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Por Unknown | quarta-feira, 5 de julho de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
O presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, acaba de anunciar o chumbo do Tribunal de Contas à criação da empresa municipal ÁGUAS DE VISEU, E.M.. Este chumbo vem dar  razão ao Bloco de Esquerda que  na Assembleia Municipal votou contra esta decisão do executivo por violar a Lei que regula o sector empresarial local, como já haviamos alertado em relação à SRU (o BE foi o único partido, na Assembleia Municipal a votar contra a aquisição da participação do IHRU) e à Expovis, e fez questão de que a declaração de voto do seu eleito fosse anexada ao processo a enviar ao Tribunal de Contas.  Na ocasião denunciámos este modelo por abrir as portas à privatização do sistema de abastecimento público de água e saneamento, à semelhança do que já aconteceu noutros concelhos vizinhos, onde as taxas subiram ao ponto de serem das mais caras do país.

Este modelo retira o controlo democrático directo da Assembleia Municipal sobre os orçamentos, planos de investimento e prestação de contas da Águas de Viseu, EM.

Outra consequência grave seria a precarização das relações laborais que seriam niveladas por baixo com a contratação de pessoal em regime de contrato de trabalho (e não no regime da função pública) ou o recurso ao "outsourcing" e subcontratação de serviços, conforme indica o próprio estudo com que a Câmara justificou a proposta. Advogados da CMV e do SMAS já ouviram os trabalhadores que se queixam de pressões para aceitarem integrar os quadros da nova empresa, sob pena de irem para a mobilidade, apesar de Almeida Henriques ter afirmado na AM, que se algum trabalhadores não quisesse passar para a nova empresa ficaria nos quadros do município, conforme lhe recordou o deputado municipal do BE.

O presidente da AM, Mota Faria, também do PSD, disse defender o serviço público de águas e saneamento e declarou não ver vantagem na dispensa de aprovação da AM e que só votaria a favor por dar o benefício da dúvida a Almeida Henriques que assegurou que enquanto for presidente não haverá privatização.

Mas Almeida Henriques admitiu que não poderia responder "por um presidente que venha daqui a uns anos, que pense de outra forma". Na verdade ele seria sempre responsável por ter aberto a porta a futuros negócios privados.

Também o secretário da mesa da AM, João Cotta, eleito pelo PSD, considerou que a gestão pública pode ser tão boa ou tão má como a privada, pelo que declarou só votar a favor por causa da confiança política no presidente da CMV.

Recorde-se que os municípios de Barcelos e Tomar, que há muito haviam privatizado a distribuição de água, perante as pretensões dos respectivos concessionários de aumentar o preço da agua em mais de 30%, decidiram remunicipalizar. Tomar foi o primeiro município no país a privatizar a água e o primeiro a remunicipalizar, depois da concessionária, a chinesa Be Water, exigir aumentos de 35%. Já há outros municípios que querem reverter a privatização, por esta se revelar sempre ruinosas para as autarquias e para as populações. A Câmara de Barcelos foi obrigada a indemnizar a concessionária Águas de Barcelos, em 172 milhões de euros. Também no resto da Europa há muitas cidades a remunicipalizar, como Berlim ou Paris, por terem chegado à conclusão que a privatização deste serviço público, pôe em causa a declaração da ONU de 2010 que considera a àgua como um bem comum, património de toda a Humanidade.

Por Unknown | segunda-feira, 3 de julho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A Águas do Norte (AdNorte) foi anfitriã de uma delegação angolana, que foi recebida e visitou durante os dias 28 e 29 de junho algumas das instalações da empresa.

A visita desta delegação, integrada no projeto "P3LP- Pontes e Parcerias nos Países de Língua Portuguesa", trouxe a Portugal seis elementos de diversas instituições angolanas ligadas ao sector da água, nomeadamente a Secretária Geral do Ministério da Energia e Águas, o Presidente da Direção Nacional de Águas, o Diretor Geral do Instituto Nacional de Recursos Hídricos, o Diretor do GEPE-Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística, o Coordenador da Comissão Instaladora da Empresa de Água e Saneamento de Cabinda e o Diretor Comercial da Empresa de Água e Saneamento do Bengo.

Na visita acompanhada por técnicos da AdNorte, a delegação teve a oportunidade de conhecer a Estação de Tratamento de Águas Residuais de Esposende e a Estação de Tratamento de Água de Areias do Vilar, tendo ainda assistido a um workshop técnico, organizado e apresentado por técnicos da AdNorte, onde foram abordados diversos assuntos técnicos e comerciais associados à atividade da empresa, não só no âmbito da Parceria do sistema de águas da região do Noroeste como também do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal.

A AdNorte apoia o projeto "P3LP- Pontes e Parcerias nos Países de Língua Portuguesa", o qual se insere numa plataforma institucional e empresarial lusófona dinamizada pela Parceria Portuguesa para a Água. Constituída por entidades públicas e privadas com atividade no setor da água, tem como principal objetivo facilitar e promover iniciativas centradas na partilha de experiências e na divulgação do conhecimento nos temas da água entre entidades públicas e privadas nos países de língua portuguesa.
Em concreto, este projeto pretende promover parcerias entre instituições, entidades gestoras e empresas norteadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e contribuir para o reforço da presença das entidades que integram o setor português da água nos países do universo CPLP.

Desta forma, um dos objetivos do projeto P3LP é o de facilitar a identificação das necessidades das instituições públicas e privadas dos países-alvo e a ligação entre o que cada instituição procura e o que a cadeia de valor do sector português da água tem para oferecer. Neste quadro, salienta-se a mais-valia gerada pelo conjunto de atividades desta proposta, nomeadamente os estudos de identificação de necessidades e de insuficiências do sector da água dos países Africanos de língua portuguesa e a organização de missões inversas a Portugal onde haverá a oportunidade de um conhecimento e interação direta alargados com delegações de decisores e quadros-chave do setor da água de países Africanos de língua portuguesa.

A AdNorte iniciou a atividade a 30 de junho de 2015 e, enquanto entidade gestora do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal, em “alta”, é responsável pela captação, tratamento e abastecimento de água para consumo público e pela recolha, tratamento e rejeição de efluentes domésticos, urbanos e industriais e de efluentes provenientes de fossas séticas.

Assume ainda a exploração e gestão do sistema de águas da região do Noroeste reunindo numa única entidade gestora, os serviços de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais em “alta” (prestados aos Municípios) e em “baixa” (prestados aos utilizadores finais, os munícipes), de forma regular, contínua e eficiente.

Por Unknown | sexta-feira, 26 de maio de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A Águas do Norte (AdNorte) abre hoje a sua mais recente loja de atendimento no Largo Carlos Freitas, em Vila Meã, no município de Amarante. Uma nova área de atendimento comercial, que permite à empresa estar mais próxima dos seus clientes e melhorar da qualidade do serviço que presta.

As lojas de atendimento que a Águas do Norte possui nos oito Municípios que integram o sistema de águas da região do Noroeste encontram-se à disposição de todos os clientes, nos dias úteis, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, independentemente do local de consumo ou morada do cliente. O cliente pode assim escolher, em cada momento, qual a loja da Águas do Norte em que lhe é mais conveniente ser atendido, sem necessidade de efetuar grandes deslocações.

Dando cumprimento à Missão da empresa, esta concessionária do sistema de águas da região do Noroeste pretende, desta forma, contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, do meio ambiente e para o desenvolvimento socioeconómico da região.

A Águas do Norte iniciou a atividade a 30 de junho de 2015 e, enquanto entidade gestora do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal, em “alta”, é responsável pela captação, tratamento e abastecimento de água para consumo público e pela recolha, tratamento e rejeição de efluentes domésticos, urbanos e industriais e de efluentes provenientes de fossas séticas.

Assume ainda a exploração e gestão do sistema de águas da região do Noroeste, onde se integra o município de Amarante, reunindo numa única entidade gestora, os serviços de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais em “alta” (prestados aos Municípios) e em “baixa” (prestados aos utilizadores finais, os munícipes), de forma regular, contínua e eficiente.