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Por Unknown | segunda-feira, 27 de março de 2017 | Publicado em , | Com 0 comentários
De 31 de Março a 9 de Abril, a Ericeira recebe a 3ª Edição do Festival do Ouriço-do-mar, uma iguaria ainda desconhecida de muitos, e que por esses dias irá revelar todo o seu sabor e potencial. Mais do que um evento gastronómico, o festival é ainda a oportunidade perfeita para conhecer a fundo esta espécie, o seu habitat, características biológicas e até fatores sociais e ambientais que, atualmente, ameaçam esta criatura marinha.

A proteção da espécie é o mote das Jornadas Técnicas que se realizam na Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, localizada no centro da vila da Ericeira, um conjunto de sessões e palestras a decorrer no dia 1 de Abril e especificamente dedicadas à investigação e projetos relacionados com a preservação do ouriço-do-mar.

As atividades das Jornadas serão dinamizadas por investigadores do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente. Estes irão fazer o ponto da situação sobre a pesca e o cultivo do ouriço-do-mar, bem como as estratégias para levar a cabo a sua exploração económica sem provocar impactos nas populações selvagens. Serão também apresentados os projetos candidatos ao MAR 2020 - Ouriceira Mar - que integra o estudo sobre a ecologia e a exploração de ouriços-do-mar na Ericeira e regiões adjacentes – e o Ouriceira Aqua – que visa criar as bases para o cultivo da espécie na região e em Portugal. A segunda parte, dedicada ao debate sobre Turismo Gastronómico, será centrada em temas como o impacto da enogastronomia no turismo culinário, promoção turística de recursos e produtos endógenos e desenvolvimento económico dos territórios. Aldeias do Xisto, Turismo da Universidade Lusófona, Grupo Vila Galé, entre outros projetos e iniciativas, estarão em destaque nesta conversa e troca de ideias à mesa.

Durante os restantes dias do Festival do Ouriço-do-mar, a Câmara Municipal de Mafra, promotora da iniciativa, propõe ainda acompanhar e participar numa série de experiências gastronómicas nos 24 restaurantes aderentes, em cujas ementas o ouriço-do-mar adquire um especial protagonismo, e sessões de showcookings pedagógicos e degustações, nos sábados dias 1 e 8 abril à tarde, no Mercado Municipal da Ericeira, com a presença de reputados chefs nacionais e internacionais.

Por Unknown | quinta-feira, 23 de março de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
No primeiro dia do equinócio da primavera, 21 de março, data em que se assinala o dia mundial da árvore, as crianças do 1.º Ciclo, do Agrupamento de Escolas Professor António da Natividade, participaram na atividade comemorativa que consistiu em plantar várias árvores no jardim envolvente do centro escolar.

Através do Gabinete Técnico Florestal da autarquia e acompanhadas por técnicos da Câmara Municipal de Mesão Frio, as crianças foram assim, sensibilizadas e consciencializadas para a preservação da floresta, que é vital para a sobrevivência de todos os seres vivos.

Todos os anos, a autarquia em colaboração com o agrupamento de escolas leva a cabo várias ações que pretendem incutir nestas crianças, responsabilidades ecológicas e ambientais, porque a criança de hoje é o adulto de amanhã.
Por Unknown | quarta-feira, 22 de março de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Dia Mundial da Árvore, 21 de março, foi celebrado pelo Município de Castro Daire, organizando uma atividade, que consistiu na plantação de várias árvores, com a ajuda da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas de Castro Daire.

Na abertura da atividade o Vice-Presidente do Município, Eurico Moita, agradeceu a participação de todos os alunos, professores e restantes colaboradores nas atividades desenvolvidas. Salientando a importância da floresta para toda a sociedade e que a organização destas ações por parte do Município passa essencialmente por sensibilizar a comunidade educativa para a preservação e valorização da floresta e da natureza.

A atividade arrancou na Escola Secundária de Castro Daire, em que participaram vários alunos e foram plantados vários azevinhos, numa zona verde da respetiva escola.

Foi também organizada uma plantação de espécie carvalho americano numa área ardida, os participantes na atividade foram os alunos do Agrupamento de Escolas de Castro Daire.

A realização destas ações tem como objetivo obter a sensibilização da comunidade educativa para a importância dos espaços florestais na multiplicidade dos seus usos e funções e para a responsabilidade na sua proteção e valorização, através de um melhor conhecimento do que é a floresta. Por outro obter também a sensibilização dos jovens para as mais corretas práticas ambientais, apontando para a importância da floresta e sua preservação.

Para a terminar a celebração do mês da floresta, irá realizar-se no dia 31 de março o XII Seminário “Floresta sem fronteiras no Montemuro e Paiva” no Auditório Municipal no Palacete das Carrancas.
Por Unknown | terça-feira, 21 de março de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal de Cinfães vai avançar com a 2ª fase da construção do Parque de Lazer de Pias, na freguesia de Cinfães. A obra foi lançada a concurso com o preço base de €204.727,42 e consiste na requalificação deste parque de lazer situado na margem do rio Bestança.

A empreitada contempla a criação de um espaço de merendas; uma zona de lazer e desporto; a instalação de um bar e esplanada de apoio; sanitários; repavimentação de passeios e criação de áreas de estacionamento; ajardinamentos, bem como rede elétrica, mobiliário urbano e drenagem de águas pluviais.

Reorganizar os espaços de lazer e dotá-los com novas e mais valências é o objetivo do presidente da Câmara Municipal de Cinfães que sublinha tratar-se “de mais uma obra a pensar em primeiro lugar nas pessoas, mas também nas potencialidades turísticas daquele local”.

A requalificação das frentes ribeirinhas, também com esta obra, definida como prioridade da Câmara Municipal para bem-estar dos Cinfanenses e desenvolvimento do Turismo, continua a tomar rumo.
A Câmara Municipal já executou a construção dos bares dos Cais de Escamarão e Porto Antigo.
Ainda no Escamarão encontra-se concluída a requalificação do cais e em execução o parque fluvial. Também em obra a requalificação da praia fluvial da Granja, em Espadanedo.

A concurso encontra-se o Parque de Campismo e Auto Caravanismo de Mourilhe, em São Cristóvão de Nogueira.

Na freguesia de Travanca, iniciar-se-á, no próximo mês de abril, o Parque Fluvial do Km10.
A Câmara adquiriu, nas Eirinhas, freguesia de Souselo, mais de 30.000 metros quadrados de terreno, para a execução do Parque Temático do Paiva.

Depois da execução do Centro de Interpretação do Vale do Bestança, a criação de circuitos pedestres e BTT, a valorização deste importante património natural continua, agora com a execução do Parque de Lazer de Pias.
Por Unknown | | Publicado em , , | Com 0 comentários
Vetusto e venerável, respeitável e quase sagrado. Um gigante da floresta carregado de vida. Foi ao lado daquele que é considerado o mais antigo (e um dos maiores) castanheiro existente em Portugal que se celebrou esta terça-feira, 21 de março, o Dia Mundial da Árvore em Moimenta da Beira. A data foi assinalada com várias centenas de crianças da comunidade escolar de Moimenta da Beira (incluindo as da AMAI e da Santa Casa), Alvite e Leomil.

O castanheiro terá uma idade entre os 1300 a 1600 anos, e é de dimensões gigantescas. O tronco tem 13 metros de perímetro (o que lhe dá um diâmetro médio de 4.15m), a copa 20 metros de diâmetro, e tem de altura máxima 15 metros. Encontra-se num terreno privado, perto da estrada que liga a povoação de Beira Valente a Leomil, no concelho de Moimenta da Beira. Pode ser encontrado nas seguintes coordenadas: N40°59'41.07" W7°38'35.97".

O restante programa, que se desenrolou durante o período da tarde, incluiu atividades à volta da poesia, entre elas dependurar pedaços de papel com poesia escrita em ramos de árvores plantadas em largos e praças de Moimenta da Beira, Leomil e Alvite. A Escola Profissional de Moimenta da Beira também comemorou a data no espaço da sua quinta.
Por Unknown | segunda-feira, 20 de março de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Esta terça-feira, 21 de março, comemora-se o Dia Mundial da Árvore, da Floresta e da Poesia. Em Moimenta da Beira o programa que assinala da data tem o enfoque num castanheiro que segundo especialistas será provavelmente o mais antigo (e um dos maiores) exemplar que se encontra em Portugal, com uma idade entre os 1300 a 1600 anos. De dimensões gigantescas, o tronco tem 13 metros de perímetro (o que lhe dá um diâmetro médio de 4.15m), a copa 20 metros de diâmetro, e tem de altura máxima 15 metros. Encontra-se num terreno privado, perto da estrada que liga a povoação de Beira Valente a Leomil, no concelho de Moimenta da Beira. Pode ser encontrado nas seguintes coordenadas: N40°59'41.07" W7°38'35.97".

O programa da visita, elaborada pela Câmara Municipal de Moimenta da Beira em colaboração com o Agrupamento de Escolas, vai durar toda a manhã e envolver a comunidade escolar de Moimenta da Beira, Leomil e Alvite (abrangerá a AMAI e a Santa Casa), num total de cerca de 500 alunos da pré ao 1º ciclo. Junto à árvore milenar de Beira Valente estão previstas ações de sensibilização para a preservação do meio ambiente.

O restante programa, no período da tarde, incluirá atividades à volta da poesia, entre elas dependurar pedaços de papel com poesia escrita em ramos de árvores plantadas em largos e praças de Moimenta da Beira, Leomil e Alvite.

A Escola Profissional de Moimenta da Beira desenvolverá também, no espaço da sua quinta, ações de sensibilização que marquem a data.
A Guarda Nacional Republicana realiza, a partir de amanhã, dia 21 e até ao próximo domingo, dia 26 de março, em todo o território nacional, várias “Caminhadas pela Floresta”, no sentido de assinalar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, celebrado a 21 de março. Estes eventos têm como objetivo destacar a importância da floresta e os riscos que lhe estão associados, bem como fomentar junto da população condutas de respeito pela natureza e pelo ambiente.

Durante esta semana, vão ser realizadas iniciativas nos seguintes locais e horários:




Distrito
Data e Hora de início
Local de encontro
Açores
26 de março 10:00
Caldeiras da Ribeira Grande
Aveiro
23 de março 10:00
Salreu da BIORIA - Estarreja
Beja
25 de março 09:30
Jardim da Urbanização Pinhal do Moinho - Vila Nova de Milfontes
Braga
21 de março 09:00
Igreja S. Salvador de Briteiros - Guimarães
Bragança
21 de março 09:30
Miradouro Santa Combinha
Castelo  Branco
25 de março 08:00
Alameda da Carvalha - Sertã
Coimbra
26 de março 09:30
Parque Verde - Condeixa-a-Nova
Évora
21 de março 10:00
Açude do Gameiro - Gameiro
Faro
21 de março 09:30
Arimbo – São Brás de Alportel
21 de março 10:00
Escola / J.I. Clareanes - Loulé
21 de março 10:00
Bairro Caixa D’Água Topo Norte - Silves
21 de março 09:30
EB1 - Monte Gordo
21 de março 09:30
Montes de Cima - Portimão
Guarda
22 de março 09:10
Rota do Zêzere e trilhos dos direitos das crianças
Leiria
26 de março 10:00
Jardim da Vala Real - Leiria
Lisboa
25 de março 09:00
Convento dos Capuchos - Sintra
Madeira
21 de março 09:30
Posto de combustível da BP - São Jorge
Portalegre
25 de março 09:30
Besteiros - Alegrete
Porto
21 de março 09:30
Escola EB de Campo - Valongo
Santarém
21 de março 09:00
Ponte de Alcorce - Ribeira de Santarém
21 de março 10:30
Escola EB 1 Mação
26 de março 09:00
Praça da Água - Coruche
31 de março 10:00
Agrupamento Escolar da Golegã
Setúbal
25 de março 09:00
Palácio del Carmen - Parque Natural da Arrábida
Viana  Castelo
21 de março 09:00
Casa da Floresta - Túmio
Vila Real
26 de março 09:00
Casa SEPNA GNR - Parque Florestal de Vila Real
Viseu
21 de março 09:00
Parque Botânico Arbustus do Demo – Vila Nova de Paiva

A celebração do Dia Mundial da Árvore ou da Floresta começou em 10 de abril de 1872, no estado norte-americano do Nebraska (EUA), tendo sido celebrado em Portugal pela 1ª vez, em 21 de março de 1972.

Na XI reunião de Comandantes e Chefes de Polícia da CPLP – Malabo – Guiné Equatorial, e no que diz respeito à Comissão da Proteção da Natureza e do Ambiente, foi assumido no cômputo de todas as Polícias dos vários países participantes, que cada Força de Polícia iria plantar na respetiva área de responsabilidade, no mínimo 100 árvores no dia Mundial da Árvore – 21 de março.

O objetivo da comemoração do Dia Mundial da Árvore é sensibilizar a população para a importância da preservação das árvores, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, como da própria qualidade de vida dos cidadãos. 
Venha participar nesta caminhada pela nossa floresta!
Por Unknown | | Publicado em , , , | Com 0 comentários
O Comando Territorial de Viseu, em cooperação com o município de Vila Nova de Paiva, realiza amanhã, dia 21 de março, uma “Caminhada pela Floresta” entre Vale de Cavalos e o Parque Botânico Arbutrus do Demo – Vila Nova de Paiva, como forma de sensibilizar para a importância da floresta e para os riscos que lhe estão associados.

Em comemoração do Dia Mundial da Árvore e da Floresta esta iniciativa, com início às 09:30 horas, pretende fomentar junto da população condutas de respeito pela natureza e pelo ambiente, assim como despertar consciências para a riqueza do vasto património florestal nacional e para a problemática dos incêndios florestais.

O percurso terá cinco quilómetros, tendo como ponto de encontro o Vale de Cavalos em Côta, Viseu.
Venha participar nesta caminhada pela nossa floresta!
Por Unknown | terça-feira, 14 de março de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Na sexta-feira, dia 17 de março, tem início o programa das comemorações do Dia Mundial da Floresta em Lafões. Os Presidentes dos Municípios de S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades vão proceder à abertura oficial desta iniciativa intermunicipal no auditório 25 de abril em Vouzela, seguido do Seminário “Floresta de Lafões”.

Em S. Pedro do Sul o Município vai desenvolver uma série de atividades de sensibilização florestal nas diferentes escolas do concelho, através da realização de sementeiras, jogos, cinema e visitas de campo no dia 21 de março.

No dia 22, vão decorrer atividades de animação e plantação com utentes da ASSOL dos 3 concelhos e ainda com os Seniores de S. Pedro do Sul.

Os alunos do agrupamento de escolas de Santa Cruz da Trapa e de S. Pedro do Sul vão participar em atividades de plantio em zonas ardidas, no dia 23 de março.

As comemorações da Semana da Floresta visam promover a importância dos espaços verdes e das florestas para o equilíbrio ambiental e qualidade de vida através de ações de educação ambiental.
Por Unknown | segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A REN – Redes Energéticas Nacionais e a Cooperativa Portuguesa de Medronho (CPM) estabeleceram uma parceria, que permite a dinamização do medronheiro como uma das espécies autóctones a promover junto dos proprietários de terrenos atravessados pelos corredores das linhas de transporte de energia.

Pelos benefícios económicos, sociais e ambientais, nomeadamente pela proteção natural de fogos florestais a REN, através desta parceria, pretende maximizar os rendimentos que os proprietários retiram dos seus terrenos em espaços anteriormente abandonados, promovendo a manutenção e a preservação da biodiversidade. Ao mesmo tempo, esta é uma espécie que garante a distância de segurança dos corredores das linhas, produzindo impactos no uso e ocupação do solo.

Para João Gaspar, responsável de Servidões e Património da REN, “esta parceria faz todo o sentido, uma vez que 50% das nossas infraestruturas estão inseridas em espaços florestais. O medronheiro é uma das espécies que promovemos e que incluímos na gestão da vegetação existente nos corredores das linhas de transporte de energia, de forma a alongarmos os períodos de manutenção e possibilitar um maior rendimento ao proprietário.”

Carlos Fonseca, Presidente da CPM, considera que “esta parceria estratégica para o aumento da área de medronhal ordenado e da produção de medronho no nosso país, está a ser cada vez mais valorizado através dos múltiplos usos que este pequeno fruto vermelho autóctone tem possibilitado.”

Neste protocolo estão previstas várias ações de sensibilização e divulgação das potencialidades do medronheiro e, especialmente do medronho, enquanto fruto com elevado potencial na indústria agroalimentar, cosmética, medicinal ou ornamental.

Nos últimos 5 anos, a REN já plantou mais de meio milhão de árvores em cerca de 1000 ha, o que representa a plantação de cerca de 300 árvores por dia. A REN pretende chegar ao milhão de árvores plantadas até 2018.
Por Unknown | | Publicado em , , , | Com 0 comentários
O Município de Castro Daire arrancou no dia 23 de janeiro, o Projeto “Vamos Visitar o Montemuro e Paiva - CIIMP…”, com o intuito de dar a conhecer de forma pedagógica e lúdica o Centro de Interpretação e Informação do Montemuro e Paiva (CIIMP), instalado no Solar dos Mendonça, em pleno centro da Vila de Castro Daire.

Este projeto abrange todos os alunos do Pré-escolar e do 1º CEB do concelho de Castro Daire e tem como finalidade dar promover e divulgar dois recursos naturais: a Serra do Montemuro e o Rio Paiva, fomentando o gosto pela Natureza e estimulando o interesse para o conhecimento do Território Castrense.

Está calendarizada até 30 de março, a visita de 282 crianças do Pré-escolar e 470 do 1º CEB.
Por Unknown | terça-feira, 10 de janeiro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A Associação S.O.S. Rio Paiva está preocupada com a deficiente fiscalização das descargas poluentes efectuadas no Rio Paiva e com as falhas no funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais que provocam problemas sérios de poluição no rio e na saúde pública da populações, por isso está a promover uma petição para levar o assunto à discussão na Assembleia da República.

O Rio Paiva é um dos mais bem conservados rios da Europa e actualmente um destino de eleição para os amantes do turismo de Natureza. Infelizmente, nos últimos anos tem sido alvo de crimes ambientais graves, nomeadamente descargas poluentes esporádicas no seu leito e nos afluentes, com origem em algumas indústrias (pecuárias e outras), bem como em algumas Estações de Tratamento de Águas Residuais localizadas nos concelhos de Castro Daire e Vila Nova de Paiva, conforme já foi comprovado pela S.O.S. Rio Paiva e pelas próprias autoridades.

A associação reconhece o trabalho meritório de algumas autarquias e do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR (SEPNA) com quem tem desenvolvido um trabalho de cooperação, mas constata que a fiscalização do cumprimento das normas de funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais está muito longe da realidade no terreno e coloca em risco o cumprimento da Directiva Quadro da Água (Directiva 2000/60/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Outubro de 2000).

A associação não esconde a sua desconfiança e preocupação pelo facto dos resultados das análises aos efluentes de algumas ETAR do vale do Paiva não corresponderem à realidade que verificamos no terreno, principalmente no Verão com o aumento significativo da população residente e o consequente aumento das águas residuais. Um dos mais recentes casos aconteceu em 22 de agosto de 2015 quando a S.O.S. Rio Paiva verificou a descarga de esgotos sem tratamento no Rio Paiva com origem na ETAR de Vila Nova de Paiva (ver anexos). A situação foi devidamente documentada e denunciada às autoridades, mas quando estas chegaram ao local a ETAR já se encontrava a funcionar normalmente. A informação prestada pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente) refere ainda que os valores na amostragem composta efectuada mensalmente à ETAR se encontravam normais o que não corresponde à realidade verificada por nós e pela população local.

O facto do Rio Paiva percorrer dois Distritos (Aveiro e Viseu) realça o problema da organização territorial do nosso país, tornando-se por vezes difícil determinar quais os organismos que têm a seu cargo a supervisão do território, além das distâncias que têm que percorrer para verificar as ocorrências denunciadas, fazendo com que, algumas vezes, quando as autoridades chegam ao local, os vestígios das descargas já não sejam visíveis.

O objectivo da petição "Fim das descargas poluentes no Rio Paiva" é conseguir o número suficiente de assinaturas para levar o problema a discussão na Assembleia da República.

Entre outras medidas defendemos:
Reforço dos meios de fiscalização e do SEPNA;
Redimensionamento das ETAR tendo em conta a população residente durante os meses de Verão;
Análises da água nas zonas balneares e aos efluentes das ETAR realizadas em dias aleatórios;
Desenvolvimento de um projecto de estudo, monitorização e aperfeiçoamento da fiscalização e tratamento das águas residuais no vale do Paiva com base na Directiva Quadro da Água.

Por Unknown | | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) propõe uma verdadeira revolução na floresta portuguesa, alicerçada em conhecimento técnico-científico, para acabar com “a inércia a que se tem assistido das entidades responsáveis pela gestão e ordenamento do espaço florestal”.

Este é o mote de um debate que a UTAD, em conjunto com a Ordem dos Engenheiros, vai lançar a 13 de janeiro, pelas 15h30, no auditório dos Blocos Laboratoriais, para o qual foi convidado o Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, e onde intervirão especialistas reconhecidos como Armando Carvalho (Baladi), Rosário Alves (Forestis), Paulo Castro (Acréscimo) João Bento (investigador) e Luís Lopes (Associação de Florestais da UTAD). Este debate insere-se na discussão pública aberta pelo governo até ao próximo dia 31 de janeiro, a fim de preparar um conjunto de medidas legislativas a que chamou “A Reforma da Floresta” com as quais procura responder aos grandes desafios da floresta portuguesa.

A UTAD está assim apostada em quebrar “com as receitas e soluções que já provaram não serem as mais adequadas”, refere a propósito Rui Cortes, docente e investigador do Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista, indo ao encontro do interesse do governo “assumido já quando da realização dum Conselho de Ministros dedicado inteiramente à política florestal, impulsionado pelos dramáticos fogos florestais do último verão, que conduziram a uma área ardida idêntica à totalizada em todos os países europeus”.

Em debate na UTAD estarão, pois, entre outros, os aspetos mais significativos que se prendem com a política florestal, designadamente o aproveitamento da biomassa florestal, o fogo controlado e a redução do risco de incêndio, o cadastro, o banco de terras, os incentivos ao ordenamento florestal através das Sociedades de Gestão Florestal e a promoção de novas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), além dos procedimentos legais para ações de arborização e rearborização.

“Do ponto de vista económico – lembra Rui Cortes, – a floresta em Portugal ocupa uma posição ímpar no contexto europeu, representando a fileira respetiva cerca de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) e em relação ao VAB (Valor Acrescentado Bruto) nacional aproxima-se dos 4 milhares de milhões de euros. Além do mais envolve cerca de 95 mil postos de trabalho diretos, além de remunerar quase 400 mil proprietários. Toda esta riqueza está em perigo, pondo em causa ainda a importante função da floresta na biodiversidade e na conservação do solo e da água. O atual quadro dramático da floresta nacional surge pela conjugação de diversos fatores que vão muito além dos incêndios de verão que alarmam as nossas populações e que incentivam os sucessivos governos a lançar mais medidas e legislação direcionada principalmente para o combate de incêndios”.
Por Unknown | sexta-feira, 6 de janeiro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal de Cinfães lançou, ontem, a concurso o “Parque Fluvial Km10”, no rio Paiva, na freguesia de Travanca. A obra lançada pelo preço base de €315.053,05 prevê a instalação de uma infraestrutura de apoio, em madeira, com instalações sanitárias/balneário e bar, para apoio do rafting, atividade muito procurada e frequente no rio Paiva. A criação de zonas de estadia, lazer e contemplação também serão uma realidade com a instalação de mesas e bancos amovíveis.

A uma cota superior será instalado um edifício de apoio ao parque, equipado com bar e instalações sanitárias, para apoio às atividades aquáticas. A empreitada contempla também a criação de um percurso de arvorismo, constituído por diversas pontes suspensas entre as árvores.

Ao longo do parque serão colocados painéis informativos/educativos com o objetivo de sensibilizar/educar os utilizadores para os valores naturais aí existentes, quer ao nível da flora, como também da fauna e geologia. No centro do parque nascerá um pequeno anfiteatro que servirá, entre outros, de sala de aulas à comunidade escolar, público que se pretende seja o principal utilizador deste espaço.

A via de acesso automóvel contemplará uma zona de retorno, que facilite a inversão de marcha automóvel. Ao longo desta via serão criados vários lugares de estacionamento.

Além do Parque Fluvial Km 10, a Câmara Municipal de Cinfães adquiriu mais terrenos na zona ribeirinha do Paiva, concretamente na freguesia de Souselo, no local denominado Lagoa ou Eirinhas, onde será construído um parque temático.

O objetivo é valorizar um dos recursos naturais mais valiosos do Concelho, o Rio Paiva. O autarca Armando Mourisco realça a importância dos recursos naturais na atração do turismo e, consequentemente, o desenvolvimento da economia do Concelho.


Por Unknown | terça-feira, 27 de dezembro de 2016 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
Macacos, leopardos, ursos, tigres e outros animais exóticos e selvagens em cativeiro estão a ser alvo de estudos pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) com vista à avaliação do seu grau de bem-estar nos espaços em que sobrevivem ou estão expostos.

Uma grande parte destes animais encontra-se em Zoos, que deixaram de estar centrados no público e no espetáculo, passando a estar focados na investigação científica, proteção das espécies e educação ambiental. Daí que em Portugal, um grande número de Parques Zoológicos (Jardins Zoológicos, Parques Biológicos, etc.) já tem protocolos firmados com a UTAD, recebendo alunos que aí vão fazer estágios de fim de licenciatura e trabalhos de mestrado e doutoramento. Para além disso, a UTAD através dos seus docentes e investigadores tem participado em trabalhos de investigação científica por forma a aumentar o conhecimento sobre este tipo de animais. Entre as parcerias com a UTAD são de salientar as com o Zoo da Maia, Zoo de Lourosa, Zoo de Santo Inácio, Parque Biológico de Gaia, existindo ainda colaborações pontuais com o Parque Biológico de Vinhais, Oceanário, Jardim Zoológico de Lisboa, Badoca Safari Park e Zoomarine.

Nos anos mais recentes, e só no Zoo da Maia, foram efetuados trabalhos que permitiram levar a cabo vários trabalhos finais de licenciatura em que foram estudados macacos (Macaco-verde, Chlorocebus aethiops), leopardos (Panthera pardus) e Lémures Preto-e-Branco de Colar (Varecia variegata). Esta parceria permitiu também a execução de trabalhos que possibilitaram a conclusão de dissertações de mestrado, tendo sido estudados ursos (Ursus arctus) e tigres (Panthera tigris). A própria Comissão Científica do Zoo da Maia é composta por dois docentes da UTAD, José Júlio Martins e José Manuel Almeida.

Segundo José Júlio Martins, um dos investigadores UTAD que coordena estes trabalhos, têm vindo a ser estudados “os comportamentos dos animais com intenção não só de os caracterizar, mas também, por comparação com aquilo que se sabe do seu comportamento natural, para avaliar acerca da forma como estão a exibir ou não os seus comportamentos característicos”. Esta informação – reconhece o mesmo investigador – “permite avaliar o seu grau de bem-estar, bem como obter informações que serão utilizadas para aferir da adequação do alojamento ao animal e propor medidas que tendam a melhorar o recinto ou a forma como o animal interage com este, por forma a, mais uma vez, melhorar o seu bem-estar”.

Nesta perspetiva, enquadra-se o trabalho com os tigres no Zoo da Maia, que conduziu ao mestrado de Marta Sofia Teixeira e que permitiu “recolher informação e propor alterações que pensámos irão diminuir a exibição de comportamentos indiciadores de mal-estar, tais como os comportamentos estereotipados, dos quais o mais relevante é o pacing, comportamento em que o animal se movimenta continuamente, num sentido e noutro, num trajeto mais ou menos curto”.
Por Unknown | quinta-feira, 1 de dezembro de 2016 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal do Marco de Canaveses (CMMC) em parceria com a Universidade do Porto (UP) e a Associação Florestal do Entre Douro e Tâmega (AFEDT), na manhã do próximo dia 3 de Dezembro (sábado) vão levar a efeito uma acção de plantação de 800 árvores autóctones da espécie carvalho.

A plantação vai decorrer entre as 8H00 e as 13H30 em terreno previamente preparado de área aproximada a 1 hectare, com a orientação de técnicos florestais e fornecimento das árvores, constituindo uma actividade contributiva para a regeneração da floresta portuguesa que ano após ano tem vindo a ser devastada pelos incêndios.

A iniciativa vai decorrer na serra de Montedeiras, é aberta à comunidade académica da Universidade do Porto e está inserida no conjunto das actividades de voluntariado promovidas pela AMO Portugal (Associação Mãos à Obra) no âmbito do projecto «Florestar Portugal 2016».
Por Unknown | | Publicado em , , | Com 0 comentários
Realizou-se no dia 08 de novembro uma visita de avaliação da condição fitossanitária e do estado biomecânico das árvores situadas na Avenida da Igreja, em Santa Marinha do Zêzere.

O estudo foi feito por uma Comissão Técnica constituída pelo Comandante Operacional Municipal de Proteção Civil, José Manuel Ribeiro, pelo Comandante dos Bombeiros Voluntários de Santa Marinha do Zêzere, Márcio Vil, pelo Secretário da Junta de Freguesia local, Rui Ribeiro e pelo encarregado das equipas de Jardinagem da Câmara Municipal de Baião, David Monteiro, tendo-se concluído que duas árvores deverão ser abatidas porque representam riscos para os utilizadores da via.

As árvores em causa são um Liquidâmbar (Liquidambar styraciflua) e uma Robínia, ou Acácia-Bastarda.

No primeiro caso (Liquidâmbar) a árvore apresenta uma copa assimétrica e desproporcionada para o seu local de implantação e um sistema radicular atrofiado pelos muros e pelo solo cimentado da envolvente.

No segundo caso (Robínia ou Acácia-Bastarda), verificou-se que a árvore se encontra morta, representando, também um risco para as pessoas que ali circulam ou para os bens que ali se encontram posicionados.

No sentido de salvaguardar a segurança de pessoas e bens, a Proteção Civil Municipal recomendou o abate e a remoção urgente daquelas árvores e a sua substituição por outras espécies mais adequadas ao local.

A mesma Comissão Técnica avaliou o estado de outras seis árvores, também da espécie Robínia, situadas na mesma avenida, tendo concluído que apesar de não representarem um risco tão imediato, estas apresentam-se decrépitas, com fendas longitudinais e cavidades de grandes dimensões em grande parte do tronco, por este motivo os serviços municipais vão aplicar alguns tratamentos na tentativa  de  evitar o abate das referidas espécimes.
Por Unknown | segunda-feira, 31 de outubro de 2016 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Foram oficialmente inauguradas, em Marco de Canaveses, esta sexta-feira, 28 de Outubro, as novas instalações da Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega, sediadas nas antigas instalações do Jardim-de-Infância de Valdecidos em Rio de Galinhas, freguesia do Marco, com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, Manuel Moreira, que esteve acompanhado do Vice-presidente, José Mota, que detém o pelouro do ambiente, e dos vereadores, Gorete Monteiro e Vítor Gonçalo.

A Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega, conta presentemente com 24 colaboradores, de entre os quais sobressaem quatro equipas de sapadores florestais. Abrange quatro concelhos; Marco de Canaveses, Amarante, Baião e Cinfães. Começou por funcionar nas instalações (por cedência) da Adega Cooperativa de Marco de Canaveses, transferindo-se mais tarde para uma parte da antiga Escola Primária de Tuías, onde funcionou também a Junta de Freguesia de Tuías, num espaço de reduzidas dimensões, mas passa agora, finalmente, a dispor de um espaço condigno e de acordo com todas as suas necessidades mais elementares.

Na cerimónia de inauguração, o responsável pela Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega, Eng.º António Neto, fez questão de esclarecer; “…temos que agradecer a muita gente, a quem estamos naturalmente gratos, mas cabe aqui uma palavra muito especial de apoio à Câmara Municipal de Marco de Canaveses, nomeadamente ao seu Presidente, Dr. Manuel Moreira, porque ao fim de 20 anos, acho que é de inteira justiça e merecido usufruir destas novas instalações”, destacando a parceria com o município num dos objetivos da Associação; “… com a implementação de determinadas atividades, o nosso objetivo passa por minimizar o impacto dos incêndios florestais, no espaço geográfico concelhio, no caso de Marco de Canaveses, não esquecendo que a Associação se estende por uma extensa área de quatro concelhos.”

Também o Presidente da Direção da Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega, Eng.º Carlos Azeredo, agradeceu a gentileza da Câmara Municipal, pela cedência do novo espaço, “… porque corresponde exatamente a um dos grandes anseios e necessidades da Associação, porque estão na medida exata das nossas necessidades, e por isso, deixo o meu reconhecimento e gratidão para com o município do Marco de Canaveses, na pessoa do Senhor Presidente da Câmara, Dr. Manuel Moreira.”
O Presidente da Câmara Municipal, Manuel Moreira, agradeceu todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Associação, não apenas no concelho de Marco de Canaveses, mas em toda a região que serve e que se constitui numa vasta área de quatro concelhos, esclarecendo que esta cedência; “tem um significado muito importante, desde logo, porque vai servir uma importante instituição, mas, também porque queremos, que as escolas que fecham no concelho, não deixem de ser instalações úteis, colocadas à disposição de quem tem prestado um trabalho muito importante no concelho, como é o caso da Associação Florestal de Entre o Douro e Tâmega, e por isso mesmo só temos que nos sentir felizes, porque estamos a valorizar aquilo que é “Património do Concelho”.

Manuel Moreira não se esqueceu que a Associação Florestal de Entre o Douro e Tâmega, se encontra a comemorar o 20 aniversário da sua fundação; “… No âmbito dos 20 anos da Associação, deixo aqui os meus sinceros parabéns, e fico muito feliz, pelo trabalho e pelo projeto que sei, já estão a desenvolver e que pretende intervencionar a Serra de Montedeiras, após o flagelo que foi o último verão, nomeadamente no mês de Agosto, com os incêndios que afetaram fortemente e em alguns casos quase irremediavelmente uma imensa área da serrania, o que é para nós município, muito importante e mesmo determinante.”

No ato comemorativo não faltou o bolo para assinalar os 20 anos da Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega.
Por Unknown | | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
Um estudo recente conduzido por um grupo de investigadores internacionais Global Forest Biodiversity Initiative, que apresenta conclusões sobre a relação entre biodiversidade existente nas florestas e a produtividade desses ecossistemas, foi publicado no passado dia 13 de Outubro na revista Science, uma das mais prestigiadas revistas científicas a nível mundial (fator de impacto de 34,6).

O investigador do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), Helder Viana, é um dos autores do artigo intitulado: Positive biodiversity-productivity relationship predominant in global forests, resultado do estudo liderado por Jingjing Liang, da Universidade da Virgínia Ocidental, nos EUA, que envolveu 85 investigadores, e onde analisaram dados de 777 mil parcelas de florestas de 44 países, em todos os continentes, da Amazónia ao Nepal, da Califórnia ao Congo. No total, foram 30 milhões de árvores inventariadas, de 8.737 espécies diferentes.

O conhecimento do papel da biodiversidade na produtividade é fundamental para a compreensão da crise de extinção global e dos seus impactos no funcionamento dos ecossistemas naturais. Com um melhor entendimento da relação entre biodiversidade e produtividade dos ecossistemas, é possível estimar quais poderão ser os impactos da perda de espécies no provimento de produtos e serviços pelas florestas do planeta.

“Os resultados mostraram uma relação positiva, direta, entre a riqueza de espécies de um ecossistema florestal e a capacidade produtiva do mesmo, indicando que a perda de biodiversidade contínua resultará num declínio da produtividade florestal em todo o mundo”, explica Helder Viana.
Neste estudo constata-se que a relação Biodiversidade/Produtividade apresenta uma variação geoespacial considerável em todo o mundo. A mesma percentagem de perda de biodiversidade levaria a um maior (ou seja, percentual) declínio relativo da produtividade nas florestas boreais da América do Norte, Nordeste da Europa, Sibéria Central, Este Asiático e regiões dispersas do Sul da África, África Central e do Sul da Ásia Central. No entanto, na Amazónia, África Ocidental e Sudeste, Sul da China, Myanmar, Nepal e do arquipélago Malaio, o mesmo percentual de perda de biodiversidade levaria a uma maior declínio absoluto da produtividade.

As conclusões do artigo apontam para o efeito negativo da perda de biodiversidade na produtividade florestal, e os potenciais efeitos benéficos da transição da monocultura para as culturas mistas, que têm vindo a ser promovidas na Europa. Adicionalmente, o estudo conclui que, o número de espécies influi no percentual de absorção de dióxido de carbono da atmosfera. Quanto mais as florestas perdem espécies, menos conseguem fixar carbono. Uma estimativa apresentada considera que se ocorresse uma hipotética extinção de 25% das espécies de árvores no mundo inteiro, isso provocaria uma redução de 7,2% da captação total de carbono.

O valor económico da biodiversidade na manutenção da produtividade florestal global, estimado pelo estudo, ronda os 500 mil milhões US$, mais de cinco vezes superiores ao que custaria para implantar um programa efetivo de conservação de todos os ecossistemas florestais do planeta. Em consequência, os autores destacam a necessidade de redefinir o valor da biodiversidade nas tomadas de decisão e reavaliar as estratégias de gestão e as prioridades de conservação a nível global. Artigo disponível em: http://science.sciencemag.org/content/354/6309/aaf8957