruamentos envolventes de modo a adaptarem-se às novas necessidades.

Também está prevista a realização de trabalhos de limpeza da vegetação e do entulho que neste momento proliferam nas margens da ribeira do Coura. Posteriormente, será concluído o arranjo das zonas verdes com a plantação de árvores e arbustos.

Adjudicada à firma Francisco Pereira Marinho & Irmãos, S.A., pelo montante de 1.289.801,70€ (mais IVA), comparticipado a 80% por fundos comunitários, a empreitada de requalificação do Largo da Feira integra o Projeto Viver Lamego – Valorização e Integração do Centro Histórico de Lamego, no âmbito da candidatura apresentada ao Eixo IV – Parcerias para a Regeneração Urbana.
Por Unknown | | Publicado em , | Com 0 comentários
Acácio Pinto
Deputado do PS
A gula deste Governo pela destruição do interior é ilimitada. Esta é uma vontade insaciável que o assola. Mas o Governo vai aprender que a gula é um pecado mortal!

Tudo quanto seja vestígio de serviço descentralizado, rasto de soberania é para encerrar, é para extinguir.

Não importa que sejam Centros Novas Oportunidades, ou que sejam Freguesias, ou que sejam Tribunais. Extinguem-se. E se não está no memorando de entendimento, isso não importa, acrescenta-se. Encerra-se tudo como quem bebe um copo de água.

E como se tudo isto não bastasse, também todas aquelas exigências com que o PSD há um ano atrás enchia a boca, agora também não interessam. Estão no fundo do gavetão. A requalificação das escolas; as acessibilidades rodoviárias; a falta de elementos nas forças de segurança; a falta de médicos; as portagens nas SCUT; a falta de apoio à agricultura; já para não falar da universidade pública de Viseu…

Estamos perante a execução de um programa político que não foi o sufragado, perante uma linha de atuação oculta, que foi escondida aos portugueses. Estamos, portanto, perante uns políticos vestidos de Pinóquio e perante tecnocratas que só prezam o altar do capital e desprezam todo o seu povo.

Não é admissível, e o povo não se vai calar, que agora queiram encerrar nove tribunais no distrito de Viseu. E não é admissível porque isso é o maior ataque alguma vez desferido ao distrito e a todo o interior do país. Estão a querer cortar a acessibilidade das pessoas à justiça retirando-lhes o principal elemento da soberania do estado.

E com isto o PS e os seus deputados irão ser implacáveis. Irão desenvolver todos os seus esforços e todas as figuras regimentais e constitucionais para tentar até ao limite impedir tal desiderato. Não aceitamos que em Portugal passe a haver uma justiça para ricos e uma para pobres, uma justiça no litoral e outra no interior.

Para tudo isto há um outro caminho e o PS estará na primeira linha da sua defesa seja na Assembleia da República, seja nos distritos, seja nos concelhos, seja nas freguesias. E este combate será feito ao lado das pessoas e das instituições. Junto dos problemas, aliás, como o secretário-geral do PS, António José Seguro, tem vindo a fazer em todo o país. A apontar um outro caminho, com o apoio dos portugueses.
Por Unknown | | Publicado em , | Com 0 comentários
O Clube de Natação de Resende (CNR), na época 2011/2012, competiu no Circuito Municipal de Escolas de Natação e, apesar da sua recém chegada a este quadro competitivo, depressa conseguiu colocar-se nos lugares cimeiros da classificação por atletas, atingindo o lugar central da classificação geral.

Na classificação por atletas, o CNR ocupa três magníficos terceiros lugares e um quarto, e na classificação geral por escolas encontra-se no meio da tabela.

De realçar o enorme esforço e dedicação que os atletas resendenses sempre demonstraram durante as provas, defendendo com grande dignidade o concelho de Resende, o seu Município, os sócios e os Resendenses em geral.

A atitude, empenho, perseverança, gosto e competitividade dos atletas e do corpo diretivo, conduziu o CNR a uma excelente estreia nesta temporada inicial deste circuito Municipal.

in Câmara Municipal de Resende
Por Unknown | | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Município de Resende, em colaboração com a Associação de Física da Universidade de Aveiro (FISUA), promoveu um curso de iniciação em astronomia dirigido a todos os observadores interessados em conhecer o céu noturno e as técnicas de observação.

Os cerca de 40 participantes partiram numa entusiasmante viagem pelo cosmos onde ficaram a conhecer a génese da astronomia e a sua evolução ao longo do tempo.

À noite, no Pavilhão Multiusos de Caldas de Aregos, decorreu a componente prática com uma sessão de observação do céu noturno mediante a utilização do telescópio.

O curso foi lecionado por José Augusto Matos, membro do FISUA, divulgador e formador em astronomia pela Universidade de Lancashire, Reino Unido, comentador da Rádio Renascença em questões de astronomia e exploração espacial e autor do blogue www.radiante.wordpress.com.

No final foi atribuído um certificado de participação e um DVD com a apresentação de todos os módulos lecionados e o mais recente software de astronomia.

Com esta iniciativa pretendeu-se transmitir conhecimentos básicos de astronomia aos participantes, como a orientação do céu e as constelações, a utilização de instrumentos para astronomia e os corpos celestes (estrelas, planetas, galáxias, etc).

in Câmara Municipal de Resende
Por Unknown | | Publicado em , | Com 0 comentários
Decorreu no dia 25 de maio, no Museu Municipal, a inauguração da exposição de pintura intitulada “A Cor da Luz”, da artista Adélia F. que vai estar patente até ao dia 8 de julho.

Segundo Alberto Péssimo nesta exposição “a luz revela a fragilidade do momento, o encanto do lugar onde os planos se sucedem num rigoroso exercício de leveza (…). É na pintura que busca incessantemente, no rigor da sua elaboração e da poética da geometria, a sedução e a beleza que a todo o tempo deseja”.

Maria Adélia Fernandes nasceu em 1945, em Manhouce, no Concelho de S. Pedro do Sul. Licenciada em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra, foi professora de Português e Francês do Ensino Secundário, encontrando-se na situação de aposentada. Sempre gostou de desenhar e pintar, mas só no ano de 2000 começou a expor os seus trabalhos. Fez alguns cursos livres de pintura e frequentou, de 2007 a 2011, as oficinas de pintura da Cooperativa Árvore, no Porto, orientadas pelo Mestre Alberto Péssimo. Participou em diversas exposições individuais e coletivas no país e no estrangeiro e encontra-se representada em algumas instituições e variadas colecções particulares.

Mais uma exposição de qualidade patente no Museu Municipal, a não perder!

in Câmara Municipal de Resende