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Por Unknown | quarta-feira, 28 de junho de 2017 | Publicado em , , , , , , | Com 0 comentários
O Pinking teve origem num trabalho de investigação de mestrado em Enologia, tem pedido de patente registada e vai ser lançado pela Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo a 7 de julho.

O que se pensou inicialmente ser um “defeito” de produção, afinal deu origem a uma “nova categoria de vinho única no mundo”. Quem afirma é Jenny Silva, enóloga da Adega Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo que, em 2014, como estudante de mestrado de Enologia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), identificou o fenómeno Pinking em conjunto com Fernando Nunes e Fernanda Cosme, docentes e investigadores do Centro de Química da UTAD. Identificada a origem deste fenómeno, este tem já um pedido de patente nacional e internacional.

Pinking, “defeito” historicamente conhecido pelo processo de “aparecimento de uma cor rosa-salmão em vinhos produzidos exclusivamente de uvas de castas brancas”, é um processo natural e está “relacionado com as condições climáticas, nomeadamente a temperatura média dos dez primeiros dias do mês de outubro, processo coincidente com o final de maturação das uvas brancas nesta região”. É precisamente estas condições que tornam esta categoria de vinho “tão rara e passível de não poder ser produzida todos os anos, já que em caso de temperaturas médias altas, ou pluviosidade neste período, o fenómeno não ocorre ou ocorre em menor escala, sublinha o investigador da UTAD, Fernando Nunes.

A criação desta nova categoria de vinho, que adotou o nome do fenómeno, vai ser lançada a 7 de julho pela Adega Cooperativa Figueira de Castelo Rodrigo que, entretanto, adquiriu a patente à UTAD e tem como enóloga responsável Jenny Silva, a antiga estudante da UTAD. O vinho Castelo Rodrigo Pinking 2016 é um DOC, exclusivamente vinificado a partir da casta branca Síria, a casta de eleição na Região Demarcada da Beira Interior, apresentando “aroma frutado e boca equilibrada com final harmonioso”.

“As vantagens da criação deste novo vinho são muitas, sobretudo para a Adega”, afirma o seu diretor, António Madeira, que, confrontada com um problema comum na sua região, a cor rosada do vinho branco, cujo tratamento implicava um processo de estabilização associado a elevados custos, deu “luz verde” à UTAD para estudar e identificar a base desta instabilidade.

O processo está descrito e publicado na prestigiada revista científica internacional Journal of Agricultural and Food Chemistry, disponível em http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/jf500825h com o título “Origin of the Pinking Phenomenon of White Wines”, e despertou já o interesse de produtores italianos, confrontados com o mesmo problema, frisa o investigador. “No fundo transformámos um defeito numa nova categoria de vinhos, que irá para o mercado a par dos Brancos, Tintos e Rosés”, explica a enóloga.

O resultado está à vista e vai ser dado a conhecer ao mundo já em julho em Figueira de Castelo Rodrigo.

Por Unknown | terça-feira, 10 de janeiro de 2017 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) propõe uma verdadeira revolução na floresta portuguesa, alicerçada em conhecimento técnico-científico, para acabar com “a inércia a que se tem assistido das entidades responsáveis pela gestão e ordenamento do espaço florestal”.

Este é o mote de um debate que a UTAD, em conjunto com a Ordem dos Engenheiros, vai lançar a 13 de janeiro, pelas 15h30, no auditório dos Blocos Laboratoriais, para o qual foi convidado o Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, e onde intervirão especialistas reconhecidos como Armando Carvalho (Baladi), Rosário Alves (Forestis), Paulo Castro (Acréscimo) João Bento (investigador) e Luís Lopes (Associação de Florestais da UTAD). Este debate insere-se na discussão pública aberta pelo governo até ao próximo dia 31 de janeiro, a fim de preparar um conjunto de medidas legislativas a que chamou “A Reforma da Floresta” com as quais procura responder aos grandes desafios da floresta portuguesa.

A UTAD está assim apostada em quebrar “com as receitas e soluções que já provaram não serem as mais adequadas”, refere a propósito Rui Cortes, docente e investigador do Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista, indo ao encontro do interesse do governo “assumido já quando da realização dum Conselho de Ministros dedicado inteiramente à política florestal, impulsionado pelos dramáticos fogos florestais do último verão, que conduziram a uma área ardida idêntica à totalizada em todos os países europeus”.

Em debate na UTAD estarão, pois, entre outros, os aspetos mais significativos que se prendem com a política florestal, designadamente o aproveitamento da biomassa florestal, o fogo controlado e a redução do risco de incêndio, o cadastro, o banco de terras, os incentivos ao ordenamento florestal através das Sociedades de Gestão Florestal e a promoção de novas Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), além dos procedimentos legais para ações de arborização e rearborização.

“Do ponto de vista económico – lembra Rui Cortes, – a floresta em Portugal ocupa uma posição ímpar no contexto europeu, representando a fileira respetiva cerca de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) e em relação ao VAB (Valor Acrescentado Bruto) nacional aproxima-se dos 4 milhares de milhões de euros. Além do mais envolve cerca de 95 mil postos de trabalho diretos, além de remunerar quase 400 mil proprietários. Toda esta riqueza está em perigo, pondo em causa ainda a importante função da floresta na biodiversidade e na conservação do solo e da água. O atual quadro dramático da floresta nacional surge pela conjugação de diversos fatores que vão muito além dos incêndios de verão que alarmam as nossas populações e que incentivam os sucessivos governos a lançar mais medidas e legislação direcionada principalmente para o combate de incêndios”.
Por Unknown | terça-feira, 3 de janeiro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
Um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) traz a lume lugares de memória e testemunhos de antigos contrabandistas da aldeia raiana de Tourém, no concelho de Montalegre, com vista a implementar um processo de patrimonialização de uma rota do contrabando naquele território.

Trata-se de um estudo documental, realizado pelo jovem investigador Hugo Carvalho dos Santos, no âmbito do seu mestrado em Comunicação e Multimédia e com a orientação dos docentes Emanuel Peres Correia e Leonel de Castro, que propõe uma reflexão sobre o futuro da fronteira potenciando a memória dos lugares, hoje em vias de desertificação, retratando as pessoas que, em épocas diferentes, participaram nesta atividade clandestina, bem como os percursos, maioritariamente isolados e abrigados, utilizados para o contrabando.

Com cerca de uma centena e meia de habitantes, ninguém esconde o passado da localidade ligado ao contrabando, não só de produtos e animais, mas também de pessoas que tentavam, “a salto”, atravessar a fronteira e emigrar para outros países. Com o poder central demasiado longe e durante séculos votada ao esquecimento, a povoação criou laços e métodos próprios de ligação no comércio com o outro lado da fronteira, havendo uma convivência muito próxima entre povos, que por vezes ia contra a inimizade e mesmo a guerra entre os países.

O contrabando fazia-se com o café para lá e o bacalhau para cá, mas também petróleo, lingotes de cobre, chumbo, gasóleo, cabeças de gado, vinho e outros bens. Havia códigos de ética entre contrabandistas e códigos estratégicos para enganar as autoridades. “O vinho de Espanha era ruim, mas era barato”, testemunha um dos antigos contrabandistas, que em pequeno, antes das aulas, ia ao vinho ao outro lado da raia. Num desses dias foi apanhado e preso pelos guardas com um garrafão de vinho com quatro litros. A sua mãe teve de pagar 450 escudos para o libertarem, o que “naquele tempo valia quase tanto como um bezerro”, recorda. E o vinho ainda ficaram os guardas com ele. “Nessa altura tudo comia – refere um dos testemunhos. – Os guardas também comiam. Eles ganhavam mais do que nós. Os maiores contrabandistas eram eles. Comiam bem. Quando deixavam passar um, já tinham comido dois”.

Rico de memórias de miséria e sofrimento, de histórias humanas vividas por um povo que lutava como podia para sobreviver em terras isoladas, este trabalho propõe constituir-se como “um documento que ajude na preservação e patrimonialização da memória do contrabando e da fronteira de Tourém”. Enriquecido com muitas imagens de pessoas e lugares, a rota de contrabando proposta apresenta-se como repositório da memória de uma clandestinidade corajosa com imensos registos, não apenas os ligados ao contrabando, mas também as histórias de pessoas e lugares que auxiliavam a emigração “a salto” e que acolhiam galegos fugidos à ditadura franquista. Nesta mesma rota, realça-se ainda o reconhecimento popular da capela de S. Lourenço que a tradição consagrou como padroeiro dos contrabandistas, uma vez que era junto dela que sucediam muitas das operações clandestinas, na crença de que o santo as auxiliava.
Por Unknown | terça-feira, 27 de dezembro de 2016 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
Macacos, leopardos, ursos, tigres e outros animais exóticos e selvagens em cativeiro estão a ser alvo de estudos pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) com vista à avaliação do seu grau de bem-estar nos espaços em que sobrevivem ou estão expostos.

Uma grande parte destes animais encontra-se em Zoos, que deixaram de estar centrados no público e no espetáculo, passando a estar focados na investigação científica, proteção das espécies e educação ambiental. Daí que em Portugal, um grande número de Parques Zoológicos (Jardins Zoológicos, Parques Biológicos, etc.) já tem protocolos firmados com a UTAD, recebendo alunos que aí vão fazer estágios de fim de licenciatura e trabalhos de mestrado e doutoramento. Para além disso, a UTAD através dos seus docentes e investigadores tem participado em trabalhos de investigação científica por forma a aumentar o conhecimento sobre este tipo de animais. Entre as parcerias com a UTAD são de salientar as com o Zoo da Maia, Zoo de Lourosa, Zoo de Santo Inácio, Parque Biológico de Gaia, existindo ainda colaborações pontuais com o Parque Biológico de Vinhais, Oceanário, Jardim Zoológico de Lisboa, Badoca Safari Park e Zoomarine.

Nos anos mais recentes, e só no Zoo da Maia, foram efetuados trabalhos que permitiram levar a cabo vários trabalhos finais de licenciatura em que foram estudados macacos (Macaco-verde, Chlorocebus aethiops), leopardos (Panthera pardus) e Lémures Preto-e-Branco de Colar (Varecia variegata). Esta parceria permitiu também a execução de trabalhos que possibilitaram a conclusão de dissertações de mestrado, tendo sido estudados ursos (Ursus arctus) e tigres (Panthera tigris). A própria Comissão Científica do Zoo da Maia é composta por dois docentes da UTAD, José Júlio Martins e José Manuel Almeida.

Segundo José Júlio Martins, um dos investigadores UTAD que coordena estes trabalhos, têm vindo a ser estudados “os comportamentos dos animais com intenção não só de os caracterizar, mas também, por comparação com aquilo que se sabe do seu comportamento natural, para avaliar acerca da forma como estão a exibir ou não os seus comportamentos característicos”. Esta informação – reconhece o mesmo investigador – “permite avaliar o seu grau de bem-estar, bem como obter informações que serão utilizadas para aferir da adequação do alojamento ao animal e propor medidas que tendam a melhorar o recinto ou a forma como o animal interage com este, por forma a, mais uma vez, melhorar o seu bem-estar”.

Nesta perspetiva, enquadra-se o trabalho com os tigres no Zoo da Maia, que conduziu ao mestrado de Marta Sofia Teixeira e que permitiu “recolher informação e propor alterações que pensámos irão diminuir a exibição de comportamentos indiciadores de mal-estar, tais como os comportamentos estereotipados, dos quais o mais relevante é o pacing, comportamento em que o animal se movimenta continuamente, num sentido e noutro, num trajeto mais ou menos curto”.
Por Unknown | terça-feira, 20 de dezembro de 2016 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) acaba de criar um dispositivo eletrónico que, ligado a um telemóvel, permitirá aos automobilistas conhecerem, na hora, a sua taxa de alcoolemia. O condutor apenas terá de soprar para um sensor ligado por Bluetooth a um Smartphone, dotado de uma aplicação que lhe dará tal indicação.

Este trabalho, desenvolvido no Departamento de Engenharias da UTAD, no âmbito do mestrado em engenharia eletrotécnica e de computadores realizado por Ana Patrícia Queirós Gomes, sob a orientação dos investigadores Lio Fidalgo Gonçalves e Raul Morais dos Santos, apresenta um alcoolímetro smartwatch wearable complementado por uma aplicação móvel que possibilita a rápida e fácil estimativa da taxa de alcoolemia por analogia à quantidade de álcool detetado na respiração. O sistema final mostrou resultados bastante consistentes e proporcionais, cuja precisão foi confirmada através da sua comparação com o aparelho atualmente utilizado pelo comando da Polícia de Segurança Pública de Vila Real.

Os responsáveis por este trabalho reconhecem, “não só a oportunidade de o condutor poder aferir a taxa de alcoolemia a qualquer hora com a conveniência de um dispositivo wearable, mas sobretudo a importância de, através desta monitorização, poderem resultar grandes progressos na prevenção de acidentes rodoviários”.

Pretende-se que este sistema – refere o mesmo estudo – “seja portátil, de fácil manuseamento e razoavelmente discreto de forma a ser transportado com o utilizador no seu dia-a-dia permitindo um cómodo acompanhamento e controlo daquele que poderá ser um problema de saúde ou apenas uma situação esporádica. O sistema proposto deverá ser capaz de, em primeiro lugar, recolher amostras de sopro, processá-las e apresentar os resultados num curto espaço de tempo. O dispositivo hardware será acompanhado por uma aplicação Android que permitirá o registo de resultados de forma discreta. Desta forma, pretende-se que o sistema proposto represente um passo em frente, embora ainda pequeno, no combate à mortalidade associada aos acidentes rodoviários, bem como à doença que representa o alcoolismo que faz parte da nossa realidade”
Por Unknown | sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
O processo inovador foi desenvolvido por um doutorando da UTAD numa startup tecnológica incubada nesta Universidade.

Um cágado de 23 anos de idade, vítima de acidente rodoviário do qual resultou uma fratura parcial na carapaça, foi sujeito a uma intervenção cirúrgica de reconstrução no Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (HVUTAD), com vista à colocação de um implante de proteção impresso em 3D.

“O animal atropelado fez uma fratura na carapaça com necrose do tecido ósseo que acabou por deixar um defeito longo e que vai precisar de pelo menos dois anos para regenerar o tecido” explica Roberto Sargo, médico do Hospital Veterinário da UTAD e responsável pela intervenção cirúrgica.

Este tipo de defeito apresenta geralmente um período de cicatrização longo, impedindo o animal de ter acesso à água, e também ao seu comportamento normal de alimentação e higiene. Com vista a acelerar o regresso do animal a uma vida “normal”, foi idealizada uma forma de encerrar a carapaça sem atrasar o processo de cicatrização da mesma.

Perante as dificuldades perspetivadas no uso de técnicas médico-cirúrgicas convencionais foi pensada uma abordagem clínica inovadora, onde a partir de uma tomografia computadorizada do animal, exame imagiológico bidimensional e do software criado pela start-up NewMedTech, foi concebido um modelo tridimensional. Com base neste modelo 3D foi realizado um “estudo pré-cirúrgico virtual rigoroso”, cujo recurso a modelação 3D avançada que possibilitou a criação de um implante personalizado o qual encaixou “micrometricamente” na carapaça deste animal.

“Conseguimos produzir um pequeno protótipo impresso, recorrendo à tecnologia de impressão 3D que se adaptou completamente a todas as curvaturas da carapaça. Este permitiu que a selássemos de forma hermética, através da aplicação de uma resina adaptável aos contornos das duas peças e também à temperatura ambiente”, esclarece João Pedro Bordelo, doutorando na UTAD e responsável pelo desenvolvimento da tecnologia.

Agora o animal precisa de seis meses a um ano para ter uma película rígida o suficiente, e também impermeável, para o implante agora colocado poder ser retirado e este voltar a fazer uma vida normal.

“Como se trata de uma cirurgia complexa, no que toca à técnica cirúrgica, pensámos em aportar valor acrescentado à mesma, através da tecnologia de impressão 3D que nos possibilitou a obtenção do protótipo físico da região anatómica a intervencionar, proporcionando teste de alguns procedimentos cirúrgicos, sempre com vista à redução do risco cirúrgico implícito e duração do período anestésico”, salienta Roberto Sargo do HVUTAD.

João Pedro Bordelo idealizou e desenvolveu o software de prototipagem rápida em 3D, do qual detém os direitos. Em 2014 criou a empresa NewMedTech, atualmente incubada na UTAD e que fornece “serviços tecnologicamente avançados e inovadores na área da medicina”. Segundo este jovem empreendedor, têm sido procurados por várias empresas nacionais e internacionais interessadas nos protótipos 3D e também físicos, estando a empresa em “franco desenvolvimento”.
Por Unknown | quinta-feira, 15 de dezembro de 2016 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
A ideia foi desenvolvida numa tese de mestrado por uma aluna da UTAD e o projeto foi já foi premiado pela empresa ValorFito e selecionado numa candidatura ao Programa COHiTEC do presente ano.

Alexandra Rebelo, aluna de Engenharia Mecânica da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD), sob a coordenação das docentes e investigadoras da UTAD, Paula Luísa Braga da Silva e Guilhermina Marques, defendeu recentemente a tese de mestrado intitulada “Caracterização e desenvolvimento da produção de um compósito de origem natural”.

O trabalho de investigação consistiu no desenvolvimento e caracterização de um compósito de origem natural – “polímero verde” – com várias potenciais aplicações, entre as quais, embalagens biodegradáveis, como alternativa ecológica ao esferovite (poliestireno expandido, EPS), contribuindo para a redução dos impactos ambientais destes materiais e redução das emissões de CO2.

O objetivo do trabalho foi desenvolver um biopolímero totalmente biodegradável à base de resíduos agrícolas e florestais colonizados por fungos. No estudo foram comparadas três espécies de fungos e diferentes combinações de resíduos para a otimização das características mecânicas do produto.

“Os fungos possuem quitina na sua constituição, proporcionando rigidez ao material, pelo que o biocompósito desenvolvido poderá ser utilizado na produção de embalagens absorventes ao choque, proteção de taludes e vasos para reflorestação”, explica Alexandra Rebelo.

A orientadoras do trabalho Guilhermina Marques e Paula Silva evidenciam “o valor deste tipo de trabalhos que trazem novas ideias aliadas à evolução tecnológica e que utilizam materiais mais amigos do ambiente”.

A empresa Valorfito premiou já este projeto inovador que foi também selecionado numa candidatura ao programa COHiTEC, em março do corrente ano, e que visa apoiar a valorização do conhecimento produzido e instituições nacionais de I&D e desenvolver competências dos participantes na área do empreendedorismo.

As investigadoras esperam agora que o produto desenvolvido possa chegar ao mercado, já que o seu potencial foi já reconhecido por entidades ligadas às áreas da reflorestação e das plantas ornamentais.
Por Unknown | sexta-feira, 18 de novembro de 2016 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
Este novo projeto pretende inovar na área da produção de modelos virtuais 3D de edifícios, usualmente utilizados em áreas como arquitetura e videojogos para fins de visualização de projetos de casas e preenchimento de cenários virtuais.

Telmo Adão, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), desenvolveu recentemente uma metodologia de modelação 3D com foco na produção expedita de modelos virtuais de edifícios, incluindo exteriores circunscritos por formas arbitrárias e interiores formados por polígonos convexos. O projeto foi desenvolvido em colaboração com os docentes e investigadores Luís Magalhães, da Universidade do Minho, e Emanuel Peres, da UTAD.

Como resultado da tese de doutoramento em informática, foi desenvolvida uma metodologia, em conjunto com uma aplicação, que permite “criar edifícios virtuais com polígonos de delimitação arbitrários e com divisões interiores circunscritas por um número parametrizável de paredes, para permitir alterar a forma de um quarto, por exemplo” explica Telmo Adão”.

Na base da regulação desta metodologia está uma ontologia (modelo de dados que representa um conjunto de conceitos dentro de um domínio) desenvolvida a pensar na extensão da geração a vários estilos como contemporâneo, romano, grego, etc. Adicionalmente, foi delineado e implementado um processo para a geração de edifícios em massa, para preencher cenários virtuais.

Nos métodos de modelação procedimental existentes, o normal nos trabalhos da área é a abordagem aos edifícios com plantas compostas por retângulos. “Diversos edifícios cujas plantas são compostas por diversas formas, que não só as baseadas em retângulos, casos do Complexo da Música de Paloma, (Nantes, France); Casa da Música (Porto, Portugal); entre outros, encontram-se fora do raio de alcance da modelação procedimental que, atualmente, se encontra despida de técnicas para a reprodução digital deste tipo de estruturas, de forma expedita,” acrescenta o investigador.

O problema torna-se particularmente relevante na questão do património cultural severamente danificado (ruínas), que obriga a que os investigadores e profissionais na área da história e da arqueologia recorram a processos morosos e mão-de-obra especializada para poderem propor as suas hipóteses acerca de como seriam os edifícios compostos por plantas naquelas condições morfológicas, na época em que foram construídos.

“O modelador resultante não é a cura para todos os males, mas representa um avanço efetivo na área, abrindo caminho para que, no futuro, se possa realizar a geração ou reprodução digital de edifícios completos, com plantas descritas por formas arbitrárias e com bom grau de similaridade relativamente ao real”, finaliza Telmo Adão.

Por Unknown | terça-feira, 15 de novembro de 2016 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
As equipas reitorais das universidades do consórcio UNorte.pt reuniram nas instalações da UTAD, em Vila Real, para análise da atividade conjunta desenvolvida ao longo do último semestre, bem como para perspetivar desenvolvimentos futuros face à evolução dos contextos regional, nacional e europeu.

A agenda incluiu intervenções dos responsáveis pelos diferentes grupos de trabalho em que o consórcio está organizado, nomeadamente: investigação, educação, ensino à distância e inovação e empreendedorismo. Foi também discutido o trabalho conjunto nas áreas da cultura, empregabilidade, ação social, administração e gestão e comunicação.

Foi reafirmada a importância crítica, para a Região e para o consórcio, dos projetos estratégicos de I&D preparados pelo UNorte.pt nos eixos estruturantes da estratégia regional de especialização inteligente. Esta iniciativa, apesar de ter sido articulada com o CCDR-Norte e com o Governo, tarda em ter enquadramento nos programas regionais, o que constitui motivo de forte preocupação para o consórcio. É igualmente fator de adversidade o modo como as universidades estão a ser confrontadas com alterações de regras de execução orçamental dos programas doutorais apoiados por fundos regionais.

Tanto na dimensão educativa, como na área da inovação foi verificada uma prática muito significativa de partilha entre as três instituições, não só em ações de formação pedagógica para pessoal docente, como na participação conjunta no projeto UNorte Inova, recentemente aprovado.
Igualmente, as universidades do consórcio têm avançado conjuntamente no desenvolvimento e partilha de boas práticas de modernização administrativa, no sentido da desmaterialização e simplificação de processos, nomeadamente no âmbito de projetos SAMA.

Analogamente, também tem progredido a articulação dos três Serviços de Ação Social, particularmente em processos operacionais e de qualidade, alguns dos quais têm sido alvo de candidaturas a programas nacionais e europeus.

No final da reunião os três reitores congratularam-se com os resultados conseguidos e reiteraram o seu compromisso com os objetivos e desenvolvimento deste consórcio.

No sentido do aprofundamento desta dinâmica e da sua maior articulação com outros atores do desenvolvimento regional, o consórcio irá organizar um ciclo e conferências para analisar os desafios com que a Região se confronta num complexo contexto de mudança e sobre o papel central do conhecimento, da ciência e da educação, neste contexto.

Foi também decidido organizar um evento comemorativo do segundo aniversário da criação do Consórcio, cujos detalhes serão divulgados oportunamente.
Por Unknown | quinta-feira, 3 de novembro de 2016 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
Um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), da Universidad Politécnica de Madrid (UPM) e do Institut National de la Recherche Agronomique (INRA) concluiu que há variedades de trigo modernas, fruto do melhoramento genético, com cerca de sete vezes menos toxicidade para os doentes celíacos que outras.

As conclusões resultam da tese de doutoramento do investigador José Miguel Ribeiro, orientada pelos docentes e investigadores da UTAD Gilberto Igrejas, Fernando Nunes e Marta Rodriguez-Quijano da Universidad Politécnica de Madrid.

“Os resultados da investigação indicam que, para além do potencial genético que o trigo encerra, as práticas de melhoramento desta cultura - que procuram desenvolver variedades de trigo com melhores índices de qualidade - não contribuem para o aumento da toxicidade destas variedades”, explica o investigador José Miguel Ribeiro.

Cai assim por terra uma das hipóteses que se pensava ter contribuído para o aumento da prevalência da doença celíaca na população humana, na qual se supunha que o “melhoramento do trigo era a causa do aumento da prevalência da doença”.

As conclusões apontam para que “estas variedades podem não ter contribuído para a prevalência da doença celíaca, nos últimos 50 anos”, acrescenta Gilberto Igrejas, docente da UTAD e investigador da UCIBIO-REQUIMTE, um dos orientadores deste trabalho de doutoramento.

Uma segunda fase deste projeto procurou desenvolver novas tecnologias de destoxificação do glúten, com vista à obtenção de produtos baseados no trigo não envolvendo OGM (organismos geneticamente modificados), potencialmente hipoalergénicos para os doentes celíacos.

Através da quitosana, um ingrediente natural com características biocompatíveis e biodegradáveis, foi desenvolvida uma tecnologia com capacidade para reduzir a carga tóxica do glúten para os celíacos, sem prejuízo para a funcionalidade tecnológica dos produtos, permitindo a continuidade de transformação em pão, bolos, massas, pizzas, entre outros produtos alimentares.

Esta tecnologia tem um pedido de patente submetido e poderá abrir caminho para o desenvolvimento de produtos baseados no trigo potencialmente hipoalergénicos para doentes celíacos.

O trigo é um dos principais cereais usados na alimentação do Homem e representa uma importante fonte de proteínas e energia na dieta humana. O glúten está presente em variados produtos alimentares, sendo que há pelo menos dez mil anos que consumimos trigo e o glúten que este contém.

No entanto, para pessoas com doença celíaca, a exposição ao glúten pode desencadear uma reação imunitária ao nível do intestino que causa prejuízo na absorção dos nutrientes. A doença atinge praticamente 1% das populações em todas as sociedades ocidentais.

“Este trabalho de investigação toma assim uma importância social acrescida já que aporta uma nova esperança aos doentes celíacos no sentido de ultrapassarem uma das suas maiores limitações – viver com alimentos sem glúten – e permitindo-lhes um aumento da qualidade de vida e integração social” conclui José Miguel Ribeiro.
Por Unknown | segunda-feira, 31 de outubro de 2016 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
Um estudo recente conduzido por um grupo de investigadores internacionais Global Forest Biodiversity Initiative, que apresenta conclusões sobre a relação entre biodiversidade existente nas florestas e a produtividade desses ecossistemas, foi publicado no passado dia 13 de Outubro na revista Science, uma das mais prestigiadas revistas científicas a nível mundial (fator de impacto de 34,6).

O investigador do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), Helder Viana, é um dos autores do artigo intitulado: Positive biodiversity-productivity relationship predominant in global forests, resultado do estudo liderado por Jingjing Liang, da Universidade da Virgínia Ocidental, nos EUA, que envolveu 85 investigadores, e onde analisaram dados de 777 mil parcelas de florestas de 44 países, em todos os continentes, da Amazónia ao Nepal, da Califórnia ao Congo. No total, foram 30 milhões de árvores inventariadas, de 8.737 espécies diferentes.

O conhecimento do papel da biodiversidade na produtividade é fundamental para a compreensão da crise de extinção global e dos seus impactos no funcionamento dos ecossistemas naturais. Com um melhor entendimento da relação entre biodiversidade e produtividade dos ecossistemas, é possível estimar quais poderão ser os impactos da perda de espécies no provimento de produtos e serviços pelas florestas do planeta.

“Os resultados mostraram uma relação positiva, direta, entre a riqueza de espécies de um ecossistema florestal e a capacidade produtiva do mesmo, indicando que a perda de biodiversidade contínua resultará num declínio da produtividade florestal em todo o mundo”, explica Helder Viana.
Neste estudo constata-se que a relação Biodiversidade/Produtividade apresenta uma variação geoespacial considerável em todo o mundo. A mesma percentagem de perda de biodiversidade levaria a um maior (ou seja, percentual) declínio relativo da produtividade nas florestas boreais da América do Norte, Nordeste da Europa, Sibéria Central, Este Asiático e regiões dispersas do Sul da África, África Central e do Sul da Ásia Central. No entanto, na Amazónia, África Ocidental e Sudeste, Sul da China, Myanmar, Nepal e do arquipélago Malaio, o mesmo percentual de perda de biodiversidade levaria a uma maior declínio absoluto da produtividade.

As conclusões do artigo apontam para o efeito negativo da perda de biodiversidade na produtividade florestal, e os potenciais efeitos benéficos da transição da monocultura para as culturas mistas, que têm vindo a ser promovidas na Europa. Adicionalmente, o estudo conclui que, o número de espécies influi no percentual de absorção de dióxido de carbono da atmosfera. Quanto mais as florestas perdem espécies, menos conseguem fixar carbono. Uma estimativa apresentada considera que se ocorresse uma hipotética extinção de 25% das espécies de árvores no mundo inteiro, isso provocaria uma redução de 7,2% da captação total de carbono.

O valor económico da biodiversidade na manutenção da produtividade florestal global, estimado pelo estudo, ronda os 500 mil milhões US$, mais de cinco vezes superiores ao que custaria para implantar um programa efetivo de conservação de todos os ecossistemas florestais do planeta. Em consequência, os autores destacam a necessidade de redefinir o valor da biodiversidade nas tomadas de decisão e reavaliar as estratégias de gestão e as prioridades de conservação a nível global. Artigo disponível em: http://science.sciencemag.org/content/354/6309/aaf8957
Por Unknown | quarta-feira, 3 de junho de 2015 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
O Município do Marco de Canaveses vai acolher, no próximo fim-de-semana, 6 e 7 de Junho, na Alameda Dr. Miranda da Rocha (junto à Câmara Municipal), a exposição itinerante “Champimóvel: O Futuro da Ciência”, da Fundação Champalimaud.

Trata-se de uma exposição interactiva, que visa divulgar a investigação científica biomédica junto dos mais novos e captá-los para o mundo da ciência e da investigação, descobrindo talentos neste domínio.

Este projecto, apoiado pelo Ministério da Educação, propõe uma viagem em 4D através do corpo humano, num simulador móvel em forma de cápsula, durante a qual o visitante pode testemunhar os problemas mais relevantes e mais contemporâneos da ciência médica, tais como células estaminais, as nanotecnologias, o ADN e a terapia genética.

O equipamento vai estar instalado na Alameda Dr. Miranda da Rocha (junto à Câmara Municipal), promovendo várias sessões diárias, sábado das 10h00 às 17h30, e domingo das 10h00 às 15h45.
A participação nesta exposição interactiva é gratuita, contudo os interessados devem dirigir-se ao Champimóvel e consultar os diferentes horários das sessões para efectuar a marcação.

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente e do Encontro Municipal Eco-Escolas, a Câmara Municipal promove a realização de diversas iniciativas lúdico-pedagógicas, dirigidas essencialmente à comunidade educativa concelhia, e também ao público em geral, através de workshops sobre temáticas ambientais e desta experiência interactiva. Experiência essa que estará também disponível durante o próximo fim-de-semana, no centro da cidade, para que todas as pessoas possam usufruir desta viagem pelo “Futuro da Ciência”.




Horários Champimóvel:

Sábado – 6 de Junho:

Sessão          Recepção dos grupos    Filme    
1ª – 10:00    10:00 – 10:15                10:15 – 10:40
2ª – 10:35    10:35 – 10:50                10:50 – 11:15
3ª – 11:10    11:10 – 11:25                11:25 – 11:50
4ª – 11:45    11:45 – 12:00                12:00 – 12:25
5ª – 12:20    12:20 – 12:35                12:35 – 13:00

Almoço 13:00 – 14:30

6ª – 14:30       14:30 – 14:45       14:45 – 15:10
7ª – 15:05       15:05 – 15:20       15:20 – 15:45
8ª – 15:40       15:40 – 15:55       15:55 – 16:20
9ª – 16:15       16:15 – 16:30       16:30 – 16:55
10ª – 16:50     16:50 – 17:05       17:05 – 17:30
11ª – 17:25     17:25 – 17:40       17:40 – 18:05



Domingo – 7 de Junho:

Sessão            Recepção dos grupos     Filme    
1ª – 10:00      10:00 – 10:15                   10:15 – 10:40
2ª – 10:35      10:35 – 10:50                   10:50 – 11:15
3ª – 11:10      11:10 – 11:25                   11:25 – 11:50
4ª – 11:45      11:45 – 12:00                   12:00 – 12:25
5ª – 12:20      12:20 – 12:35                   12:35 – 13:00

Almoço 13:00 – 14:30

6ª – 14:30       14:30 – 14:45                 14:45 – 15:10
7ª – 15:05       15:05 – 15:20                 15:20 – 15:45
8ª – 15:40       15:40 – 15:55                 15:55 – 16:20