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Por Unknown | segunda-feira, 10 de julho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Sr. Ministro do Ambiente, Eng. João Pedro Matos Fernandes, veio, a convite do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, presidir ao lançamento da Primeira Pedra da Obra da Construção da Nova ETAR de Castro Daire, cerimónia que se realizou na manha desta 2ªfeira dia 10 de julho.

Estiveram ainda presentes a Eng.ª Manuela Matos, Vogal Executiva da Comissão Diretiva do POSEUR, o Dr. Luís Caetano, Vice-Presidente da CCDRC o Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Dr. José Morgado bem como o Administrador das Águas Douro e Paiva, Eng. António Borges.
Foi assinado o pergaminho com as presenças de todos os convidados e público presente, que ficará a registar o evento para memória futura. Em ato simbólico foi colocado o pergaminho  no local onde irá ser construída a Nova ETAR de Castro Daire, localizada junto à Aldeia do Arinho e que vai substituir a ETAR da Ponte Pedrinha que serve Castro Daire e as aldeias mais próximas.

O Senhor Ministro do Ambiente visitou, ainda, a zona da ETAR Junto ás Termas do Carvalhal,  que também vai ser intervencionada com uma nova ETAR, existindo já a decisão favorável do POSEUR à Nova ETAR da Bacia de Courinha.

Estas duas obras representam um enorme investimento do Município na área do ambiente, suprimindo as principais lacunas existentes das ETAR´s que estão ultrapassadas e obsoletas nestas áreas.

A nova ETAR de Castro Daire, cujo lançamento e início das obras foi hoje assinalado, representa uma obra onde o custo ultrapassa os 6 milhões de euros, sendo que a Nova ETAR da bacia de Courinha tem uma estimativa orçamental que ronda os 3 milhões de euros.

O Sr. Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire afirmou estar muito satisfeito pelo arranque desta obra que vai melhorar em muito a capacidade de resposta do tratamento das águas residuais, contribuindo de forma decisiva para uma melhor qualidade de vida da população do Concelho. Frisou ainda que estas obras trazem a criação de emprego específico e especializado no tratamento de ETAR's.

Sublinhando o esforço financeiro e o volume do investimento destas obras o Sr. Presidente da Câmara afirmou que esta é uma opção responsável por quem é gestor público e quer dar o melhor aos habitantes do Concelho. Esta obra tem o prazo de 20 meses de execução, frisou.

Fernando Carneiro destacou, ainda, toda a colaboração que tem existido entre o Ministério do Ambiente, o POSEUR e a Câmara para a concretização deste projeto, numa parceria que permitiu arrancar com esta obra tão importante para o Município.

Por sua vez o Sr. Ministro do Ambiente, Eng. João Pedro Matos Fernandes, deu os parabéns ao Sr. Presidente do Município de Castro Daire pelo arranque desta importante obra, destacando o benefício que esta trará não só para Castro Daire e para os seus habitantes dizendo que concorda com o que o Sr. Presidente disse acerca da necessidade de ter pessoal especializado para a sua manutenção.

O Sr. Ministro do Ambiente agradeceu a maneira como foi recebido e destacou mais uma vez, que uma obra desta grandeza num concelho do interior é sinal da boa gestão autárquica que tem sido feita.

Por Unknown | terça-feira, 4 de julho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal do Marco de Canaveses, através da Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos, encontra-se a desenvolver dois projetos de educação e sensibilização ambiental para os utilizadores da Praia Fluvial de Bitetos, cuja época balnear arrancou no passado dia 23 de junho.

As ações de sensibilização vão decorrer de 3 a 14 de julho e incidirão nas seguintes temáticas:
1. Resíduos Urbanos - Separar Mais e Melhor;
2. A Floresta – Proteja a sua floresta pela sua Saúde.

Uma iniciativa que tem como principal objetivo sensibilizar os cidadãos para a necessidade de fomentar as boas práticas de gestão e separação dos resíduos para reciclagem, bem como a importância de vigiar e de proteger esse legado maior que é a floresta.

Assim, durante esse período, serão distribuídos desdobráveis e panfletos informativos, que reúnem indicações e conselhos simples alusivos às boas práticas ambientais, estando ainda disponível na Praia Fluvial de Bitetos contentores específicos para a prática da reciclagem.

A educação e a sensibilização ambiental têm-se revelado fundamentais para o sucesso da estratégia definida rumo a um desenvolvimento sustentável, no qual se preconizam os vetores ambientais, económicos e sociais, no processo de desenvolvimento do concelho e na promoção da cidadania.

Por Unknown | sexta-feira, 30 de junho de 2017 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
As alterações climáticas e os incêndios florestais, associados às imprudências de alguns comportamentos humanos, estão a pôr em causa de forma acelerada as reservas de água do país e a levantar sérios problemas para o futuro. Este o alerta de uma investigadora e docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Sandra Pereira Cunha, coordenadora do projeto “ENERWAT” que estuda as melhores formas de diminuir os consumos de água urbanos e rurais.

«O uso ineficiente da água como se fosse um recurso inesgotável leva a que em determinadas alturas se atinjam níveis de stress hídrico elevados», sustenta a investigadora, que defende «uma gestão sustentável deste recurso como fundamental para minimizar os impactos nefastos no ambiente, e para tal são necessários estudos aprofundados sobre a ineficiência da sua utilização. Associado ao consumo de água está também o consumo de energia e a consequente emissão de CO2 quando não existe um uso eficiente destes recursos.»

Quanto aos riscos que se correm no futuro, Sandra Cunha previne que os comportamentos da sociedade atual conduzirão à escassez de um recurso essencial e à necessidade de recorrer a água não potável para usos potáveis. «Talvez se antecipássemos a situação, começando, por exemplo, a reutilizar água residual tratada em combate a incêndios florestais e até em usos menos nobres do nosso dia a dia, como em descargas de autoclismos, conseguíssemos desde já começar a mitigar a situação», propõe a investigadora.

A investigação da UTAD sobre o uso público e privado da água reconhece, desde logo, a escassez de informação e a falta de avaliação sobre os padrões de consumo entre as áreas urbanas e rurais, o que é essencial para o futuro planeamento estratégico-político neste domínio. O projeto ENERWAT pretende assim investigar quais os fatores que afetam o consumo de água, nomeadamente o tipo de captação, subterrânea ou superficial, e a sua distribuição pelas utilizações finais. Tal permitirá identificar quais os comportamentos sociais e sazonais que levam ao consumo de grandes quantidades de água e energia, sendo o objetivo final criar um “manual de boas práticas” com estratégias que conduzam à redução de consumos de água e energia nas duas realidades: urbana e rural.

Por Unknown | segunda-feira, 19 de junho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Município de Castro Daire, vai promover no próximo dia 22 de junho de 2017, próxima quinta-feira, no Auditório do Centro Municipal de Cultura, um Seminário sobre a Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, com o objetivo de envolver todos os agentes locais na apresentação de soluções práticas e sustentáveis para a realização de uma melhor gestão deste tipo de resíduos.

As temáticas a discutir estão relacionadas com as guias de acompanhamento a utilizar neste tipo de resíduos, RCD com Amianto, plano de prevenção e gestão de RCD, ações de fiscalização e, sobretudo, discutir as dificuldades que existem em cumprir a legislação existente.

Por Unknown | sexta-feira, 9 de junho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Está já aberto o bar/restaurante da praia fluvial de Segões, estrutura que a Câmara Municipal de Moimenta da Beira concessionou a privados. Durante este mês de junho, abre só após as 13h30 (fins-de-semana a partir das 10h). Em julho e durante os meses de verão, estará diariamente aberto a partir das 10 horas.

O espaço interior é cómodo e a esplanada está virada para o espelho de água formado pelo Paiva, o rio menos poluído da europa, que quase corre aos pés dos veraneantes. Sobre o serviço prestado aos clientes, a nova gerência garante que “é de qualidade elevada”. Bebidas frescas (cocktails incluídos) e petiscos “garantidamente deliciosos”, asseguram os concessionários.

A zona balnear de Segões, no concelho de Moimenta da Beira, que tem ainda parque de merendas, instalações sanitárias, espaços verdes e sombras de árvores de copa grande, fica a 39 quilómetros de Viseu (pela EN 229 + EN 323) e a 40 de Lamego (pela EN 226 + EN 323). Coordenadas GPS: 40.86216700 (latitude) / -7.68136100 (longitude).

Por Unknown | quarta-feira, 7 de junho de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
Realizaram-se, na Câmara Municipal do Marco de Canaveses, as reuniões da Comissão Municipal de Defesa da Floresta e da Comissão Municipal de Proteção Civil.

Na reunião da Comissão Municipal de Defesa da Floresta foram apresentados e aprovados o Plano Operacional Municipal do Marco de Canaveses para o ano 2017 e o Plano de Fogo Controlado para a Serra de Aboboreira. Foi também apresentado, pela Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega, o projeto para a plataforma “GEOFOREST”.

Relativamente ao Plano Operacional Municipal, este estabelece a estratégia de prevenção e combate aos incêndios florestais ao nível das ações de vigilância, deteção, fiscalização, combate, rescaldo e vigilância pós-incêndios.

O Plano de Fogo Controlado para a Serra da Aboboreira é intermunicipal e foi elaborado, em conjunto, com a Associação Florestal de Entre Douro e Tâmega e os Municípios que partilham aquela Serra: Marco de Canaveses, Amarante e Baião. Este Plano tem como finalidade criar uma “zona tampão” aos grandes incêndios que normalmente afetam a Serra da Aboboreira, através da diminuição da carga de combustível com recurso à utilização do fogo.

Já o Projeto GEOFOREST passa pela elaboração conjunta de uma plataforma colaborativa para o setor florestal e tem como objetivo a criação de uma estrutura que englobe as questões relacionadas com a defesa da floresta contra incêndios e a sensibilização da população, possibilitando um conjunto de ferramentas de apoio à decisão quer no teatro de operações quer no gabinete.

No que concerne à reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, foi apresentado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, e aprovado por unanimidade, o Plano Municipal de Operações -Incêndios Florestais.

Este Plano Identifica o dispositivo preparado para a prevenção e combate aos incêndios florestais no concelho do Marco de Canaveses e estabelece a estrutura de Direção, Comando e Controlo das operações de prevenção, socorro e assistência, em especial perante cenários de risco e/ou de complexidade operacional acrescida, facilitando assim a ativação e operacionalização do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, caso esta se revele necessária.

Por Unknown | | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Município submeteu uma candidatura ao POSEUR para construção e beneficiação de rede viária florestal fundamental de acesso a pontos de água para a prevenção e combate a incêndios florestais.

Esta candidatura representa um investimento de 49.846,45€ e obteve aprovação de 85% de financiamento do fundo de coesão, com possibilidade de atingir os 95% caso seja implementada até ao fim de 2017.

A empreitada vai permitir uma mobilidade rápida e estratégica de veículos de combate a incêndios, a proteção de manchas florestais de pinheiro bravo e tem como objetivo a valorização ambiental e florestal, apoiando a prevenção e combate aos incêndios.

A área de intervenção engloba os baldios de Santa Cruz da Trapa, Carvalhais e S. Martinho das Moitas e compreende uma extensão total de 8 km.

Por Unknown | | Publicado em , , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal de Castro Daire promoveu a realização de uma atividade comemorativa do Dia do Ambiente.

Esta iniciativa, realizou-se no dia 5 de junho, contou com a presença de alguns alunos do 8º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas de Castro Daire.

As turmas participantes nesta Comemoração puderam realizar diversas visitas e atividades ao longo do dia, na Freguesia das Monteiras, onde tiveram contacto com setores importantes do meio ambiente e das suas potencialidades no Concelho.

O Exmo. Senhor Vereador do Pelouro, Leonel Ferreira, recebeu os participantes e acompanhou a iniciativa, realçando a importância deste tipo de iniciativas que promovam a educação ambiental, a rentabilização dos recursos endógenos e sobretudo valorizem as boas práticas que são conhecidas na área do Município.

Durante a visita os Alunos participantes puderam visitar algumas indústrias no Parque Industrial da Ouvida, com práticas ambientais de referência, onde puderam ter contacto com algumas normas que ajudam a preservar e cuidar do nosso meio ambiente.

Os alunos puderam também conhecer e visitar algum do património da Freguesia, nomeadamente o Moinho de Vento, o Museu e um moinho de água situados na Aldeia da Relva da mesma Freguesia das Monteiras.

Nestas visitas os alunos puderam perceber formas de aproveitamento dos recursos existentes, a importância que estes mesmos recursos podem ter na economia local e de que forma este investimento pode ser feito de uma forma a desenvolver a região ao mesmo tempo que se preserva e se cuida do meio ambiente, com práticas ambientais saudáveis.

A comemoração do Dia do Ambiente com a comunidade educativa é uma aposta da Câmara Municipal que vê na educação e formação a melhor prática de incentivo e de consolidação de uma política ambiental cuidada e de referência.


Por Unknown | sexta-feira, 2 de junho de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal do Marco de Canaveses promove, no próximo dia 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente, na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural - EPAMAC, em Rosém, o 9.º Encontro Municipal Eco-Escolas. A edição 2017 conta com a participação de cerca de 1800 alunos, dos quatro agrupamentos de escolas do município, envolvendo assim as 32 escolas inscritas no programa, no ano letivo 2016/2017.

Numa época em que é cada vez mais urgente formar crianças e jovens esclarecidos, pretende-se com esta iniciativa divulgar o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo por alunos e professores, em prol de um ambiente mais limpo. Por outro lado, procura-se alertar os alunos - oriundos dos diferentes níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário, envolvendo, ainda, o ensino profissional –, para os problemas ambientais que afligem o Planeta.

O Encontro Municipal Eco-Escolas congrega uma mensagem de grande importância, apelando à utilização responsável dos recursos naturais, à mudança de atitude e comportamento, à participação e ao envolvimento, a uma abordagem “pela positiva”, construtiva:  reduzir, reutilizar e reciclar.

Não desperdiçar é essencial, assim como é essencial dar continuidade às ações de promoção das boas  práticas de educação para a sustentabilidade ambiental e de conservação da natureza junto da comunidade escolar, sendo esta uma aposta da Câmara Municipal do Marco de Canaveses que estabelece compromissos com as Eco-Escolas parceiras e com a Associação Bandeira Azul da Europa - ABAE.

No dia 5 de junho, as atividades têm início às 10h00 e terminam às 16h30. As Eco-Escolas vão desenvolver oficinas de reciclagem e reutilização criativa de vários materiais desperdício; oficinas de reciclagem de papel; oficinas de plantas aromáticas e workshop “construção de ninhos de pássaros”. Haverá ainda exposições com vários trabalhos reciclados, elaborados  ao longo do ano, sobre temáticas como a água, energia, resíduos e horta biológica.

Do programa fazem também parte: canções, hinos ao ambiente e desfiles de trajes reciclados. À semelhança de anos anteriores, o Encontro Municipal Eco-Escolas conta com a colaboração da ABAE e da FOCSA para dinamizar jogos  de cariz ambiental, sendo que a EPAMAC oferece ainda um conjunto de visitas pedagógicas aos vários espaços da Escola.

Por Unknown | | Publicado em , , | Com 0 comentários
Cerca de 200 crianças do 1º ciclo do Ensino Básico de Moimenta da Beira (3º e 4º ano) vão tentar despertar a consciência dos adultos para a importância da adoção de boas práticas ambientais e para a defesa, preservação e melhoria do meio ambiente. A inspiração das crianças sobre os adultos vai acontecer na segunda-feira, 5 de junho - data em que se celebra o Dia Mundial do Ambiente - em três momentos e três locais diferentes da vila de Moimenta da Beira: 1) espaço da Feira Quinzenal; 2) comércio tradicional; 3) junto dos automobilistas.

No recinto da feira e nas lojas comercias, grupos de crianças alertarão os cidadãos adultos para a importância da recolha e reciclagem dos materiais e para a defesa e preservação de um mundo mais limpo e mais ‘verde’. Já com os automobilistas, outros grupos de crianças, fardadas à GNR e acompanhadas por militares do quartel da Guarda Nacional Republicana de Moimenta da Beira, vão tentar fazer com que a atitude de deitar o lixo para fora do carro deixe de ser um hábito dos condutores.

O resto do programa comemorativo do Dia Mundial do Ambiente, iniciativa do Município, da GNR e do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, com o Apoio da Resinorte, prevê ainda a distribuição de brindes, atividades lúdicas diversas e exposições. Tudo junto a dois stands que já estão montados nas imediações da Praceta Comandante Requeijo.

Por Unknown | quinta-feira, 1 de junho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Só duas zonas balneares do interior do país têm “zero de poluição”. A praia fluvial da Albufeira de Vilar, em Moimenta da Beira, é uma delas. A outra fica em Vila de Rei, na Albufeira de Castelo de Bode, distrito de Castelo Branco. O mapa da classificação das praias limpas, tornado público esta quarta-feira, 31 de maio, é da associação ambientalista “ZERO”, que analisou 601 zonas balneares existentes em 2017 em todo o território nacional, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira. Do estudo, outras 31 praias conseguiram “zero de poluição”, mas são todas do litoral, sendo a maioria do Algarve, da Costa Alentejana e da região do Oeste. “É uma distinção que reforça as nossas condições de competitividade”, enfatiza o presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, José Eduardo Ferreira.

“Zero de poluição” quer dizer que não foi detetada qualquer contaminação nas análises efetuadas ao longo das três últimas épocas balneares. No caso da praia da Barragem de Vilar, a classificação da qualidade das águas foi sempre “excelente”. Um resultado que, sublinhe-se, é muito mais difícil de obter no interior do país do que no litoral, porque, explica aquela associação ambientalista, “as praias do interior são muito mais suscetíveis à poluição microbiológica”.

A “ZERO”, por isso, destaca o resultado obtido porque “apesar de ser extremamente difícil conseguir um registo incólume, ao longo de três anos”, nas zonas balneares do interior, muito mais suscetíveis à poluição microbiológica, o facto é que aquelas duas praias fluviais conseguiram-no”. E tudo num ano em que há menos 38 praias com “zero de poluição”, relativamente a 2016, “o que representa um enorme e preocupante decréscimo”, alerta a associação ambientalista.

Três anos correspondem ao período mínimo habitualmente requerido pela Diretiva 2006/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, relativa à gestão da qualidade das águas balneares para se proceder à classificação da qualidade da zona balnear.

Eis a lista das 33 praias com “zero de poluição” em 2017: Amado, Monte Clérigo, Odeceixe-Mar e Vale dos Homens (todas do concelho de Aljezur, na Costa Alentejana); Aberta Nova, Carvalhal e Melides (Grândola, Costa Alentejana); Vilamoura (Loulé, Algarve); Peralta (Lourinhã, região do Oeste); Foz do Lizandro-Mar (Mafra, região do Oeste); Pedras Negras (Marinha Grande, região do Oeste); Albufeira de Vilar (Moimenta da Beira, Interior); Malhão (Odemira, Costa Alentejana); Armona-Mar e Fuseta-Mar (ambas de Olhão, Algarve); Praia da Riviera (Praia da Vitória, Açores); Costa de Santo André e Forte do Cortiço (Santiago do Cacém, Costa Alentejana); Grande de Porto Covo, Morgavel e Vieirinha (todas do concelho de Sines, Costa Alentejana); Cabanas-Mar, Ilha de Tavira-Mar e Terra Estreita (Tavira, Algarve); Albufeira de Castelo do Bode (Vila de Rei, Interior); Almadena, Boca do Rio, Ingrina e Zavial (Vila do Bispo, Algarve); Aguda, Marbelo e Sãozinha (Vila Nova de Gaia, Porto); e Fábrica-Mar (Vila Real de santo António, Algarve).

Por Unknown | domingo, 21 de maio de 2017 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
A quantidade de resíduos reciclados continua a aumentar em Portugal, mas os valores ainda são pouco expressivos quando comparados com a totalidade dos resíduos recolhidos. Como os pequenos gestos fazem toda a diferença, as crianças do jardim de infância da Misericórdia de Lamego participaram, pela primeira vez, numa “eco aula” para ajudar a mudar esta realidade e aprenderem a separar as embalagens.

Promovida pela RESINORTE, sistema multimunicipal de triagem, recolha, valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos num vasto território, incluindo o concelho de Lamego, esta ação de sensibilização foi seguida atentamente por todos os meninos que aprenderam desta forma a dar o primeiro passo no processo de reciclagem. Na prática, a “eco aula” mostrou como separar o papel, o plástico e o vidro, devendo depois ser tudo depositado em ecopontos de diferentes cores. Todas as salas desta instituição já possuem, aliás, mini-ecopontos que ajudam nesta tarefa.

Com um horário alargado das 7h30 às 19h30, a Santa Casa da Misericórdia de Lamego oferece as condições ideais para estimular o desenvolvimento infantil das meninas e dos meninos que querem frequentar as valências de creche e jardim de infância. As inscrições estão abertas e devem ser efetuadas nos Serviços Administrativos, situados no Largo Dr. João de Almeida.

Por Unknown | quarta-feira, 17 de maio de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A Guarda Nacional Republicana (GNR) realiza até dia 31 de outubro, em todo o território nacional, a operação Floresta Segura 2017, materializada em ações de patrulhamento, vigilância e fiscalização das zonas florestais, para prevenir e detetar a eclosão de incêndios, evitar comportamentos de risco e reprimir atividades ilícitas contra o património florestal.

Em apoio à Autoridade Nacional de Proteção Civil no combate aos incêndios florestais, a GNR empenha forças do Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro (GIPS) em ações de primeira intervenção e através do seu Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) garante a validação, medição das áreas ardidas e investigação das causas dos incêndios florestais, coordenando também  os meios afetos, de diversas entidades, empenhados em ações de vigilância móvel com vista a prevenção e deteção de incêndios.

A GNR tem ativa a rede nacional de postos de vigia, desde o dia 15 de maio até 30 de setembro, de acordo com as duas fases de empenhamento:
1.ª fase (Fase Bravo) - até 30 de junho;
2.ª fase (Fase Charlie) - a partir de 1 de julho (fase mais crítica da época de incêndios).
Na operação participam militares e civis das unidades territoriais e ainda de outras valências, nomeadamente da Unidade Nacional de Trânsito, da Unidade de Controlo Costeiro e da Unidade de Intervenção.

“A floresta é um património de todos e que a todos importa preservar.”
Por Unknown | sexta-feira, 5 de maio de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, vai proceder à inauguração da Ecopista de S. Pedro do Sul no próximo domingo, dia 7 de maio.
           
O programa da inauguração inicia às 9h00 e promete uma manhã recheada de atividades desportivas, música, animação e insufláveis para os mais novos.
           
Pelas 10h30 será realizada a inauguração oficial pelo Ministro do Ambiente, seguida de uma caminhada e passeio de bicicleta pela Ecopista.
           
Pelas 11h45 o Ministro do Ambiente vai deslocar-se ao futuro Parque da Cidade, junto ao Lenteiro do Rio, onde será feita a apresentação do projeto.
           
Pelas 12h45 será lançada a primeira pedra da obra de requalificação da ETAR intermunicipal de Valgode.
Por Unknown | terça-feira, 18 de abril de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai realizar, nos próximos dias 21 e 22 de abril, as IV Jornadas Florestais, tendo como tema “A Certificação - Processo de Sustentabilidade da Floresta”. Este evento, que decorrerá no auditório de Ciências Florestais da UTAD, é organizado pela Associação de Estudantes de Engenharia Florestal (AEEF) e pretende expor ao público o setor da certificação, considerando-se esta uma área de cada vez maior interesse por parte da indústria florestal.

As jornadas abordarão vários temas em redor da certificação florestal, contando com um painel composto pelos mais ilustres especialistas em certificação florestal. No dia 21, o tema central será a certificação, havendo da parte da manhã palestras relacionadas com entidades certificadoras. De tarde, decorrerão palestras relacionadas com os processos envolvidos na certificação de produtos diretos e indiretos da floresta, tendo como temas a certificação de sobreiro, cortiça, cogumelos e mel. Estas palestras serão apresentadas por vários especialistas e entidades do setor florestal.

No dia 22, sendo o assunto em foco a diversidade e a sustentabilidade da floresta, irão ocorrer palestras sobre a conservação e a sustentabilidade da biodiversidade na floresta, abordando também o tema do ecoturismo. Durante a tarde, realizar-se-á um encontro de antigos estudantes de Engenharia Florestal, abordando a temática da experiência profissional no setor florestal. No fim, irá decorrer uma visita ao Centro de Interpretação e de Acolhimento do Jardim Botânico, localizado no Campus da UTAD. utad.aeef@gmail.com


Por Unknown | segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A Câmara Municipal de Castro Daire vai promover, em Março, o Mês da Floresta e da Proteção Civil, onde se vão realizar varias ações, com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar e a população Castrense para a importância da conservação da floresta destacando o seu interesse económico para a região e evidenciando a importância da Proteção Civil demonstrando que é uma “Tarefa de Todos para Todos”.

Abertura do mês será no dia 3 de março, com a visita de todas as Escolas Básicas do 1.º Ciclo, à exposição de Meios e Agentes de Proteção Civil, que terá lugar no Parque Urbano de Castro Daire.

O espetáculo músico-teatral “Tobias e o Bombeiro Mendes na  aventura da Proteção Civil”, dirigido aos alunos do pré-escolar do agrupamento de escolas de Castro Daire, terá lugar no dia 10 de março. Este espectáculo, pedagogicamente incide na temática do que fazer em caso de incêndio na escola, em casa ou em espaços fechados.

No dia 15 de março realizar-se-á o percurso pedestre “Trilho dos Carvalhos”, localizado em Gosende, onde se vão realizar atividades relacionadas com a floresta, com  alunos da Escola Secundária e da  EB2,3 de Castro Daire.

No dia de 21 de março terá lugar a plantação de árvores numa área ardida, com a participação dos alunos do agrupamento de escolas de Castro Daire, dos Sapadores Florestais de Castro Daire e dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire e de Farejinhas

O encerramento do mês terá lugar no dia 31 de março, com a realização do XII Seminário “Floresta Sem Fronteiras no Montemuro e Paiva”. Neste Seminário vão ser abordados temas relacionados com a Defesa da Floresta Contra Incêndios e a Bolsa Nacional de Terras.

A realização de todas estas ações tem como objetivo obter, por um lado, a sensibilização de todos os participantes para a importância dos espaços florestais na multiplicidade dos seus usos e funções e para a responsabilidade coletiva na sua proteção e valorização, através de um melhor conhecimento do que é a floresta. Por outro, obter também, a sensibilização dos jovens para a importância da Protecção Civil, e para as mais correctas práticas em situações de emergência. Apostando desta forma numa faixa etária que está em formação e por isso mais predisposta à aprendizagem, esta iniciativa remeterá um conjunto de práticas que, com certeza, serão interiorizadas por todos e com reflexos futuros.
Por Unknown | terça-feira, 10 de janeiro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A Associação S.O.S. Rio Paiva está preocupada com a deficiente fiscalização das descargas poluentes efectuadas no Rio Paiva e com as falhas no funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais que provocam problemas sérios de poluição no rio e na saúde pública da populações, por isso está a promover uma petição para levar o assunto à discussão na Assembleia da República.

O Rio Paiva é um dos mais bem conservados rios da Europa e actualmente um destino de eleição para os amantes do turismo de Natureza. Infelizmente, nos últimos anos tem sido alvo de crimes ambientais graves, nomeadamente descargas poluentes esporádicas no seu leito e nos afluentes, com origem em algumas indústrias (pecuárias e outras), bem como em algumas Estações de Tratamento de Águas Residuais localizadas nos concelhos de Castro Daire e Vila Nova de Paiva, conforme já foi comprovado pela S.O.S. Rio Paiva e pelas próprias autoridades.

A associação reconhece o trabalho meritório de algumas autarquias e do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR (SEPNA) com quem tem desenvolvido um trabalho de cooperação, mas constata que a fiscalização do cumprimento das normas de funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais está muito longe da realidade no terreno e coloca em risco o cumprimento da Directiva Quadro da Água (Directiva 2000/60/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Outubro de 2000).

A associação não esconde a sua desconfiança e preocupação pelo facto dos resultados das análises aos efluentes de algumas ETAR do vale do Paiva não corresponderem à realidade que verificamos no terreno, principalmente no Verão com o aumento significativo da população residente e o consequente aumento das águas residuais. Um dos mais recentes casos aconteceu em 22 de agosto de 2015 quando a S.O.S. Rio Paiva verificou a descarga de esgotos sem tratamento no Rio Paiva com origem na ETAR de Vila Nova de Paiva (ver anexos). A situação foi devidamente documentada e denunciada às autoridades, mas quando estas chegaram ao local a ETAR já se encontrava a funcionar normalmente. A informação prestada pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente) refere ainda que os valores na amostragem composta efectuada mensalmente à ETAR se encontravam normais o que não corresponde à realidade verificada por nós e pela população local.

O facto do Rio Paiva percorrer dois Distritos (Aveiro e Viseu) realça o problema da organização territorial do nosso país, tornando-se por vezes difícil determinar quais os organismos que têm a seu cargo a supervisão do território, além das distâncias que têm que percorrer para verificar as ocorrências denunciadas, fazendo com que, algumas vezes, quando as autoridades chegam ao local, os vestígios das descargas já não sejam visíveis.

O objectivo da petição "Fim das descargas poluentes no Rio Paiva" é conseguir o número suficiente de assinaturas para levar o problema a discussão na Assembleia da República.

Entre outras medidas defendemos:
Reforço dos meios de fiscalização e do SEPNA;
Redimensionamento das ETAR tendo em conta a população residente durante os meses de Verão;
Análises da água nas zonas balneares e aos efluentes das ETAR realizadas em dias aleatórios;
Desenvolvimento de um projecto de estudo, monitorização e aperfeiçoamento da fiscalização e tratamento das águas residuais no vale do Paiva com base na Directiva Quadro da Água.

Por Unknown | quinta-feira, 15 de dezembro de 2016 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
A ideia foi desenvolvida numa tese de mestrado por uma aluna da UTAD e o projeto foi já foi premiado pela empresa ValorFito e selecionado numa candidatura ao Programa COHiTEC do presente ano.

Alexandra Rebelo, aluna de Engenharia Mecânica da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD), sob a coordenação das docentes e investigadoras da UTAD, Paula Luísa Braga da Silva e Guilhermina Marques, defendeu recentemente a tese de mestrado intitulada “Caracterização e desenvolvimento da produção de um compósito de origem natural”.

O trabalho de investigação consistiu no desenvolvimento e caracterização de um compósito de origem natural – “polímero verde” – com várias potenciais aplicações, entre as quais, embalagens biodegradáveis, como alternativa ecológica ao esferovite (poliestireno expandido, EPS), contribuindo para a redução dos impactos ambientais destes materiais e redução das emissões de CO2.

O objetivo do trabalho foi desenvolver um biopolímero totalmente biodegradável à base de resíduos agrícolas e florestais colonizados por fungos. No estudo foram comparadas três espécies de fungos e diferentes combinações de resíduos para a otimização das características mecânicas do produto.

“Os fungos possuem quitina na sua constituição, proporcionando rigidez ao material, pelo que o biocompósito desenvolvido poderá ser utilizado na produção de embalagens absorventes ao choque, proteção de taludes e vasos para reflorestação”, explica Alexandra Rebelo.

A orientadoras do trabalho Guilhermina Marques e Paula Silva evidenciam “o valor deste tipo de trabalhos que trazem novas ideias aliadas à evolução tecnológica e que utilizam materiais mais amigos do ambiente”.

A empresa Valorfito premiou já este projeto inovador que foi também selecionado numa candidatura ao programa COHiTEC, em março do corrente ano, e que visa apoiar a valorização do conhecimento produzido e instituições nacionais de I&D e desenvolver competências dos participantes na área do empreendedorismo.

As investigadoras esperam agora que o produto desenvolvido possa chegar ao mercado, já que o seu potencial foi já reconhecido por entidades ligadas às áreas da reflorestação e das plantas ornamentais.
Por Unknown | sexta-feira, 4 de novembro de 2016 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Desde que a presença da Vespa Asiática (Vespa Velutina) foi detetada em Baião, no último semestre de 2015, foram destruídos 26 ninhos no concelho. Os ninhos foram detetados por todo o concelho, com especial incidência nas zonas ribeirinhas.

A Vespa Asiática não é considerada mais perigosa para o ser humano do que a Vespa Europeia (Vespa Crabro), contudo é predadora da Abelha de Mel Europeia, podendo provocar prejuízos económicos à atividade apícola e danos ao nível da biodiversidade.

O combate à proliferação desta espécie no nosso concelho tem sido feito por elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil através de um processo de incineração.

COMUNICAR AVISTAMENTOS

Todos os avistamentos de Vespa Asiática ou de ninhos (mesmo em caso de dúvida) devem ser comunicados através das seguintes formas:

Comunicação ao Serviço Municipal de Proteção Civil de Baião pelo email com@cm-baiao.pt ou pelos números 255540500, 939994094, 939998036 e 939998039.

Registo georreferenciado na Plataforma SOS VESPA (http://www.sosvespa.pt), sempre que possível acompanhado de fotografias;

Ligação para a Linha SOS AMBIENTE através do nº 808 200 520;

Comunicação à Junta de Freguesia da área de residência.

Após efetuado o registo/comunicação, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Baião procederá ao despiste/confirmação do avistamento da Vespa Asiática. A destruição dos ninhos será depois efetuada mediante as seguintes prioridades:

Ninhos situados na proximidade de grupos de pessoas mais frágeis (idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida).

Ninhos localizados em áreas residenciais.

Restantes casos.

COMO IDENTIFICAR A VESPA ASIÁTICA

A Vespa Asiática apresenta um comprimento médio de cerca de 2,5 cm e distingue-se de outras espécies de vespa habituais no nosso país pelo facto de possuir a face e as pontas das patas amarelas, o tórax escuro, e o abdómen também escuro com uma fina faixa amarela e apenas um segmento amarelo (o penúltimo).

Os seus ninhos têm uma forma redonda ou em pêra, apresentam abertura lateral e podem atingir 1 metro de altura e cerca de 50-80 cm de diâmetro.
Por Unknown | quinta-feira, 2 de julho de 2015 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
Sendo os bivalves organismos que se alimentam por filtração, o que em ambientes de águas poluídas constitui um sério perigo para a saúde pública, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizou um estudo, em colaboração com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), para avaliação dos riscos que ocorrem numa zona de produção destes moluscos na região do estuário do rio Mondego.

Este estudo, coordenado pela docente e investigadora da UTAD, Alexandra Esteves, e pela investigadora do IPMA, Sónia Pedro, deu lugar a uma tese de mestrado em Medicina Veterinária, de Vera Mónica Monteiro Ferreira, intitulada “Fontes de poluição do Estuário do Mondego: condicionantes para a aquacultura”, que procurou avaliar os teores e a variação da contaminação microbiológica dos bivalves existentes nas duas zonas de produção daquele estuário e o risco sanitário dos bivalves aí capturados.

O trabalho de campo baseou-se na identificação georreferenciada dos bancos de moluscos bivalves, identificação de fontes de poluição bem como recolha de amostras em vários bancos de bivalves no Braço Norte e Braço Sul do Estuário. Como resultado, verificaram-se valores superiores de indicadores fecais (Escherichia coli) no Braço Sul relativamente ao Braço Norte justificando-se pelo ponto de descarga de uma ETAR nesta mesma zona, bem como devido à sua hidrodinâmica que leva a tempos de residência muito elevados para a manutenção do ecossistema.

Como recomendações deste estudo, “a produção destas espécies de moluscos junto às fontes de poluição deveria ser repensada ou estabelecida uma distância mínima entre estas e as zonas de produção, de forma a evitar a produção de bivalves em zonas contendo uma elevada contaminação bacteriológica onde estes animais são colhidos, mas apenas colocados no mercado para consumo humano após afinação prolongada ou transformação”. Nos meses em que temperatura da água é mais elevada – conclui ainda a investigação –, “é recomendável a refrigeração rápida dos bivalves capturados, de modo a minimizar a multiplicação de bactérias pertencentes ao género Vibrio, e potencialmente patogénicas para o Homem”.

Tendo-se verificado ainda que apesar dos cuidados das ETAR’s os valores de indicadores fecais apresentados são muito elevados, o estudo recomenda também “a criação de um emissário próximo da costa de forma a controlar ou mesmo erradicar as descargas das ETAR nas zonas de produção de moluscos bivalves”.

Entre os riscos maiores que o consumo de bivalves representa, as investigadoras acentuam que, o facto de se alimentarem por filtração, pode gerar a acumulação nos seus tecidos de bactérias e vírus patogénicos que podem ocorrer nas águas das zonas de produção, tendo como origem principal esgotos urbanos não tratados ou com tratamento insuficiente. O consumo de organismos crus ou insuficientemente cozinhados, colhidos em zonas de águas contaminadas, pode causar doenças como gastroenterites e ainda levar a surtos de doenças infeciosas.