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Notícias de Última Hora
Por Notícias de Resende | quinta-feira, 7 de setembro de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Comando Territorial de Viseu, através do Núcleo de Investigação Criminal de Lamego, deteve ontem, dia 6 de setembro, um homem de 25 anos, por tráfico de estupefacientes, em São João de Fontoura – Resende.

No âmbito de uma investigação por tráfico de estupefacientes, o suspeito foi abordado na via pública tendo sido apreendido:
•     1 096 gramas de haxixe (equivalente a 2 192 doses);
•     Um cofre;
•     Um telemóvel.

O suspeito foi constituído arguido, sujeito a termo de identidade e residência e vai ser presente hoje, ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Lamego.
Por Notícias de Resende | sexta-feira, 25 de agosto de 2017 | Publicado em | Com 0 comentários
Artista sobe ao palco no dia 29 de setembro (sexta-feira), Feriado Municipal, na vila de Resende.




Em atualização


Fonte: Câmara Municipal de Resende
Por Notícias de Resende | | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Comando Territorial de Viseu, através do Núcleo de Proteção Ambiental de Lamego, identificou, dia 24 de agosto, um homem de 41 anos, suspeito de atear fogos, em Talhada - Resende.

No âmbito de uma investigação por incêndio naquela localidade, o suspeito foi identificado, tendo sido entregue à Polícia Judiciária do Porto.

A ação contou com o apoio de militares do Posto Territorial de Resende.

Por Notícias de Resende | quinta-feira, 24 de agosto de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Depois de na época passada ter levado o UFC Barqueiros, da AF Vila Real, ao pódio e respectiva melhor classificação de sempre, Rui Rebelo regressa ao FC Paços de Gaiolo da 2a divisão da AF Porto. O técnico que colocou o Resende na Div. de Honra em 2012, também já orientou o clube marcuense em 13-14 e 14-15, tendo nesta época igualado o melhor percurso que o Paços tinha feito no seu ano de estreia nas competições federadas. No início de 15-16 acabou por sair.

A presente época prevê - se muito difícil devido aos escassos 7 pontos e último lugar que a equipa azul e branca conseguiu o ano passado e à  perda de 2 jogadores nucleares desse grupo: Flávio e Vasco. No entanto o clube está a trabalhar no sentido de reforçar a equipa que, esta época,  vai usufruir de um tapete sintético no seu estádio.


Por Notícias de Resende | segunda-feira, 21 de agosto de 2017 | Publicado em , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal de Resende informa que não encerra serviço algum pelo facto de haver incêndios no concelho.

O Presidente da Câmara Municipal, Garcez Trindade, que tem acompanhado no teatro de operações, os trabalhos de combate aos incêndios refere: “estamos sempre alerta e colaborantes com as entidades normalmente implicadas nestes acontecimentos. Aproveito para agradecer a colaboração que ontem, principalmente, foi prestada pela Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, pelo Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, pelo Comando Distrital de Operações de Socorro de Viseu, pela Corporação dos Bombeiros Voluntários de Resende e por todas as outras corporações envolvidas, ao Exército de Portugal, à GNR, aos Presidentes das Juntas de Freguesia, aos nossos funcionários e a toda a população anónima que prestou auxílio ao combate a todos estes incêndios de que o concelho de Resende foi vítima”.

Informa-se que, ao momento (15h00, do dia 21 de agosto de 2017), o incêndio de Vila Verde está dado como dominado desde as 10h15. Decorrem, ainda, operações de rescaldo, com empenho do pelotão militar, em trabalhos manuais, e dos Bombeiros em rescaldo e consolidação e, ainda, vigilância ativa.

No incêndio da Talhada, ao momento, há uma reativação em Ovadas de Baixo, onde está empenhado um meio aéreo e que se espera que rapidamente extinga esta reativação. Decorrem, também, trabalhos de rescaldo e consolidação neste incêndio.

Por Notícias de Resende | | Publicado em , | Com 0 comentários
Hoje, dia 21 de agosto de 2017, a partir das 15h:00, decorre em Santa Marinha do Zêzere um incêndio que ameaça povoamento florestal. Está a ser combatido por 16 operacionais, apoiados por 1 meio aéreo e 2 terrestres.

Atualização (17h:33): Encontram-se 52 operacionais a combater o incêndio, apoiados por 10 meios terrestres e 2 meios aéreos.

Atualização (22h:17): O incêndio já se encontra na fase de resolução, tendo neste momento 45 operacionais e 12 meios terrestres a combater o fogo.

Fotografia: Liliana Prata
Por Notícias de Resende | | Publicado em | Com 0 comentários
Desde o dia 17 de agosto de 2017, pelas 03:00, o incêndio em Vila Verde, freguesia de São Martinho de Mouros, concelho de Resende, tem preocupado as populações e autoridades locais. No dia de ontem estavam cerca de 127 operacionais a combater um dos incêndios que mais preocupa o concelho de Resende.

Hoje já se encontra em fase de resolução, embora conte ainda com 32 operacionais, apoiados por 10 meios terrestres.

Na Talhada, freguesia de Ovadas e Panchorra, o incêndio ainda se encontra em curso, embora com menos operacionais em relação ao dia anterior, não sendo tão preocupante. No dia anterior contava com cerca de 144 operacionais, estando neste momento no local 43 apoiados por 12 meios terrestres e 1 meio aéreo.

Atualização (22h:12): O incêndio na Talhada já se encontra em fase de resolução, tendo neste momento 68 operacionais a combater o fogo, apoiados por 21 meios terrestres.

O incêndio em Vila Verde já se encontra na fase de conclusão, contando com a permanência de 31 operacionais e 9 meios terrestres.
Por Notícias de Resende | | Publicado em | Com 0 comentários
Mirão, concelho de Resende, recebe nos próximos dias 1, 2 e 3 de agosto mais uma edição da Festa em Honra de Nossa Senhora dos Prazeres. Rosinha, cabeça de cartaz, irá atuar no dia 3 de setembro pelas 00h30. O evento contará com um Show Aquático e Pirotécnico no dia 2 de setembro, pelas 23h45, e muitas mais atrações.


Por Notícias de Resende | | Publicado em , | Com 0 comentários
Jaime Alves cancela as ações de campanha marcadas para hoje por razão da vaga de incêndios que assolam o concelho, em demonstração solidariedade com as populações "da nossa terra".
Por Notícias de Resende | sexta-feira, 11 de agosto de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
No próximo dia 1 de outubro decorrerão as Eleições Autárquicas, momento em que o município de Resende irá definir o seu futuro. Nesse sentido, o Notícias de Resende convidou a candidata pelo CDS-PP, Anabela Oliveira, a apresentar o seu programa e dar a conhecer os seus objetivos.

Breve Apresentação / Currículo: Anabela Oliveira, tem 44 anos, é licenciada em Gestão de Empresas, é vereadora na Câmara Municipal de Resende, é Diretora e fundadora da Universidade Sénior de Resende do Rotary Clube de Resende, é Vice Presidente da Associação Empresarial de Resende, foi Vice-Presidente do Concelho Empresarial do Tâmega e Sousa (sediado em Felgueiras que envolve as empresas dos concelhos de Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Penafiel, Resende e Vila Meã), é oficial do Instituto dos Registos e do Notariado, é Vice-Presidente do Sindicato Nacional dos Registos (que representa os colaboradores do Instituto dos Registos e do Notariado em Portugal continental e ilhas).


Rafael Barbosa (RB): Boa tarde! Em nome do Notícias de Resende e dos leitores quero lhe agradecer ter aceitado o nosso convite para esta entrevista. Começo por perguntar: - O porquê desta candidatura? O que levou o CDS-PP a quebrar a coligação existente com o PSD e apresentar uma candidatura?

Anabela Oliveira (AO): Em meados de 2016 o CDS teve conhecimento, de forma intempestiva de que o PSD deliberou internamente alterar a coligação pré-acordada em 2013 para vigorar nas novas eleições autárquicas de 2017. O CDS sempre esteve disponível para negociar, mas nunca poderia aceitar uma proposta de coligação que preterisse o CDS. Não compreendemos a posição do PSD, pois eu própria sempre estive ao lado do candidato do PSD durante os últimos 4 anos, como se verificou pela minha presença constante e dos restantes membros do CDS, que estivemos presentes em  todos os momentos junto do então cabeça de lista da coligação PSD/CDS. Em face disso e conforme já anteriormente explanado, o CDS sentiu que tinha de cumprir as suas obrigações perante o eleitorado e perante os Resendenses que há muito precisam de novas alternativas, de novas formas de estar na política e de pensar o serviço de cidadania que é a Administração Local. Sempre tivemos consciência de que este trabalho iria ser difícil, mas o CDS e os seus simpatizantes, sim porque este projeto acolhe muitos independentes das mais variadas origens, mas todos são pessoas de coragem, e todos sabem que no futuro o seu trabalho será compensado através da melhoria de vida dos Resendenses!

Assim, esta candidatura surge, perante uma dificuldade, perante uma falta de lealdade. Em face desta situação, não segui a via mais fácil, mas de forma responsável, com coragem, com determinação e ambição, estou aqui para servir.


RB: Resende, no seu ponto de vista, conseguirá ter um futuro melhor?

AO: Claro que sim! Os Resendenses merecem ter um futuro melhor e devem exigir isso dos seus lideres! Pretendo apoiar as empresas locais, quer sejam da área da agricultura, da área da indústria ou do comercio, do turismo, entre outras, mas também considero muito importante atrair e apoiar novos investimentos para Resende. Irei criar condições, projectos “chave na mão”, para motivar os investidores de cá ou provenientes de outros territórios a investir em Resende. E demonstro essa vontade quando apresento o Sr. Alberto Dias, um empresário de sucesso de Resende, como cabeça de lista à Presidência da Assembleia Municipal de Resende. É o selo perfeito na minha candidatura, porque é com os empresários que quero trabalhar para ajudar a melhorar a qualidade de vida   das pessoas de Resende. Quero ouvi-los e quero servi-los, pois são eles o motor da economia, e assim, como consequência, irei servir melhor os Resendenses.

Irei portanto criar condições para que os jovens tenham oportunidade de viver em Resende! Eles merecem acreditar que podem ter futuro, e um futuro digno em Resende, sem precaridade! Precaridade que tanto se banalizou em Resende, hoje vemos tantos lideres locais a preconizar e praticar a precaridade, isso não é digno de um líder e os Resendenses merecem mais.


RB: Como vice-presidente da Associação Empresarial de Resende, como vê a nosso tecido empresarial? Que medidas a tomar para tornar forte e sustentável o seu crescimento?

AO: O tecido empresarial de Resende é composto por pouca industria, mas muito comércio e serviços, mas tem Resende gente muito competente, tem bons gestores que trabalham condicionados pela adversidade provocada pela inerência do interior, pela falta de acessos, e pela falta apoios das mais variadas entidades. Mas esses gestores conseguem mobilizar–se e mobilizar gente. Investem, e produzem com muita competitividade, alguns deles impondo-se regionalmente e até a nível nacional e internacional, com muito sucesso.

A Associação Empresarial de Resende, AER estava instalada no antigo Mercado Municipal de Resende, em instalações cedidas a titulo gratuito pela Câmara Municipal de Resende, e quando foram efectuadas as obras de remodelação daquele espaço, a AER foi confrontada com a não atribuição de nenhum local para se instalar. Em suma foi despejada, e esta falta de instalações condicionou toda a actividade da AER, ainda a juntar a esta situação as condicionantes financeiras de que padecia a AER. Sem qualquer apoio financeiro de nenhuma entidade local ou regional, tudo isto contribuiu para que a AER não conseguisse cumprir a sua função, só quando se encontrou um local provisório para a AER se instalar é que se pode alavancar a AER.

E desde então a AER tem promovido diversas atividades nomeadamente: “Stock Off Resende” – que destaca o comércio local e o apoia no escoamento de produtos e atrai mais clientes para as empresas aderentes; - A atividade designada “O Natal Chega a Resende”, ocorre naquela época e tenta focar a atenção dos consumidores para o comércio local; - Realizamos “Inquéritos ao tecido empresarial” – neste âmbito fez-se uma recolha detalhada de informações sobre o tecido empresarial do Concelho de Resende e assim foi possível conhecer de forma mais pormenorizada quais as necessidades, as dificuldades e as expetativas dos nossos comerciantes; Temos um gabinete de apoio e Divulgação de Informação ao Empresário – este gabinete tem sido um móbil de apoio aos empresários, pois está sempre á frente na divulgação de informação via email, via facebook e presencial; - E ainda promove palestras, sessões de esclarecimento que versam sobre temáticas intrinsecamente relacionadas com a atividade empresarial.

Para ainda melhor apoiar o tecido empresarial a AER está a desenvolver um projeto designado Formação Ação “MOVE”, que é um projeto promovido pela AIP/CCI – Associação Industrial Portuguesa, Câmara de Comércio e Indústria, financiado pelo Portugal 2020 através da Autoridade de Gestão do POCI (COMPETE 2020), que se destina a aumentar a produtividade e competitividade das micro, pequenas e médias empresas, com recurso a consultoria e formação altamente qualificada e ajustada às  reais necessidades dos empresários participantes. Ainda recentemente tivemos aprovada uma candidatura designada “RESENDE EMPREENDE” que está centrada na promoção do empreendedorismo, mais concretamente do empreendedorismo qualificado e criativo na região de Resende. Através do “RESENDE EMPREENDE” a AER procura incentivar a capacidade empreendedora dos Resendenses, incentivando-os a criar ideias e negócios criativos e inovadores, que originem novas empresas e fomentem a criação de emprego. O “RESENDE EMPREENDE” promoverá ainda um Concurso de Ideias/Prémio de Empreendedorismo com a finalidade de desenvolver e sensibilizar para o empreendedorismo qualificado, despertar a criatividade dos potenciais empreendedores, assim como desenvolver competências empreendedoras e cimentar ideias de negócio. Este projeto é desenvolvido através do NORTE 2020, no âmbito do Sistema de Apoio a Ações Coletivas, sendo co-financiado pelo FEDER. Ainda para apoiar os empresários aderimos ao projeto Novo Rumo a Norte, que é um projeto que tem em vista facilitar o acesso a informação com valor estratégico para os agentes económicos da região, lançando mão a uma plataforma online e dos serviços das associações que integram a rede colaborativa, onde se insere a AER, e promover um aconselhamento técnico de proximidade, apoio especializado no desenho de a candidaturas a programas comunitários, assim como todo o seu procedimento desde o início até ao términus da conclusão do investimento ou da ação apoiada ao abrigo de programas de âmbito regional, nacional ou europeu. E ainda a AER tem desenvolvido Projetos de Formação – a AER desde sempre contribuiu para a qualificação dos Resendenses, quer dos ativos quer dos desempregados, e para isso tem vindo a desenvolver várias ações de formação em variadíssimos ramos e em parceria com diferentes entidades, tais como o IEFP, I.P., a Agito, Formação e Serviços, Lda., a RR&A, entre outros.

E porque as características inerentes à estrutura empresarial da região o impõem e porque sozinhos não progredimos, a AER desenvolve parcerias e protocolos de cooperação de forma a contribuir mais ativa e eficazmente para o desenvolvimento e apoio da economia local. Destaco a parceria com o Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa, CET’S em que a AER é membro do CET’S, que é constituído pelas 12 Associações Empresariais da Região do Tâmega e Sousa e respetivas empresas da região. Com esta parceria torna-se possível concretizar diversas ações que possibilitam o fomento e apoio de toda a atividade empresarial de toda a região e consequentemente de Resende. Também destaco a Parceria da AER e com a Liga dos Chineses em Portugal” - esta parceria tem como objetivo a prossecução do desenvolvimento de atividades que potenciem o crescimento, expansão, sinergias e criação de empresas, assim como a promoção do território em que ambas as entidades atuam, tal como os seus produtos, cultura e tradições.

A Câmara deveria estar ao lado da AER, a trabalhar estas medidas para apoiar as empresas e ser o seu catalisador, pois este é um filão muito importante para o desenvolvimento do concelho.
Proponho um gabinete de apoio ao empresário e ao investidor, profissional e focado  nas empresas, onde se agilizam e simplificam processos de legalização de investimentos, onde se apoia a criação de oportunidades, a gestão e os investimentos.

Além disso sublinho que uma autarquia também deve saber que é importante captar investimentos. Porque quem investe, quem cria postos de trabalho, tem de ter incentivos.


RB: Certamente que para atrair empresas e permitir a sua fixação são essenciais várias condições, como referiu anteriormente. Falando a nível de acessibilidades rodoviárias, Resende encontra-se num impasse há vários anos. As estradas nacionais 222-2 (Resende – Bigorne) e 321-2 (Ponte da Ermida – Baião) são dois projetos muito importantes para a polução resendense que nunca foram concretizados. Estão nos vossos planos como prioritários? Como solucionar este problema?

AO: Sem dúvida que as acessibilidades têm uma grande influência no desenvolvimento  de um território, tenho muita pena que em outros tempos, outros tempos de outras facilidades nunca se tenha tratado deste assunto com a devida dedicação que ele  merece.

Este assunto é recorrente, persistente e sempre empurrado para a frente…

Mas sublinho que tudo faremos para lutar pelo que merecem os Resendenses, temos de estar preparados para as dificuldades e minutar um plano B, para o caso não ser de todo em todo possível. Teremos de construir uma proposta de melhoria de acessos, de "cortar" e “re-cortar” as estradas existentes.

Costuma-se dizer que “quem não tem cão caça com gato”.

Nem que seja necessário sacrificar o orçamento de um ou dois anos, esta é “a” prioridade, e para tal será retificada a via municipal entre Resende e a Ponte Cavalar, com alargamento do perfil e com a execução de variantes aos lugares centrais de Feirão, a Vinhós, e possivelmente Felgueiras.
Relativamente à 321-2, não dependendo da intervenção direta do município de Resende, iremos envidar esforços, externamente, no sentido de ser executado o troço da Ponte da Ermida à 321-1 (Baião).

Mas a acrescentar a isto tudo, outro motivo de grande preocupação, é, também, a rede viária municipal, que tem sido vítima de grande abandono, com as consequências que conhecemos, temos valetas de conceção em violação das normas, permanentemente assoreadas, que permitem infiltrações de água e perigosíssimas para o tráfego. Procederemos à modificação das valetas e desmatação das margens, sim, a tal faixa de 10 metros, que foi a responsável por dezenas de mortes na “estrada da morte” há poucas semanas, como manda, aliás, o PMDFCI - Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios. Quanto as cosméticas nos pisos das vias – tapetes – é vergonhosa e ruinosa a estratégia seguida pelos Executivos anteriores: estes “tapetes” são apenas para eleitor ver, porque daqui a pouco tempo vão quebrar de novo, pois nas zonas em que o piso anterior já estava fendilhado (dita pele de crocodilo), o trabalho de recuperação para ser bem feito deveria ter ocorrido a partir da camada da base (da brita) e não apenas colcoar por cima o “tapete”. Tecnicamente são um erro crasso. Só quem não percebe nada de pavimentos semirrígidos é que permite esta situação, andam muito mal as acessorias técnicas à decisão, neste Executivo.


RB: Durante os últimos quatro anos foi vereadora da Câmara Municipal  de Resende. Enquanto vereadora, como viu os trabalhos do atual executivo camarário?

AO: Vi muita rotina, muito pouca iniciativa e muita estratégia de “químico” do antigo Executivo. Eu sinto que o concelho precisa é de novas ideias, de novos projectos e de sangue novo, não precisa de gente que só quer ser poder e fazer trabalho de politico e não quer mudar o rumo de Resende.

Vi a empresa municipal, “As Termas”, receberem neste mandato um aumento do valor transferido de dinheiro da Câmara, ao abrigo do contrato programa, no anterior executivo era 150.000 euros, agora é 175.000 euros e não vi resultados desse investimento, não vi porque essas transferências não são para investimento..

Vi uma IPSS também ao abrigo de outro contrato programa receber valores semelhantes, em prejuízo das outras IPSS que também deveriam ser beneficiárias das mesmas transferências, temos que ter postura equitativa.

Vejo a “zona industrial de Anreade” sem nenhuma empresa lá instalada.

Vi um desleixo total para com o património municipal: desde as estradas onde as valetas não funcionam e em consequência disso estragaram-se os pavimentos, pois as infliltrações por baixo do pavimento destroem os mesmos, aos esgotos que entopem ou não funcionam, porque não sabem ou não querem programar a sua devida manutenção. Vi o incumprimento do PMDFCI, Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios. Não se cortou o mato a 10 metros das vias públicas e nas proximidades de algumas aldeias serranas; Vi o apoio aos agricultores, que foi nulo (workshops não chega); Vi o auditório sem ar condicionado; Vi outros equipamentos a degradarem-se; Vi meninos no centro escolar de Resende a desmaiarem, em resultado das altas temperaturas a que lá estão sujeitos…

Vi que muitos dos Resendenses continuam sem água e saneamento..

Vi património histórico de valor incalculável completamente abandonado...

Vi muitos trabalhos de folclore politico, que em nada dignificam o folclore, que tanto  gosto, e que nada ajudaram os Resendenses.

Vi que nenhuma das minhas propostas de melhoria de vida dos Resendenses, foi aprovada, e vi muitas vezes que nem o apoio dos vereadores do PSD tive. Informo aqui,  a titulo de exemplo, algumas propostas que fiz:

Sobre os Bombeiros Voluntários de Resende – Enaltecer o seu trabalho, na reunião de Câmara decorrida a 07 de abril, último, para valorizar, incentivar os nossos bombeiros à sua permanência nos quadros da nossa corporação e à adesão de novos homens e mulheres a esta nobre causa, propus as seguintes medidas, a aplicar a todos os bombeiros    voluntários    de    Resende,    a    todo    o    seu    corpo    de      Bombeiros:
- redução     de     25%     nas     tarifas     de     água,     saneamento     e      resíduos;
- comparticipação no IMI de habitação própria e permanente, através do reembolso de 25% do montante de IMI liquidado;
- redução de 25% do pagamento de tarifas no acesso a equipamentos municipais de lazer, incluindo o ginásio e piscina da Companhia das águas – Termas de Caldas de Aregos.
- Proposta de redução de tarifas de Águas e Saneamento - Tarifa Social e Tarifa Familiar (para uso doméstico), na reunião de Câmara decorrida a 07 de dezembro, último, propus a redução de custos destas tarifas a famílias com baixos rendimentos e a famílias numerosas, também nesta data falei sobre as iluminações de Natal e a Música alusiva a época natalícia, pois todos os anos temos verificado que na variante da sede do concelho de Resende, não são colocadas iluminações de Natal, sei que os recursos são escassos, mas naquela parte do concelho também temos empresas que também precisam dessa ajuda à promoção dos seus negócios e assim como a colocação de música alusiva a época natalícia, que no último ano não foi colocada, estas medidas permitem que a nossa vila        fique        mais         bonita         e         apelativa         aos         consumidores.   Na reunião de Câmara decorrida a 19 de outubro, último e sobre o Centro Escolar de Resende, em face de uma reunião que tive com uma representante dos pais de uma turma do pré-escolar do Centro Escolar de Resende, foi-me dada nota de que as salas que se encontram na parte superior daquele Centro Escolar, junto ao portão da entrada principal e contíguas ao parque de diversões, ou de recreio, estão sujeitas a demasiada exposição solar, o que faz aumentar em exagero a temperatura no interior daquelas salas, o dito parque, que confina com essas mesmas salas, também não está habilitado com nenhum tipo de sombra, e nessa data propus que fosse estudada a possibilidade de se diligenciar, no sentido de munir aquele espaço de algum tipo de sombra ou cobertura, uma proposta simples que poderia ter efeitos imediatos na qualidade de vida das nossas crianças e tinha evitado os problemas como os que surgiram há poucas semanas em que as nossas crianças tanto sofreram com as altas temperaturas que aconteceram naquelas salas.

Nesse dia também propus a criação de redes de Wi-fi para Centros Históricos, que é uma linha disponibilizada pelo Turismo de Portugal, destinada a dotar os centros históricos e as zonas de maior afluxo turístico de redes de acesso à internet sem fios e sem custos

Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico para os utilizadores e ainda permitir o acesso a conteúdos informativos que maximizem a sua experiência no destino.

Entre outras propostas que fui efetuando, sempre de forma construtiva, mas como   referi,
nenhuma destas minhas propostas foi aprovada pelo restante executivo.

Eu não me revejo num concelho de Resende onde se gastaram quatro anos de mandato, com zero iniciativas de criação de emprego, e zero iniciativas de melhoria de vida dos Resendenses.



RB: A região Douro tem apostado fortemente no turismo. Resende tem paisagens deslumbrantes, uma riqueza histórica e gastronómica. Em Aregos, temos o termalismo e um local ótimo para desportos aquáticos. Ou seja, temos tudo para dar certo. Mas o que falta mais para atrair investimentos?

AO: Primeiro é preciso que os seus lideres o queiram fazer de forma genuína. O que se tem visto são decisões do tempo dos senhores feudais.

A Câmara, repito deve posicionar-se ao lado das empresas e dos investidores, o emprego que elas criam é duradouro, não é precário e dignifica quem o tem. Mas o foco de alguns lideres de Resende, é que os Resendenses permaneçam no emprego precário, para assim se manter a “divida” do emprego a esses senhores e quem sabe, os ajudar a manterem-se ou a chegarem ao poder. Vale tudo. Para mim os resendenses merecem  que a sua dignidade seja respeitada, chega de precaridade, que tanto mal faz a quem sofre com ela. Resende tem muita gente de valor, que só precisa de apoio para crescer.

Mas quando se fala em economia e turismo, falamos em produtos endógenos, cerejas, cavacas, em agricultura, em património, num território, como o de Resende, onde temos maravilhosas iguarias, paisagens idílicas e um vasto e riquíssimo património, que merecia ser tão bem tratado, há diversos casos onde se verifica que está completamente abandonado. Na área da agricultura há tanto a apoiar. Estes fatores, bem divulgados e apoiados, seja na sua promoção, comercialização ou no seu escoamento, podem criar tanta riqueza em Resende.

Para isso vamos ter um gabinete de apoio ao empresário e ao investidor, profissional e focado nas empresas, como já referi para apostar nos empresários locais e captar investimentos e para apresentar um conjunto de ideias, “Chave na mão”, que temos preparadas, de projetos de investimento exequíveis para oferecer a investidores e empresários interessados. Pois quem investe não gosta de demorar anos a decidir e gosta de avaliar todas as variáveis, e devemos ter capacidade de resposta eficiente e rápida a essas solicitações.

A título de exemplo a criação de um parque de lazer, com circuito de manutenção para a prática desportiva informal, para todos os Resendenses poderem usufruir da saúde, pela pratica do desporto e em simultâneo apreciar as belas paisagens que temos em Resende e que poderá ser um atrativo para que venham pessoas de fora de Resende visitar este parque. O Eco Turismo, que será uma forma de colocar Resende nos radares do turismo de qualidade, este projeto propõe a criação e reconversão de um leque de infra- estrutruras que irão funcionar como base de apoio ao todo que é a promoção turística de Resende.

Por fim saber “vender” Resende, saber puxar por Resende e pelas suas gentes. Saber levar Resende para o mundo. Vemos tantos estrangeiros a adquirir propriedades em serras algarvias e a repovoarem aldeias, e nós?! nós que temos as belas paisagens, a segurança, a proximidade a centros urbanos maiores, a marca “Douro, que está na moda, uma gastronomia fantástica e as boas gentes de Resende, porque ficamos fora do mapa?

Enfim, fazer uma promoção turística, que só pode ser profissional, chega dos amadorismos que vemos realizar, deve ser promovida com base numa estratégia clara e onde devem constar as redes de “ lobbying” construtivas em operadores turísticos nacionais e internacionais, para se chegar realmente aos mercados que pretendemos cativar.


RB: O Externato D. Afonso Henriques fecha as portas no próximo mês de agosto. Como vê este encerramento? Como está atualmente a educação no concelho de Resende? Como combater o insucesso escolar?

AO: No meu ponto de vista, sempre que se fala em encerrar o que quer que seja em Resende, é muito mau, num território como o nosso é muito mau. Como sabem estive ao lado dos Resendenses na luta contra o encerramento do Tribunal de Resende e estive ao lado sempre que se vislumbrou qualquer outro tipo de encerramento de serviços públicos em Resende, sempre me insurgi e mobilizei, recordo que me desloquei a Lisboa num dos autocarros que levaram as nossas gentes à Assembleia da República para participar na manifestação contra o encerramento do Tribunal de Resende e estive naquele terreiro a afrontar um governo onde participava o meu partido porque entendia e entendo que a justiça deve estar próxima de todos.

Sobre a questão do Externato D. Afonso Henriques não vi, não senti empenho nem apoio do poder local, confesso que não percebi esta inércia.
Para mim e para qualquer pessoa racional, o foco deve ser a racionalidade de recursos, também a eficiência e os resultados. Antes de se fazerem obras megalómanas, extremamente caras, deve-se ter uma estratégia a longo prazo e no nosso caso, o poder local em Resende, primou pelas construções de "placa colocar", isto é, foram gastos milhões em equipamentos sem se importarem se realmente eram necessários, quando o investimento deveria ter sido feito a montante no sentido de fixar pessoas em Resende, o que fazemos aos equipamentos escolares onde já escasseiam crianças, para que servem pavilhões afastados de centros escolares que obrigam a Câmara a ter custos com deslocações de crianças desses centros escolares para esses pavilhões? e tudo isto com custos de manutenção elevados, serviço de divida altíssimo, claro que foi feito com empréstimos e fazem-se assim investimentos destes que em vez de criar emprego, eliminam emprego. Isto para mim é inconcebível, é gestão a curto prazo, é falta de estratégia. E agora sofrem os Resendenses.
Voltando ao Externato, durante décadas foi a única instituição, no concelho, a proporcionar aos resendenses a oportunidade de prosseguir os seus estudos. Além disso, a imagem de marca do Externato foi sempre um ensino de qualidade, classificando-se, várias vezes, nos rankings, entre as melhores escolas do país. E não se pode perder toda a ciência acumulada e historia do externato, quando fecha desta forma uma parte relevante de Resende…

Deste ponto de vista é uma tremenda injustiça o seu encerramento. Mais grave é a perda de postos de trabalho. O governo entende que a 1 km de distância há uma escola pública nova com a mesma oferta educativa e por isso ordenou o seu encerramento. Talvez a solução para um "não encerramento" fosse uma articulação entre o poder local, a escola pública e o externato, no sentido de haver uma oferta educativa distinta. Assim certamente não haveria um fecho de portas por parte desta instituição histórica de Resende. Uma oferta educativa diferenciada faria o poder central recuar no corte do financiamento. O poder local tinha a obrigação de ter feito mais, e assim protegeria os postos de trabalho e a vida de muitas famílias resendenses...

Sobre a educação e o insucesso aqui podemos falar de duas questões diferentes: insucesso escolar/aprendizagem efetiva dos alunos. Há vários anos que a legislação, relativa à educação, promove o "facilitismo/sucesso escolar" mas resulta em estatísticas! E, do ponto de vista estatístico, há sucesso escolar em praticamente todo o país e os Encarregados de Educação ficam satisfeitos. No entanto sabemos que este sucesso escolar estatístico está longe, mas mesmo bastante longe de se traduzir em aprendizagens efetivas por parte das nossas crianças! Os professores, nas escolas, pouco mais podem fazer, pois já fazem alguns milagres. As turmas têm alunos em excesso e por vezes são confrontados com vários níveis de ensino.

No entanto a legislação é feita partindo do princípio que as localidades e as suas crianças são "iguais" e têm as mesmas vivências. Isso é totalmente errado! Uma criança de Resende tem as mesmas potencialidades e/ou dificuldades de uma outra oriunda de um grande centro urbano, e vice-versa!? Esta distinção de vivências de crianças e adaptação da Escola a essas necessidades é obrigação também do poder local, pois pode e deve tornar a sua escola mais eficiente, traduzindo se isto numa especificidade e em princípios educativos que vão ao encontro das necessidades dos alunos. Há muitos projetos que a autarquia pode desenvolver com as escolas. Falo de projetos que visam essencialmente potenciar a tal aprendizagem de que falei no início, e não projetos que no fundo só tiram tempo aos professores e aos alunos .


RB: O Tribunal de Resende reabriu no dia 2 de janeiro, após dois anos do seu encerramento. Como vê esta situação vivida no concelho de Resende?

AO: Fui das primeiras pessoas a manifestar-me contra o seu encerramento, conforme referi acima, fui ao terreiro da Assembleia da República e insurgi-me contra um governo onde participava o meu partido, fui a primeira pessoa a dar os parabéns, a quem de direito, quando se noticiou a reabertura do nosso Tribunal. Mas infelizmente não posso continuar com a mesma satisfação, quando vejo que os interesses dos Resendenses não estão salvaguardados pois foram-me identificados vários problemas aquando de uma reunião que tive com um advogado da praça, disseram-me que a maioria dos julgamentos são realizados em Lamego, há meses que o Juiz da Bolsa, que estava destacado para Resende, não vem a Resende, consequentemente há meses que não se fazem julgamentos em Resende, e se antes eram poucos agora não fazemos nenhum, mais me indicou o advogado que raramente recorre ao “Tribunal de Resende”, pois não dá para fazer lá nada e o que mais tinham necessidade era de consultar processos físicos e agora isso é impossível, esta reabertura foi um “tapa olhos para a população”.


RB: Quais os pontos mais relevantes que diferenciam a sua candidatura das outras? Como vê os seus adversários?

AO: Quem me conhece sabe que não sou de virar a cara, que não sou de seguir pela via mais fácil, que não sou de desistir, mas que sou muito de fazer, sou muito de me empenhar e muito de lutar! Mas não estou a lutar por mim, estou a lutar pelos Resendenses, que merecem melhorar a sua qualidade de vida! Para mim em primeiro lugar estão sempre as pessoas!

Entendo que Resende precisa de um novo rumo e as boas pessoas que estão comigo, vão com o seu empenho melhorar a qualidade de vida dos Resendenses e vamos dar o impulso que tanto almeja a economia local! Um impulso que tanto pedem os nossos empresários, que tanto pedem os desempregados, que tanto pedem os jovens.  Os nossos jovens merecem acreditar que podem ter um futuro em Resende!

E sei que somos a melhor alternativa para todos. Sei da boa e grande adesão que tive em tão pouco espaço de tempo, ninguém se questiona como em menos de 6 meses se constrói uma lista que está a concorrer a todos os órgãos autárquicos, à Vereação, a Assembleia Municipal e a 9 freguesias, perto de 200 pessoas. Como se consegue juntar tantas pessoas?!, sublinho juntar tantas boas pessoas!!?

Como é possível que comigo na vereação tenha uma equipa multidisciplinar, profissional, experiente e muito competente!? Como consegui dar-me ao luxo de escolher, cada um dos vereadores à linha, ao detalhe, procurei pessoas com curriculuns diferentes do meu, provenientes das áreas social, ensino, desporto, saúde, engenharia, agricultura turismo, finanças, e bem estar, todos com provas dadas e reconhecimento público, mas procurei-os para me apoiarem nas minhas decisões, para me ajudarem a servir melhor. Como se explica que estas pessoas com curriculuns relevantes acedam ao meu pedido e juntem-se a mim?! E em tão grande numero?

É um orgulho carregar as nossas listas e sermos os primeiros a entrega-las no tribunal, e dizer que dentro da pasta estão pessoas, de vários quadrantes políticos, pessoas, independentes, pessoas que não vivem da politica, pessoas que não precisam da politica, que não estão em organizações para viver da politica, pessoas que já deram provas da sua vida pessoal, pessoas de valor, pessoas que podemos olhar e saber o seu percurso, pessoas com quem os Resendenses podem contar a partir do dia um de outubro próximo.

E temos uma quase paridade! É um facto inédito numa candidatura em Resende, em que o numero de homens e de mulheres nas listas é quase igual!

Começamos este projeto há muitos poucos meses, e fizemos tanto! Todas as pessoas que estão comigo, estão porque me conhecem e conhecem o meu percurso, embora não tenham faltado “areias na engrenagem”, que facilmente ultrapassei, algumas pessoas estão ao meu lado, mas não podem manifestar-se, não podem porque têm medo!! Como é que isto ainda é possível, no século XXI, num país democrático, MEDO em Resende?!

Eu própria há meses que venho recebendo mensagens, por SMS ou por mensagem privada de facebook, com conteúdos que não são amistosos, isto para mim já era de esperar,  mas  não  servem  para  nada  essas  farpas,  apenas  servem  para       alguém demonstrar o medo da minha equipa, a falta de cultura democrática ou por acharem que são os donos de Resende….  Resende não tem donos!!

Reforço que todas as dificuldades foram ultrapassadas e estamos com uma candidatura consistente, coesa e motivada, onde ninguém está constrangido às fidelidades da função laboral a que está “vinculado” (precariamente), ou seja, tenho uma equipa eficaz e eficiente, com uma motivação genuína, ao contrário das equipas adversárias onde a motivação é forçada, dado o constrangimento laboral a que estão sujeitos.

Por isso, só eu sei o apoio incondicional que tenho dos Resendenses e a surpresa que todos vão ter no próximo dia 1 de outubro.

Mas se mais tempo houvesse, maior seria a adesão de Resendenses a este projeto!!  Tem sido incrível responder a tantas solicitações e sentir o carinho de tantos Resendenses!

Resende merece ter um projeto diferente daquele que está a ser executado pelo atual Presidente da Câmara e que tudo indica que continuaria por esse caminho e merece libertar-se de políticos que se regem pela tabela de práticas que oprimem os Resendenses.


RB: O que pensa sobre o atual governo de António Costa? Acha a sua governação favorável a nível nacional e/ou regional? Resende tem beneficiado com a “geringonça”?

AO: O governo não resolveu até agora, nenhum problema do país ou de Resende, vejo muita propaganda. Os bons resultados positivos que se espelham na economia vem de governos anteriores, das reformas e das alterações nas leis laborais, que favorecem a criação de emprego, do investimento no turismo, a recuperação dos nossos principais mercados europeus, por tudo isso, deveríamos estar a aproveitar para recuperar mais depressa, mas como este governo parou as reformas e parou o investimento publico, como já não acontecia nos últimos 10 anos, promove as cativações, estas cativações que permitem reduzir artificialmente a despesa na máquina estatal e controlar o défice público, mas tanto mal fazem a à economia, pois esta situação põe em causa o bom funcionamento dos diversos serviços públicos, dos hospitais, dos centros de saúde, das escolas, etc e as regiões com mais dificuldades neste caso sofrem mais, o externato fecha, o tribunal funciona como sabem, passam dias no centro de saúde de Resende sem médico de urgência. Resumindo, o governo deu alguns, poucos, euros de rendimento, mas dá pior saúde, pior educação, pior serviço e abandonou o interior a sua sorte…


RB: Qual a sua principal mensagem para o povo resendense?

AO: Resende é a terra que eu escolhi para viver. Para nascer não escolhemos o local, mas para viver eu escolhi Resende! Aqui investi, aqui tenho atividades  profissionais, aqui habito, aqui faço as minhas compras, aqui pago os meus impostos e aqui tenho uma participação cívica intensa e sinto que estou com a minha gente!

Ainda dou nota da criação da pagina de facebook “Ouvir Resende”, um espaço que foi criado para quem quiser deixar lá as suas sugestões e ideias para melhor construir o futuro de Resende, tem sido uma ferramenta muito utlizada, temos muitas boas sugestões, temos votações e temos sentido o grande interesse que os Resendenses demonstram na gestão do seu município. Em paralelo temos os cadernos “Ouvir Resende” que funcionam para quem não usa a internet, que recolhem opiniões e sugestões de outros munícipes. Quero que os Resendenses sintam que a sua opinião conta e quero trabalhar em função dessas boas opiniões

Depois de todas as mensagens que acima já enviei aos Resendenses sublinho mais uma vez que para mim o que importa são as pessoas! É para elas que estou nessa missão.

Este projeto é ganhador para os Resendenses, porque, com toda a certeza,  vai  influenciar todas as decisões do próximo Executivo Camarário.


RB: Muito obrigado pela entrevista! Deseja acrescentar mais algo?

AO:  A minha candidatura assenta em 3 pilhares, Economia, Social e Obras. Conforme tenho dito são as empresas, incluindo as agrícolas, o motor de uma região. São elas que criam riqueza e emprego e com emprego resolvem-se problemas sociais. Com as obras preservamos o património edificado e infra-estruturas e assim apoiamos as empresas e  as pessoas.

Finalmente eu é que agradeço a oportunidade e aproveito para dar os parabéns a si e à equipa do Noticias de Resende, pelo excelente trabalho que realizam e por estarem sempre a divulgar a nossa terra.

Por Notícias de Resende | sexta-feira, 4 de agosto de 2017 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
No próximo dia 1 de outubro decorrerão as Eleições Autárquicas, momento em que o município de Resende irá definir o seu futuro. Nesse sentido, o Notícias de Resende convidou o candidato pelo PS, Manuel Garcez Trindade, a apresentar o seu programa e dar a conhecer os seus objetivos.


Rafael Barbosa (RB): Boa tarde! Em nome do Notícias de Resende e dos leitores quero lhe agradecer por ter aceitado o nosso convite para esta entrevista. Começo por perguntar: - O porquê desta recandidatura? 

Manuel Garcez Trindade (MT): Esta recandidatura está, como é evidente, ligada à minha vontade. E essa vontade própria resulta de uma intenção que eu tive há quatro anos, porque fiz parte destes últimos 20 anos do corpo autárquico da Câmara Municipal de Resende. Ocupei quatro anos como vereador da oposição, depois oito anos como presidente da assembleia municipal e nos últimos quatro anos como vice-presidente da Câmara e agora como presidente.

Digamos que tenho aqui já cerca de 20 anos de autarca, em paralelamente à minha atividade de médico, que sempre tive durante este tempo todo, embora neste último mandato a minha atividade médica foi reduzida quase a zero. Porque a atividade de Presidente de Câmara absorve-me o dia praticamente todo.

Eu fui candidato há quatro anos, numa sequência intencional de continuidade do trabalho, que foi desenvolvido pelo meu antecessor. Considero-o como pai da modernização de Resende, e foi ele que iniciou uma mudança significativa do ponto de vista social e económico na vila, como no concelho. Sempre o acompanhei durante estes últimos anos, e ao fim dos 12 anos já não pode continuar, ficando eu como o sucessor natural.

Encarei isto com espírito de missão, uma vez que a Câmara Municipal para mim não é a minha profissão, tendo que alterar a minha prática diária de profissão e vivência para assumir este cargo da Presidência da Câmara Municipal. Estou aqui com espírito de missão, cumpri estes últimos quatro anos, sendo delineados uns objetivos, algumas estratégias no sentido de dar continuidade ao trabalho que estava a ser feito, e potenciar, uma vez que o início deste mandato coincidiu com o Portugal 2020 (iniciou-se em 2014).

As estratégias foram delineadas, contando que eu iria ter neste mandato a companhia do Quadro Comunitário de Apoio. Tendo os quadros comunitários anteriores sempre acompanhado os mandatos em tempo útil. Aconteceu que os quadros se atrasaram de uma maneira impensável, sem qualquer tipo de justificação, não conseguindo dispor dos quadros em tempo útil. Digamos que só nos últimos meses, desde abril, conseguimos ver avaliadas as variadíssimas candidaturas submetidas, de um modo positivo, conseguindo algumas concretizações. Mas já não é em tempo útil, acabando o mandato dentro de dois meses. Fica muita “coisa” para fazer, nós temos variadíssimas candidaturas submetidas na área do setor primário (apoio ao cultivo, ordenamento, da cereja). Temos uma candidatura no âmbito da PROVERE submetida, que segundo as últimas informações foi anulada, sendo o aviso anulado pelo Presidente do CCDR-N, por motivos da dotação financeira, ficando com o nosso projeto em standby.

Em relação às termas, sabendo que é absolutamente necessária a requalificação do nosso balneário termal, não conseguimos enquadrar numa candidatura porque não foi possível, porque não abriram candidaturas para esse efeito. De modo que, dentro das estratégias que foram delineadas no início deste mandato, há, efetivamente, algumas coisas que não foram conseguidas por estes imponderáveis, tendo esperança neste próximo mandato conseguir concretizar.

São estratégias, absolutamente, direcionadas para a parte económica de Resende e que visa essencialmente os produtos endógenos, aquilo que, efetivamente, existe em Resende. Estas estratégias foram vertidas, no início deste mandato, no programa de Estratégia de Desenvolvimento Integrado da Comunidade Intermunicipal Tâmega e Sousa. As três estratégias foram colhidas pelo plano e elas estão lá, fazem parte dele. Têm todo o direito de serem apoiadas pelos quadros comunitários. Os quadros comunitários atrasaram-se de uma maneira impensável. Muito daquilo seria a concretização das nossas estratégias, das candidaturas que foram feitas no âmbito do sector primário, do apoio ao ordenamento da cereja.

Criamos o Gabinete de Desenvolvimento Rural, fizemos parcerias, como por exemplo, com a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), DOLMEN, uma agência de desenvolvimento local, da qual nós fazemos parte, Cermouros, com a Associação de Produtores de Cereja de Resende, com uma consultora. Juntamo-nos todos para executar duas candidaturas, absolutamente fundamentais, para o cultivo da cereja em Resende, uma na área da produção outra na área da comercialização da cereja. Têm o apoio cientifico da UTAD para que haja um trabalho científico que possa ser depois concretizado num manual de boas práticas para que os agricultores de Resende saibam que tipo de cerejeiras é que devem cultivar nos seus terrenos, que tipo de fertilização das terras devem fazer, que tipo de rega devem fazer, que tipo de tratamento às patologias das cerejeiras devem fazer. Tudo isso seria recolhido depois dessas experiências feitas pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e também ajudada pelos outros parceiros, sendo depois compiladas num manual de boas práticas para que depois as pessoas saibam como hão de fazer com os seus terrenos. Tudo isso seria com principal objetivo de ordenarmos o cultivo da cereja, ou seja, fundamentalmente, com o grande objetivo de melhorar a qualidade da cereja e aumentar a escala de produção, porque sem escala não vamos a lado nenhum.

Felizmente Resende já tem marca. A Cereja de Resende já tem marca, toda a gente conhece a cereja de Resende, falta-nos o ordenamento de cultivo. E estas duas candidaturas juntas valem na ordem de um milhão e duzentos mil euros e poderão dar aqui, efetivamente, uma ajuda no ordenamento do cultivo da cereja. Sendo a atividade agrícola que mais contribui para a sustentabilidade económica e social do nosso concelho.

Resende é um concelho essencialmente agrícola. A agricultura foi absolutamente desprezada nestes últimos 30 anos, e só agora é que as pessoas estão outra vez a acordar para a agricultura e estão a perceber que o sector primário poderá ajudar a sustentabilidade económica dos territórios.

Em relação às outras estratégias, em termos das Termas de Caldas de Aregos, também estamos numa semana onde se vai realizar, na próxima sexta feira, uma assembleia municipal, precisamente, para aprovar a abertura de um concurso internacional para se estabelecer um negócio nas termas. Ou seja, o negócio implica uma requalificação das termas, portanto, a modernização e redimensionamento, e a colocação de um hotel de pelo menos quatro estrelas, com setenta quartos e um SPA, junto às nossas termas ou mesmo dentro do próprio edifício. Será um objetivo fundamental com um investidor. Vamos colocar em concurso de maneira a que exista um investidor e que nos possa, eventualmente, ajudar a alavancar todo este potencial que depois poderá fazer a promoção local e do município de Resende.

Essencialmente foram estas as grandes linhas gerais. Temos também de juntar a área da agro-alimentar, porque nós temos uma faculdade que a maior parte dos municípios não tem, que é termos um matadouro com linha de abate e aproveitando essa circunstância fizemos um projeto que incluía para juntar à linha de abate a desmancha, a embalagem e o processamento de carne. Um novo matadouro, aquilo que iria decorrer da requalificação do nosso matadouro atual para juntar ao abate estas linhas ou valências que eu falei, serviria também como Matadouro Escola. Ou seja, nós também já desenvolvemos protocolos com a UTAD para que o Matadouro de Resende ficasse a ser matadouro escola para servir as faculdades de Medicina Veterinária, Agronomia e Zootecnia. Isto daria aqui a permanência aqui de alunos, de pessoas a entrar e sair de Resende e o desenvolvimento de uma marca de carne de raça arouquesa, porque o matadouro depois chamar-se-ia um Centro de Valorização das Raças Autóctones, nomeadamente da raça arouquesa. É óbvio que também abateria outro tipo de animais, gado bovino, caprino, mas essencialmente o gado de raça arouquesa, para o qual a Câmara Municipal já vem há anos a atribuir subsídios à produção que todos os anos tem aumentado. Como foi o caso de este ano, tivemos a festa no dia 25 de julho deste ano, da semana passada, tivemos o grato prazer de entregar os incentivos aos nossos produtores de gado, não só do gado bovino como caprino. Temos esta ideia também de que o aparecimento de um matadouro com estas potencialidades do abate, da desmancha, da embalagem e processamento de carne, daria, efetivamente aqui, uma parceria com a Associação Nacional dos Criadores da Raça Arouquesa (ANCRA), que podia alavancar algum potencial económico aqui na vila e também no nosso município.

Estas três estratégias foram delineadas no início deste mandato, elas foram cumpridas parcialmente. Não estão ainda cumpridas porque isto tudo depende sempre do apoio dos quadros comunitários. Os quadros comunitários não têm saído a tempo e horas, e também dependem do investimento que possa vir a ser feito em Resende.

A minha ideia em termos de candidatura seria para continuar à procura da concretização destes objetivos, e também no fundo será uma maneira de eu continuar a servir os resendenses, neste trabalho muito interessante, embora seja um pouco problemático, com muita responsabilidade, trabalhoso. Mas é um trabalho que nos enche de orgulho, e que à medida que se vão fazendo as concretizações nós também vamos enchendo o nosso ego, e o nosso espírito um pouco mais aliviado e mais forte. Essencialmente é por isso que me vou candidatar.




RB: Resende, no seu ponto de vista, conseguirá ter um futuro melhor?

MT: Eu penso que sim, tudo leva a querer que sim. Os indicadores têm contribuído para isso, nós tivemos, por exemplo, nos anos de 2015, 2016 um aumento significativo das exportações, feitas à base da cereja. Significa que o investimento que está a ser feito tem resultados. Eu tenho a notícia, aqui em Resende, de que se plantaram durante os anos de 2016 e 2017 milhares e milhares de cerejeiras. Temos agricultores que estão a plantar em larga escala e já com algum apoio científico, no sentido de lhes dar garantia que as plantações estão a fazer irão ter sucesso.

É óbvio que Resende luta desesperadamente contra a interioridade, contra a desertificação. Teve no início deste mandato uma austeridade que foi imposta pelo poder central que levou até, inclusivamente, ao encerramento de alguns serviços públicos absolutamente essenciais à nossa comunidade, que, entretanto, já foram repostos. Tivemos aqui problemas graves e tivemos de os ultrapassar. E nomeadamente esta questão que sempre refiro, o atraso dos quadros comunitários. Que nos pôs aqui, em comparação com a atualidade dos quadros comunitários com os outros mandatos, que tiveram sempre em tempo útil. Nós, infelizmente, não tivemos esse benefício.

Além de tudo, tivemos alguns problemas do ponto de vista financeiro, porque no início do nosso mandato, fins de 2013, princípios de 2014, saiu uma lei, que se chama a lei dos compromissos e pagamentos em atraso, que significa que quem tem dívida não pode fazer despesa sem ter dinheiro, causando alguns problemas de governação. Alguns problemas da prática de governação que existia nesta casa já há muitos e muitos anos teve de ser alterada, porque esta lei obrigou só a fazer compras quando tivéssemos dinheiro. Para além de exigir que do nosso orçamento saísse sempre alguma parte para ir pagando alguma dívida a curto prazo. Nós fomos ultrapassando estas dificuldades todas, a nossa dívida de curto prazo está quase extinta. Eu penso que no final de este ano nós teremos, se não estiver totalmente paga, quase paga.

Nestes quatro anos nós conseguimos adquirir alguma capacidade financeira, chamada capacidade de endividamento, que nos, felizmente, dá para fazer um empréstimo, ou outro. Principalmente agora nesta época, estamos a fazer a requalificação das nossas estradas, que estavam em alto grau de degradação. Está a ser feita neste momento, e abriu mais um concurso para duas estradas.


RB: Como vê a nosso tecido empresarial? Que medidas a tomar para tornar forte e sustentável o seu crescimento?

MT: Fala-se do tecido empresarial como se ele existisse, como se fosse uma realidade. Infelizmente, não é. Nós temos poucos empresários, e os poucos que temos também são empresários de média cotação. Os empresários que existem cá são mais na área agrícola. Já não temos empresários da construção civil, porque também o investimento público estagnou, por volta de 2012-2013.

Não temos indústria. Tivemos um problema complicado na nossa zona industrial, que atrasou o início da construção. Os lotes já estão todos vendidos, mas tivemos um problema com a dimensão dos mesmos. Não foi feita corretamente na altura em que foram vendidos. E estamos a tratar caso por caso para que seja possível os proprietários começarem a construir. E a partir daí, eu penso que, se todos os proprietários dos lotes construam aquilo a que se propuseram, teremos mais emprego, mais empresários, mais desenvolvimento económico.


RB: Falando a nível de acessibilidades rodoviárias, Resende encontra-se num impasse há vários anos. As estradas nacionais 222-2 (Resende – Bigorne) e 321-2 (Ponte da Ermida – Baião) são dois projetos muito importantes para a polução resendense que nunca foram concretizados. Como solucionar este problema?

Sejamos puros e duros sobre esta matéria. A ponte da ermida foi construída em 1998, e foi contruída já com o FEDER, ou seja, com apoio comunitário, com o objetivo de ligar, servindo de travessia do rio Douro, a A24 à A4. O que foi construído foi, efetivamente, a ponte. Foi contruída a 321-2, da A4 ao Marco de Canaveses e a Baião. Ela está em Baião, faltam uns escassos 12 km até à ponte da Ermida. Na altura a obra foi adjudicada, o investimento parou, e a obra ficou também parada.

Entretanto, as antigas Estradas de Portugal tinham a incumbência de fazer a construção deste troço que vai da Ponte da Ermida a Bigorne. Essa construção não se conseguiu realizar, porque segundo as informações que eu tive estavam orçamentadas, só do alto dos acessos da ponte ao Arco, só em obras, em 45 milhões de euros. Para um país que teve um investimento publicado parado, era absolutamente impensável. Resende-Arco está na minha opinião fora de questão, porque, efetivamente, custa muito dinheiro, e penso que ninguém os irá dar esse dinheiro. Poder-se-á requalificar alguns troços do acesso da vila ao Arco, não todos, mas alguns. Já fizemos esse levantamento e há essa hipótese de fazer alguns alargamentos, para facilitar a circulação de camiões TIR.

Com as Infraestruturas de Portugal, empresa nova, eventualmente haverá uma requalificação da estrada do Arco a Bigorne. Já fizemos a abertura de um troço entre Fazamões e a Barraca, em Feirão. Bastará a meio da subida para São Cristóvão fazer um acesso de ligação a essa estrada de Fazamões, a meia encosta, para que tenhamos quase praticamente a saída feita sem passar naquele alto de São Cristóvão e curvas de Feirão. E depois só é necessário ligar Barraca a Bigorne. Terá de ser feito pelas Infraestruturas de Portugal, tendo já marcada uma reunião, com esta empresa, para delinear estas hipóteses. Foi adiada, não tendo dia para fazer, mas há-de-ser feita brevemente. A Câmara Municipal assumiria a requalificação deste troço da Vila até ao Arco e depois as Infraestruturas de Portugal iriam requalificar a estrada até a Bigorne.

Em relação à de Baião-Ponte da Ermida, no início do mandato a conversa que tive com o Senhor Presidente da CCDR-N, Emídio Gomes, relativamente a esta matéria, foi que ele disse-me que estava previsto o desbloqueio de um envelope de 500 milhões de euros, para aquilo que eles chamaram de “last mile”. “Last mile” seria a construção dos últimos quilómetros que faltam da ligação de alguns municípios a vias rodoviárias estruturantes. É o caso de Resende, Armamar, Tarouca, Vinhais. Há aqui uma dúzia de concelhos que necessitam destes 10, 12, 13 km para os ligar a uma via rodoviária estruturante. Essa intenção chamada “last mile” ao fim de algum tempo deixou de se falar. Tivemos a informação que foi abandonada. Este quadro comunitário não tem dinheiro para as acessibilidades, portanto eles continuam a recusar. Penso que agora numa fase de renegociação do Quadro do Portugal 2020 se poderá voltar a falar nessa possibilidade, que resultaria com a construção desse troço.

É algo que nós perseguimos, é algo que temos na nossa intenção. Neste momento temos de ter a ideia de que Resende-Bigorne é um sonho, não passa disso. Eventualmente, já se pode pensar com algum realismo o troço vai da vila ao Arco, e na requalificação do Arco a Bigorne pelas Infraestruturas de Portugal.

Quanto às acessibilidades internas nós estamos já agora com um plano de ação onde fizemos a requalificação a cinco ou seis estradas, em curso. E teremos hoje um concurso para a realização da requalificação de mais duas estradas (Massôra-Paredes-Bairro-Cantim- Paus e Enxertado-Cárquere).



RB: A região Douro tem apostado fortemente no turismo. Resende tem paisagens deslumbrantes, uma riqueza histórica e gastronómica. Em Aregos, temos o termalismo e um local ótimo para desportos aquáticos. Ou seja, temos tudo para dar certo. Mas o que falta mais para atrair investimentos? 

MT: Diz bem. Alguém tem de investir. Só investe quem tem dinheiro. A Câmara Municipal não tem dinheiro. É uma Câmara com dívida, não tendo essa disponibilidade financeira. Terão de ser os investidores. Nós temos já em Resende alguns investimentos em curso, nomeadamente, no turismo rural. Temos 5 ou 6 casas em requalificação para passarem a ser casas de turismo rural. Em Aregos, como disse, será decidida em assembleia municipal a abertura de um concurso público internacional, no sentido, de encontrar um investidor para fazer a requalificação das termas, a construção de um hotel no mínimo de 4 estrelas e com SPA incluído, e 70 quartos.

Nós fomos ao longos destes anos, enquanto Câmara Municipal, desenvolvendo pontos de contacto entre a margem e o rio, e o rio e a margem. Começamos com uma barca que faz a travessia de Caldas de Aregos a Aregos, e vice-versa, com a finalidade de levar as pessoas ao comboio. É um trabalho, uma ação, que tem alguns custos para o município, mas é um serviço social. Aregos dispõe de um acesso ao plano de água sem paralelo, temos combustível, temos oficinas, a fluvina, piscina, plataforma, cais para acostar os grandes barcos que navegam no Douro. Enfim, temos todas as condições e depois estabelecemos um ponto de contacto em Porto de Rei, onde encontramos um parque de lazer, ainda meio selvagem, com piscina, um local muito aprazível, com muita frequência no Verão. E depois, neste mandato, concluímos o parque fluvial do Bernardo, em Barrô, para que haja também um ponto de contacto da margem com o rio, do rio com a margem. A fim de desenvolvermos locais de lazer e de oportunidade de as pessoas praticarem desportos náuticos, quer seja de lazer quer seja de competição.

Temos também pontos de miradouros fantásticos, com paisagens também fantásticas. Nós construímos muito recentemente, em S. Martinho de Mouros, o Nicho do Imaculado Coração de Maria, em parceria com a Junta de Freguesia, ficando uma obra com grande dignidade, um local fantástico. E agora, estamos com previsões de passarmos para o penedo de São João para também requalificarmos aquele miradouro e assim iremos fazer. Temos também o miradouro de São Cristovão mais ou menos requalificado. Vamos tentando desenvolver aqui alguns pontos de atração turística. Temos também já em fase de conclusão uma candidatura na zona envolvente do Mosteiro de Cárquere. A requalificação do Parque do Carvalhal está quase feita, faltando-nos fazer a loja informativa, e a residência paroquial. Temos também uma candidatura, que se vai iniciar agora, na área dos percursos pedestres e do BTT com centros de apoio em Ferirão e em Felgueiras, atravessando o território da Serra, de Resende a Cinfães. Temos neste momento interessados em desenvolver os pontos de atração túristicas. Ainda temos mais uma candidatura, que já está submetida, para requalificação dos monumentos nacionais como a Igreja Matriz de S. Martinho de Mouros e de Barrô. Temos também à espera de oportunidade para submeter essas candidaturas, para que possamos fazer a respetiva requalificação dos altares, que estão de algum modo degradados.

Em relação ao turismo, inauguramos a loja interativa na vila, para apoio ao turismo. Classificamos as nossas acessibilidades, aqui junto ao douro, de vias panorâmicas, que nos dão uma vista fantástica sobre o rio douro. E agora estamos à espera dos investidores. Investidores que possam investir em Resende, que possam, eventualmente, ter cá também algumas iniciativas de fazer aqueles percursos no rio, aproveitando este douro intermédio, que é o Douro Verde, ficando entre o Douro urbano do Porto e o Douro Vinhateiro. É um Douro muito bonito, o Douro Verde, que nós o estamos a tentar impor no marketing territorial para que possamos desenvolver aqui percursos fluviais com promotores privados, que tenham os barcos para fazer passeios aos turistas e não só.

E tudo isto é um potencial que poderá ser uma realidade dentro de algum tempo. Digamos que teremos de ter sempre o apoio dos quadros comunitários e o apoio dos investidores, absolutamente necessários, porque a Câmara Municipal não tem possibilidades por si só de levar tudo isto em frente.


RB: O Externato D. Afonso Henriques fecha as portas no próximo mês de agosto. Como vê este encerramento? 

MT: Em primeiro lugar, vejo com grande preocupação. Em segundo lugar, com grande tristeza porque era um local onde se ministravam conhecimentos há mais de 50 anos, e que as circunstâncias atuais assim o determinaram. É evidente que o encerramento deste serviço público não teve consequências tão graves como os outros encerramentos que tivemos. Com o encerramento do tribunal os Resendenses passaram a tratar dos seus assuntos noutros locais, Lamego e Viseu. E com o encerramento da urgência noturna do Centro de Saúde, as pessoas tinham de se deslocar para Lamego, Penafiel e Vila Real. Este encerramento, do Externato, não teve esta consequência, não provocou a saída dos alunos para territórios fora de Resende. Nós temos uma escola secundária que foi recentemente requalificada e com espaço para rececionar esses alunos. Mas tivemos o problema do despedimento de alguns trabalhadores, que é sempre lamentável. Eu e a senhora vereadora da educação estivemos há duas semanas em Lisboa, na Secretaria de Estado, precisamente, para tentar a sensibilizar para esta situação, de forma a haver possibilidades de integração de alguns funcionários do Externato na Escola Secundária. Isso ficou ao cargo da Secretaria de Estado, estamos à espera de conclusões.


RB: O Tribunal de Resende reabriu no dia 2 de janeiro, após dois anos do seu encerramento. Como vê esta situação vivida no concelho de Resende?

MT: Na altura em que encerrou vi isto com muita preocupação. Nós estamos aqui perante factos reais. Os resendenses passaram a ter de ir para fora para tratar dos seus assuntos, da área judicial. Isto causou transtornos a muita gente, porque deslocar as pessoas, testemunhas, de Resende para Lamego, fica sempre caro. E a Câmara Municipal começou a ter algumas solicitações das pessoas no sentido de as ajudar no transporte de testemunhas e pessoas para as audiências. Foi com muita apreensão que vimos isso, além do facto de ser um órgão de soberania, e como tal confere dignidade não só à vila, onde está inserido, como a todo o concelho.

Felizmente conseguimos repor a funcionalidade do nosso tribunal. Em relação ao centro de saúde, penso que irá também perguntar, é igual. Nós numa primeira fase falamos com o Secretário de Estado da altura e autorizou que nós com a ARS fizéssemos um acordo, um protocolo, onde as Câmaras Municipais de Resende e de Baião (numa situação idêntica à nossa) pudessem pagar ou custear o trabalho dos médicos. E assim aconteceu durante dois anos, até que felizmente fomos dispensados desse pagamento, a partir do mês de julho. Estando tudo já reposto.



RB: Quais os pontos mais relevantes que diferenciam a sua candidatura das outras? Como vê os seus adversários? 

MT: O que vou dizer diz respeito às candidaturas efetivas. A uma candidatura do PSD e uma do CDS. Começando pela do CDS, eu penso que é uma candidatura reativa. Tendo, portanto, existido algo de anormal na coligação que existia entre o PSD e o CDS. Era uma coligação. Concorreram contra mim nas últimas eleições, e assim se mantiveram durante o mandato. Este ano houve qualquer questão interna que passou, e que resultou na separação dos dois partidos. Aparece, então, essa candidatura, que eu considero como uma candidatura reativa. Ou seja, se, efetivamente, o que move alguém ou um grupo de pessoas para governarem uma Câmara Municipal, que é o órgão principal de um município, um órgão com tanta responsabilidade, é a reatividade, eu penso que não haverá substrato nem motivação pessoal para serem candidatos. Eu penso que se assim fosse, já deveria ser há 5 anos atrás. Ou seja, se há uma motivação pessoal, das pessoas, do próprio partido, eu acho que isso já deveria ter acontecido há 4 anos atrás. Não era agora só pelo facto de se “zangarem”. Como agora se zangaram, cada um segue o seu percurso. Acho que a candidatura reativa não deverá ter algum sucesso.

Em relação à outra candidatura, é uma candidatura que nós temos de respeitar, como é evidente. É um partido importante. Já não tem tradição em Resende, porque o Partido Socialista está já há 16 anos a comandar esta Câmara Municipal. Tudo aquilo que foi feito nestes 16 anos foi feito por gente do Partido Socialista. O PSD manteve-se sozinho ou acompanho com o CDS, sempre na oposição e não passa disso. Não passa de oposição. Aliás, as estratégias que apresentam são réplicas daquilo que nós apresentamos há quatro anos.

Aquilo que estou a apresentar este ano como candidatura não tem nada de diferente da candidatura que estava a apresentar há 4 anos atrás. As estratégias ainda estão em curso. Há aqui um recalcamento das intenções que nós temos, nomeadamente, no que diz respeito aos produtos endógenos, à cereja, às termas da Caldas de Aregos, à carne de raça arouquesa. Todas estas estratégias major, que nós temos, já fazem parte do plano estratégico de desenvolvimento integrado, que foi desenvolvido pela Universidade Católica, quando eu e o senhor diretor da área financeira, Dr. Sala, nos dirigimos à reunião e vertemos lá as nossas estratégias, no início do mandato anterior. São essas as estratégias, estão lá, foram desenvolvidas por nós e propostas e por nós. Portanto, não vejo nada, para já, de diferente na candidatura do meu principal opositor. E eu respeito integralmente, como é evidente, as intenções que tem. Mas, não vejo tradição nenhuma, nem garantias que possam dar à população de Resende.


RB: O que pensa sobre o atual governo de António Costa? 

Já se sentem os reflexos do governo atual em relação ao outro governo anterior? Eu no meu mandato tive os dois governos. Nós tivemos efeitos diretos deste governo, que foi a reposição dos serviços públicos que nos foram retirados pelo anterior governo. Isso já é uma realidade, uma concretização. Mas estou aqui à espera que haja uma descentralização das competências, precisamente para saber até que ponto nós teremos aqui a autoridade para exercer no nosso território as nossas competências, as nossas intenções, e termos também meios suficientes para as realizar. O que nos falta? Muitas vezes temos as intenções, mas o que acontece é que não temos meios para as realizar. Nós temos sempre à espera da ajuda dos quadros comunitários, e este plano estratégico comum não foi um quadro comunitário feito para os municípios, foi feito mais para os privados, na área do conhecimento, investigação.

Estamos assim com algumas dificuldades em obter da ajuda que precisávamos, ou pelo menos da que estávamos habituados a ter em relação aos quadros comunitários. Há aqui uma ideia, uma intenção, que este governo poderá ser diferente dos outros porque aliviou a austeridade, porque nos repôs aqui os serviços públicos, a dignidade que nos tinha sido arrancada. Está com intenções de fazer uma renegociação com os quadros comunitários e partir de aí aparecer novamente a hipótese, a esperança de termos acesso a quadros comunitários, que nos possam facilitar a construção das acessibilidades que nós necessitamos. E também alguma ajuda que é importante aqui em Resende, que é nós conseguirmos combater a desertificação, por falta de emprego. Precisávamos de ajuda na área agrícola para fixar pessoas, dar trabalho aos jovens. Precisámos dos quadros comunitários, como por exemplo, o programa comunitário que nos apoiava na requalificação do matadouro, que se chama o PROVERE (Programa de Valorização Económica e de Recursos Endógenos).

Era um programa que nos foi atribuído com uma dotação financeira de um milhão e setecentos mil euros para a requalificação do matadouro, e como o programa depois foi dotado com menos dinheiro, o aviso foi retirado. E nós estamos com grandes incertezas em relação a este PROVERE. É um programa que nos pode ajudar financeiramente na requalificação deste equipamento. Espero que do governo haja essa possibilidade de renegociação dos quadros comunitários, da descentralização das competências, acompanhadas com o respetivo envelope financeiro. E que também as intenções de ação da descriminação positiva do interior seja uma realidade, seja feita por concretizações e não só descrita. E que consiga deste modo ter uma ação, como a Comissão Europeia teve na altura em que determinou atribuir a Portugal um envelope financeiro de 25 mil milhões de euros para Portugal 2020. Atribuiu este envelope, que considero generoso, porque Portugal precisava de fazer convergência para a média europeia. Também espero que o nosso governo consiga distribuir algum dinheiro para que as populações dos territórios do interior possam eventualmente também convergir para uma média de dignidade, de vivência.


RB: Qual a sua principal mensagem para o povo resendense?

MT: Que percebam que existem pontos fundamentais na governação de uma Câmara, que depois tem reflexos sobre os munícipes. As pessoas têm de compreender que a governação de uma Câmara se tem feito sempre com a ajuda dos quadros comunitários. Eles permitiram construir aqui em Resende três centros escolares, para nós termos as nossas crianças todas, todas, as da pré e do ensino básico, todas, em centros escolares, com transportes assegurados, com refeições atribuídas, manuais escolares. Foram os quadros comunitários que nos permitiram isso. Foram os quadros que nos permitiram fazer o auditório, o Fórum, fazer a Igreja, o Estádio Municipal, pavilhões gimnodesportivos (onde temos as nossas crianças a praticar desporto para ocuparem os seus tempos livres).  Ajudaram a equipar o nosso concelho, aquilo que faz parte de uma melhoria da qualidade de vida das populações. Os quadros são absolutamente essenciais para os municípios. Se a Câmara Municipal não tem acesso a esses apoios monetários a qualidade de vida das pessoas estagnará.


RB: Muito obrigado pela entrevista! 

Por Notícias de Resende | terça-feira, 1 de agosto de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários

No dia 29 de julho, no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Resende, decorreu a cerimónia que assinalou a bênção de duas novas ambulâncias oferecidas pelo resendense António Manuel Coelho, aos Bombeiros Voluntários de Resende.

A cerimónia iniciou-se com o descerramento das placas de inauguração por António Manuel Coelho, seguindo-se a bênção pelo Reverendíssimo Padre José Augusto Marques e uma sessão solene, no Salão Nobre do Quartel dos Bombeiros.

Na sessão solene, o Presidente da Câmara Municipal de Resende, Garcez Trindade, e o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Resende, Joaquim Alves, prestaram homenagem ao benemérito por este gesto de grande generosidade para com os Bombeiros e para com o concelho.

Durante a sua intervenção, Garcez Trindade agradeceu, em nome do Município e de toda a comunidade resendense, este gesto altruísta, que não tem paralelo no concelho, ao oferecer “estas duas ambulâncias que reúnem condiçoes para o transporte de doentes acamados e doentes em cadeira de rodas, que muita falta faziam aos nossos Bombeiros para dar resposta às necessidades dos nossos munícipes”. Aproveitou a oportunidade para lançar um repto à Presidente da União das Freguesias de Anreade e de S. Romão de Aregos, no sentido de atribuir o nome do Sr. António Manuel Coelho a uma rua, já que este é natural desta freguesia.

O Presidente da Câmara Municipal entregou ao benemérito uma medalha do Município, como forma de reconhecimento por tão nobre gesto para com o concelho de Resende.

O Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Resende, em seu nome e em nome dos Bombeiros, dirigiu a António Manuel Coelho e família, palavras de agradecimento, referindo que “os Bombeiros de Resende e todos os resendenses ficarão eternamente gratos por este gesto de grande solidariedade para com todos nós ao oferecer duas ambulâncias que permitirão aos Bombeiros disponibilizar melhor conforto, mais segurança e a prestação de um serviço de excelência no transporte de doentes”. Acrescentou, ainda, que “na próxima reunião da Assembleia Geral irei propor a sua nomeação como sócio benemérito desta Associação”. No final, ofereceu uma placa de agradecimento com a seguinte inscrição: “A Direção, o Comando e o Corpo Ativo dos Bombeiros Voluntários de Resende agradecem a oferta pelo amigo António Manuel Coelho de duas ambulâncias que muito contribuirão para benefício de todos os resendenses. Eternamente gratos”.

No final, António Manuel Coelho mostrou-se muito sensibilizado, honrado e feliz com a homenagem pública que lhe foi prestada, afirmando que “se conseguirmos fazer os outros felizes, nós também seremos”.

Graças ao nobre gesto deste Resendense, os Bombeiros Voluntários de Resende disponibilizam a partir de agora de mais duas ambulâncias ao serviço de toda a comunidade.

Por Notícias de Resende | segunda-feira, 24 de julho de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
O Presidente da Câmara Municipal de Resende, Garcez Trindade, irá proceder à entrega de incentivos aos produtores de gado, no próximo dia 25 de julho, na tradicional Feira de S. Cristóvão, em plena serra do Montemuro.

Os incentivos serão entregues aos produtores de gado de raça arouquesa e de gado ovino e caprino, de acordo com as Normas Reguladoras de Atribuição de Incentivos à Criação de Gado Bovino Tradicional – Raça Arouquesa e do Gado Ovino e Caprino.

São 108 produtores que vão receber o incentivo, num investimento do Município de Resende no valor de 20.897,50 euros, o qual contempla 714 animais, dos quais 278 são bovinos autóctones de raça arouquesa. Em relação ao ano passado regista-se um aumento de 80%, no número de produtores que vai receber o incentivo, e de 194% no número de animais premiados.

Recorde-se que o concelho de Resende continua a ter na criação de gado tradicional um dos seus grandes recursos, pois uma parte da população continua a viver da agricultura e da criação de gado bovino de raça arouquesa, de ovinos e caprinos. Neste sentido, uma das preocupações da Autarquia é integrar nas suas políticas municipais incentivos para estimular este segmento determinante para a economia local.

O programa da Feira inicia-se na noite de 24 de julho, a partir das 21h30, com a atuação da Banda “Raio de Sol”, que promete muita animação. No dia 25 de julho, às 9h30, decorre o Concurso Pecuário de Bovinos de Raça Arouquesa (NIF: 510836739/Marca de exploração: CBO7L), seguindo-se, às 12h00, a entrega de prémios relativos ao incentivo da criação de Bovinos de Raça Arouquesa e pequenos ruminantes e, às 13h30, a entrega de prémios relativos ao Concurso Pecuário de Bovinos de Raça Arouquesa. Às 16h00 tem lugar a mostra de reprodutores (touros e carneiros).

A Feira de S. Cristóvão é uma tradição com mais de um século na região que o Município de Resende, em conjunto com a União das Freguesias de Felgueiras e Feirão, pretende manter, de forma a proporcionar à população e visitantes um dia de festa onde terão oportunidade de degustar a carne arouquesa confecionada segundo a tradição.

Por Notícias de Resende | quarta-feira, 19 de julho de 2017 | Publicado em , | Com 0 comentários
A Associação Empresarial de Resende (AER) encontra-se a dinamizar o seu mais recente projeto, o “RESENDE EMPREENDE”, que está centrado na promoção do empreendedorismo, mais concretamente o empreendedorismo qualificado e criativo na região de Resende. Através do “RESENDE EMPREENDE” a AER procura incentivar a capacidade empreendedora dos Resendenses, incentivando-os a criar ideias e negócios criativos e inovadores, que originem novas empresas e fomentem a criação de emprego.

Com este projeto a AER vai realizar um conjunto de ações que têm como objetivo principal a criação de condições que favoreçam o surgimento de novas empresas e empresários, apelando ao espírito de iniciativa e perseverança dos novos empreendedores, dotando-os de todas as ferramentas necessárias à criação e arranque do negócio. Serão encetadas várias ações de entre as quais se destacam: Elaboração de um conjunto de estudos diagnóstico sobre o território de Resende e de guias práticos de apoio ao empreendedorismo e à promoção da competitividade; Workshops temáticos dedicados ao empreendedorismo e criação de empresas, que versarão sobre os temas “ABC do Empreendedorismo”, “Como desenvolver um Plano de Negócio”, “Metodologias de financiamento” e “Importância do processo de internacionalização”; Rede de apoio ao empreendedorismo; Desenvolvimento de uma plataforma informática de apoio aos beneficiários do projeto.

O “RESENDE EMPREENDE” promoverá ainda um Concurso de Ideias/Prémio de Empreendedorismo com a finalidade de desenvolver e sensibilizar para o empreendedorismo qualificado, despertar a criatividade dos potenciais empreendedores, assim como desenvolver competências empreendedoras e cimentar ideias de negócio. Os três primeiros classificados deste concurso terão direito a um pequeno prémio monetário, à elaboração de um plano de negócios, ao desenvolvimento de imagem/marca corporativa, à criação de uma página Web e a consultoria especializada prestada por um consultor sénior para apoio ao arranque do negócio.

O “RESENDE EMPREENDE” irá assim criar condições para o florescimento de novas ideias de negócio que se pretende que deem origem a novas empresas, contribuindo desta forma para a criação de emprego e para o reforço da competitividade do tecido empresarial de Resende.

O “RESENDE EMPREENDE” é desenvolvido através do NORTE 2020, no âmbito do Sistema de Apoio a Ações Coletivas, sendo co-financiado pelo FEDER.

Por Notícias de Resende | terça-feira, 18 de julho de 2017 | Publicado em , | Com 0 comentários
A Associação Empresarial de Resende e a Liga dos Chineses em Portugal assinaram no dia 17 de julho de 2017, no Douro Park Hotel em Arêgos, um Protocolo de Parceria de enorme relevância para a região de Resende.

Contando com as presenças do Presidente da Liga dos Chineses em Portugal, o senhor Y Ping Chow, com o Presidente e da Vice-Presidente da Associação Empresarial de Resende, respetivamente o senhor Joaquim da Conceição Sousa e Doutora Anabela Ribeiro de Oliveira, o Protocolo foi assinado na presença de alguns empresários de Resende que tiveram oportunidade de assistir à cerimónia de assinatura.

O Presidente da Associação Empresarial de Resende destaca que este “é mais um passo gigante que a AER dá para promover as empresas, as gentes e o território de Resende”, frisando que “esta parceria tem como objetivo a prossecução do desenvolvimento de atividades que potenciem o crescimento, expansão, sinergias e criação de empresas, assim como a promoção do território em que ambas as entidades atuam, tal como os seus produtos, cultura e tradições”.

É uma Parceria de especial relevância tendo em conta a atual preponderância que o mercado chinês tem vindo a demonstrar em todo o território nacional e que dará certamente muitos frutos em Resende tendo em conta o potencial histórico, gastronómico, turístico e empresarial do nosso concelho.

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Teve início no passado dia 12 de julho mais uma ação de formação promovida pela Associação Empresarial de Resende e a Agito, Formação & Serviços, Lda.. Ética e Saúde no Idoso é o referencial da formação que se destina a ativos empregados mas que também permite a participação de desempregados. A formação decorre em duas fases: 25 horas no mês de julho e 25 horas no mês de setembro por forma a que os conteúdos formativos sejam amplamente explorados e assimilados pelos formandos.

Com a participação de quase duas dezenas de ativos e desempregados, esta ação visa cumprir o objetivo que desde sempre esta Associação leva a cabo, a constante qualificação dos trabalhadores, instruindo-os para as constantes mudanças e exigências do mercado de trabalho e a valorização das suas competências laborais e pessoais.

A Associação Empresarial de Resende destaca que estas ações também são de extrema importância para as empresas, uma vez que com estas formações é possível colmatar a obrigação legal que impende sobre as entidades patronais no que concerne às horas de formação que estão obrigadas a fornecer aos seus colaboradores.

A AER deixa ainda uma nota que até ao final de 2017 irão decorrer mais ações formativas para ativos empregados e todos os interessados, empresas e trabalhadores, podem dirigir-se às suas instalações para mais informações.