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Por Unknown | segunda-feira, 30 de julho de 2018 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
O Comando Territorial de Viseu, através do Posto Territorial de Resende, nos passados dias 24 e 27 de julho, deteve homem com 50 anos e constituiu arguidos outros dois, com 35 e 43 anos idade, por posse ilegal de armas, no Concelho de Resende.

No âmbito de uma investigação por crime de ameaças com recurso a armas de fogo, que decorria há quatro meses, foram cumpridos seis mandados de busca domiciliária e seis a veículos, tendo sido apreendidos os seguintes artigos:
Quatro caçadeiras;
Uma carabina;
Duas pistolas alarme;
Uma carabina de ar comprimido;
295 Munições de diversos calibres;
Uma moca  em madeira;

O indivíduo detido foi constituído arguido e sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência.


Por Unknown | sexta-feira, 3 de novembro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
Foi no passado dia 28 de outubro que decorreu a 8.ª reabertura do ano académico da Universidade Sénior de Resende (USR). Este dia foi marcado por mais um magnífico momento musical interpretado pela Fadista Paula Ferreira, acompanhada na guitarra portuguesa por António Vintém e na viola de fado por Osvaldo Magalhães e ainda a surpresa do formando fadista Sr. António Paulo. Seguiu-se a apresentação do Plano Anual de Atividades pela Diretora da USR, Anabela Oliveira, e terminou, como já tem sido habitual, com um Magusto-Convívio, recheado de petiscos e doces que os próprios alunos se disponibilizam todos os anos a trazer para a mesa.

Neste novo ano académico, é mantido o registo do ano anterior, onde se incluem aulas práticas, atividades potenciadoras de interatividade, de partilha e de novas experiências, sendo sempre tudo preparado a pensar nos interesses dos formandos. Por isso, no nosso Plano de Atividades e horário letivo, incluem-se: disciplinas, tais como, pilates, boccia, teatro e animação; workshops e palestras temáticas,  nos quais vão ser debatidos temas relacionados com o mudo atual, autores de Resende, psicologia, saúde e apoio humanitário; visitas de estudo e passeios, através dos quais a USR  prioriza o Património Cultural da região  e procura despertar  a sensibilidade cultural, a gastronomia e o convívio, sendo exemplo disso, o planeamento de um cruzeiro das seis pontes que unem as margens das cidades do Porto e Gaia, de uma visita à estação arqueológica de Tongóbriga e de uma, já tao esperada e marcante, viagem anual.

A Diretora da USR, Anabela Oliveira, agradeceu aos músicos por mais uma vez presentearem os alunos da Universidade com uma magnifica atuação, realçou a sua satisfação pela grande adesão de alunos a esta Universidade, agradeceu penhoradamente aos professores, aos colaboradores,  aos palestrantes, aos parceiros, sublinhando que todos são voluntários e que graças a eles é que esta Universidade existe, pois só com o trabalho de todos eles é que consegue a Universidade cumprir com o seu fim último que é melhorar a qualidade de vida dos seniores.

Recordamos que a Universidade Sénior destina-se a adultos com idade igual ou superior a 50 anos, independentemente do seu nível de escolaridade e com apenas estes requisitos, continua a aguardar a inscrição e a integração de novos alunos neste próximo ano letivo 2017/2018.

Por Unknown | terça-feira, 24 de outubro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
No dia 23 de outubro de 2017, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Resende, decorreu a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos autárquicos para o quadriénio 2017-2021.

O Salão Nobre tornou-se pequeno para acolher todos os que quiseram assistir ao ato solene de instalação da Assembleia e da Câmara Municipal de Resende.

No seu discurso de tomada de posse, o Presidente da Câmara Municipal de Resende reeleito, Garcez Trindade, destacou os objetivos principais para o novo mandato “a melhoria progressiva da qualidade de vida, a criação de emprego sustentado e a promoção do desenvolvimento económico e social dos resendenses”.

Referiu que “estes objetivos estão alicerçados em estratégias que vão desde ações no setor primário, ligadas ao cultivo da cereja, às ações no setor agro-alimentar, ligadas à requalificação do matadouro municipal e ao incentivo à criação de gado de raça autóctone arouquesa, passando pela requalificação do balneário termal de Caldas de Aregos, com a construção de um hotel com restaurante e SPA e, ainda, no setor da economia social, com a adaptação do Seminário Menor de Resende em lar residencial e centro de atividades ocupacionais para deficientes mentais”.

Acrescentou, ainda, que “continuaremos a estender as redes de saneamento, distribuição de água, eletrificação pública e a requalificação da rede viária, de modo a servir o maior número de munícipes possível. Envolveremos assim, nestas ações, investidores, apoio dos quadros comunitários e recursos financeiros próprios para conseguirmos atingir estes desideratos”.

O Executivo Municipal é composto, ainda, por 3 vereadores do Partido Socialista: Sandra Pinto, Maria José Dias e Amadeu Vasconcelos. Jaime Alves, Joaquim Rodrigo Pereira e Dulce Pereira são os Vereadores que vão representar o PPD/PSD durante o próximo mandato.

A seguir à cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos autárquicos realizou-se a primeira reunião da Assembleia Municipal que elegeu Jorge Machado para Presidente.

Recorde-se que nas últimas eleições autárquicas de 1 de Outubro, o PS obteve 47,42% dos votos, o PPD/PSD 42,02%, o CDS/PP 6,73% e o PCP/PEV 0,71%.

Por Unknown | quarta-feira, 18 de outubro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A cerimónia de tomada de posse da Câmara e Assembleia Municipal de Resende para o mandato 2017/2021 decorre no dia 23 de Outubro, pelas 15:00 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Garcez Trindade assume o segundo mandato como Presidente da Câmara Municipal de Resende.

Depois da tomada de posse dos órgãos autárquicos eleitos decorrerá a primeira sessão da Assembleia Municipal para a eleição da Mesa.

De referir que nas eleições autárquicas de 1 de Outubro, o PS obteve 47,42% dos votos, o PPD/PSD 42,02%, o CDS/PP 6,73% e o PCP/PEV 0,71%.

Por Unknown | sexta-feira, 29 de setembro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários


Sou uma candidata “importada”

Em defesa da honra e contra a xenofobia!

Não posso deixar passar em branco um ato do século passado, uma postura xenófoba que contém a entrevista de um candidato à presidência da Câmara de Resende!

Palavras daquele candidato na sua entrevista ao Jornal de Resende: "Não sou um candidato estrangeiro ou importado! Sinto que é aqui que estão as minhas raízes e a minha vontade." Fim de citação.

Sou, com muito orgulho, uma candidata “importada”!

Sou, com muito orgulho uma Resendense!

Aqui constituí família.

Aqui cultivo os meus afetos.

Aqui estou com a minha gente!

Aqui comprei casa.

Aqui pago os meus impostos.

Aqui tenho atividades profissionais.

Aqui exerço uma participação cívica intensa.

Aqui hei-de servir a população com honestidade e dedicação.

E quero os votos de todos os Resendenses, incluindo os dos “importados” como eu, todos contamos, todos somos resendenses!

Todos os Resendenses podem contar com o meu apoio.

Resende precisa dos que cá estão, dos nascidos e criados cá, dos que cá vieram parar pelas mais diversas razões e decidiram cá ficar e ainda dos que ainda venham para Resende, que venham por bem viver, trabalhar e criar riqueza em Resende.

E pergunto qual o investimento que esse senhor fez em Resende?!

A minha candidatura não é motivada por interesse ou obrigação existe pela mesma razão com que fiz as escolhas importantes da minha vida, o CORAÇÃO.

Sou Resendense de coração, "importada" ou não, garanto-vos que me importo muito, muito mesmo com a Terra que escolhi para viver, investir e com as suas gentes, especialmente com as suas pessoas, sejam elas nascidas cá ou “importadas”!

Tenho dito!
Anabela Oliveira
Por Unknown | domingo, 24 de setembro de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
Anabela Oliveira está confiante na vitória e apresenta 20 medidas para os 100 primeiros dias do seu trabalho como Presidente da Câmara Municipal de Resende.

Anabela Oliveira apresentou-se com candidata à Presidência da Câmara Municipal de Resende no passado dia 21 de abril porque não dá crédito e não confia nos seus opositores para gerirem a Câmara de Resende.

E desde o início deste projeto alternativo, ela agregou pessoas dos mais variados quadrantes partidários e até aqueles que já não acreditavam nos políticos.

20 Medidas para os 100 primeiros dias de trabalho:

1 – Diagnóstico da situação da economia e finanças;

2 – Avaliação de valências internas vs “outsourcing”;

3 – Diagnóstico de infraestruturas;

4 – Diagnóstico do estado do ordenamento jurídico (regulamentos) e do território (planos urbanísticos)

5 – Opções estratégicas do ordenamento e de conservação do património;

6 – Programação de manutenção (bases de dados) de infraestruturas (vias, saneamento básico, edifícios);

7 – Diagnóstico da eficiência dos serviços de apoio e incentivos ao investimento e aos produtos endógenos (valor acrescentado);

8 – Auditorias ao sector empresarial do município;

9 – Avaliação do sistema de defesa da floresta;

10 – Pesquisa de “oportunidades perdidas” e formas de recuperação;

11 - Formação de “task force” para a captação de investidores e de inserção em rede;

12 – Estudo de requalificação do acesso à A24 (com carácter de urgência);

13 – Estudos de requalificação/reinstalação da zona Industrial (localização estratégica);

14 – Execução (projecto “chave na mão”) do palco do auditório de S Cipriano (carácter de urgência);

15 – Concurso de ideias para o “Parque de Resende”: que se estende da sede do concelho até Caldas de Aregos e Porto de Rei;

16 – Conceção do “design” turístico do concelho (cartografia e media);

17 – Criação de parcerias com as Juntas de freguesias e associações diversas;

18 – Intervenções prioritárias no património e equipamentos coletivos;

19 – Inventariação, recolha e sistematização (bases de dados) do património folclórico, artesanato, arqueologia e monumentalidade;

20 – Exploração das novas tecnologias e plataformas digitais “amigas” do munícipe.

“100 dias 20 medidas, isto é trabalho! Isto não é politica do costume! Votar em mim é acabar com maiorias negativas que nada têm sido benéficas para o nosso concelho.

Votar CDS é ter um futuro melhor para todos os Resendenses! É o futuro seguro para todas e todos!” palavras de Anabela Oliveira
Por Unknown | sexta-feira, 4 de agosto de 2017 | Publicado em , , , , | Com 0 comentários
No próximo dia 1 de outubro decorrerão as Eleições Autárquicas, momento em que o município de Resende irá definir o seu futuro. Nesse sentido, o Notícias de Resende convidou o candidato pelo PS, Manuel Garcez Trindade, a apresentar o seu programa e dar a conhecer os seus objetivos.


Rafael Barbosa (RB): Boa tarde! Em nome do Notícias de Resende e dos leitores quero lhe agradecer por ter aceitado o nosso convite para esta entrevista. Começo por perguntar: - O porquê desta recandidatura? 

Manuel Garcez Trindade (MT): Esta recandidatura está, como é evidente, ligada à minha vontade. E essa vontade própria resulta de uma intenção que eu tive há quatro anos, porque fiz parte destes últimos 20 anos do corpo autárquico da Câmara Municipal de Resende. Ocupei quatro anos como vereador da oposição, depois oito anos como presidente da assembleia municipal e nos últimos quatro anos como vice-presidente da Câmara e agora como presidente.

Digamos que tenho aqui já cerca de 20 anos de autarca, em paralelamente à minha atividade de médico, que sempre tive durante este tempo todo, embora neste último mandato a minha atividade médica foi reduzida quase a zero. Porque a atividade de Presidente de Câmara absorve-me o dia praticamente todo.

Eu fui candidato há quatro anos, numa sequência intencional de continuidade do trabalho, que foi desenvolvido pelo meu antecessor. Considero-o como pai da modernização de Resende, e foi ele que iniciou uma mudança significativa do ponto de vista social e económico na vila, como no concelho. Sempre o acompanhei durante estes últimos anos, e ao fim dos 12 anos já não pode continuar, ficando eu como o sucessor natural.

Encarei isto com espírito de missão, uma vez que a Câmara Municipal para mim não é a minha profissão, tendo que alterar a minha prática diária de profissão e vivência para assumir este cargo da Presidência da Câmara Municipal. Estou aqui com espírito de missão, cumpri estes últimos quatro anos, sendo delineados uns objetivos, algumas estratégias no sentido de dar continuidade ao trabalho que estava a ser feito, e potenciar, uma vez que o início deste mandato coincidiu com o Portugal 2020 (iniciou-se em 2014).

As estratégias foram delineadas, contando que eu iria ter neste mandato a companhia do Quadro Comunitário de Apoio. Tendo os quadros comunitários anteriores sempre acompanhado os mandatos em tempo útil. Aconteceu que os quadros se atrasaram de uma maneira impensável, sem qualquer tipo de justificação, não conseguindo dispor dos quadros em tempo útil. Digamos que só nos últimos meses, desde abril, conseguimos ver avaliadas as variadíssimas candidaturas submetidas, de um modo positivo, conseguindo algumas concretizações. Mas já não é em tempo útil, acabando o mandato dentro de dois meses. Fica muita “coisa” para fazer, nós temos variadíssimas candidaturas submetidas na área do setor primário (apoio ao cultivo, ordenamento, da cereja). Temos uma candidatura no âmbito da PROVERE submetida, que segundo as últimas informações foi anulada, sendo o aviso anulado pelo Presidente do CCDR-N, por motivos da dotação financeira, ficando com o nosso projeto em standby.

Em relação às termas, sabendo que é absolutamente necessária a requalificação do nosso balneário termal, não conseguimos enquadrar numa candidatura porque não foi possível, porque não abriram candidaturas para esse efeito. De modo que, dentro das estratégias que foram delineadas no início deste mandato, há, efetivamente, algumas coisas que não foram conseguidas por estes imponderáveis, tendo esperança neste próximo mandato conseguir concretizar.

São estratégias, absolutamente, direcionadas para a parte económica de Resende e que visa essencialmente os produtos endógenos, aquilo que, efetivamente, existe em Resende. Estas estratégias foram vertidas, no início deste mandato, no programa de Estratégia de Desenvolvimento Integrado da Comunidade Intermunicipal Tâmega e Sousa. As três estratégias foram colhidas pelo plano e elas estão lá, fazem parte dele. Têm todo o direito de serem apoiadas pelos quadros comunitários. Os quadros comunitários atrasaram-se de uma maneira impensável. Muito daquilo seria a concretização das nossas estratégias, das candidaturas que foram feitas no âmbito do sector primário, do apoio ao ordenamento da cereja.

Criamos o Gabinete de Desenvolvimento Rural, fizemos parcerias, como por exemplo, com a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), DOLMEN, uma agência de desenvolvimento local, da qual nós fazemos parte, Cermouros, com a Associação de Produtores de Cereja de Resende, com uma consultora. Juntamo-nos todos para executar duas candidaturas, absolutamente fundamentais, para o cultivo da cereja em Resende, uma na área da produção outra na área da comercialização da cereja. Têm o apoio cientifico da UTAD para que haja um trabalho científico que possa ser depois concretizado num manual de boas práticas para que os agricultores de Resende saibam que tipo de cerejeiras é que devem cultivar nos seus terrenos, que tipo de fertilização das terras devem fazer, que tipo de rega devem fazer, que tipo de tratamento às patologias das cerejeiras devem fazer. Tudo isso seria recolhido depois dessas experiências feitas pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e também ajudada pelos outros parceiros, sendo depois compiladas num manual de boas práticas para que depois as pessoas saibam como hão de fazer com os seus terrenos. Tudo isso seria com principal objetivo de ordenarmos o cultivo da cereja, ou seja, fundamentalmente, com o grande objetivo de melhorar a qualidade da cereja e aumentar a escala de produção, porque sem escala não vamos a lado nenhum.

Felizmente Resende já tem marca. A Cereja de Resende já tem marca, toda a gente conhece a cereja de Resende, falta-nos o ordenamento de cultivo. E estas duas candidaturas juntas valem na ordem de um milhão e duzentos mil euros e poderão dar aqui, efetivamente, uma ajuda no ordenamento do cultivo da cereja. Sendo a atividade agrícola que mais contribui para a sustentabilidade económica e social do nosso concelho.

Resende é um concelho essencialmente agrícola. A agricultura foi absolutamente desprezada nestes últimos 30 anos, e só agora é que as pessoas estão outra vez a acordar para a agricultura e estão a perceber que o sector primário poderá ajudar a sustentabilidade económica dos territórios.

Em relação às outras estratégias, em termos das Termas de Caldas de Aregos, também estamos numa semana onde se vai realizar, na próxima sexta feira, uma assembleia municipal, precisamente, para aprovar a abertura de um concurso internacional para se estabelecer um negócio nas termas. Ou seja, o negócio implica uma requalificação das termas, portanto, a modernização e redimensionamento, e a colocação de um hotel de pelo menos quatro estrelas, com setenta quartos e um SPA, junto às nossas termas ou mesmo dentro do próprio edifício. Será um objetivo fundamental com um investidor. Vamos colocar em concurso de maneira a que exista um investidor e que nos possa, eventualmente, ajudar a alavancar todo este potencial que depois poderá fazer a promoção local e do município de Resende.

Essencialmente foram estas as grandes linhas gerais. Temos também de juntar a área da agro-alimentar, porque nós temos uma faculdade que a maior parte dos municípios não tem, que é termos um matadouro com linha de abate e aproveitando essa circunstância fizemos um projeto que incluía para juntar à linha de abate a desmancha, a embalagem e o processamento de carne. Um novo matadouro, aquilo que iria decorrer da requalificação do nosso matadouro atual para juntar ao abate estas linhas ou valências que eu falei, serviria também como Matadouro Escola. Ou seja, nós também já desenvolvemos protocolos com a UTAD para que o Matadouro de Resende ficasse a ser matadouro escola para servir as faculdades de Medicina Veterinária, Agronomia e Zootecnia. Isto daria aqui a permanência aqui de alunos, de pessoas a entrar e sair de Resende e o desenvolvimento de uma marca de carne de raça arouquesa, porque o matadouro depois chamar-se-ia um Centro de Valorização das Raças Autóctones, nomeadamente da raça arouquesa. É óbvio que também abateria outro tipo de animais, gado bovino, caprino, mas essencialmente o gado de raça arouquesa, para o qual a Câmara Municipal já vem há anos a atribuir subsídios à produção que todos os anos tem aumentado. Como foi o caso de este ano, tivemos a festa no dia 25 de julho deste ano, da semana passada, tivemos o grato prazer de entregar os incentivos aos nossos produtores de gado, não só do gado bovino como caprino. Temos esta ideia também de que o aparecimento de um matadouro com estas potencialidades do abate, da desmancha, da embalagem e processamento de carne, daria, efetivamente aqui, uma parceria com a Associação Nacional dos Criadores da Raça Arouquesa (ANCRA), que podia alavancar algum potencial económico aqui na vila e também no nosso município.

Estas três estratégias foram delineadas no início deste mandato, elas foram cumpridas parcialmente. Não estão ainda cumpridas porque isto tudo depende sempre do apoio dos quadros comunitários. Os quadros comunitários não têm saído a tempo e horas, e também dependem do investimento que possa vir a ser feito em Resende.

A minha ideia em termos de candidatura seria para continuar à procura da concretização destes objetivos, e também no fundo será uma maneira de eu continuar a servir os resendenses, neste trabalho muito interessante, embora seja um pouco problemático, com muita responsabilidade, trabalhoso. Mas é um trabalho que nos enche de orgulho, e que à medida que se vão fazendo as concretizações nós também vamos enchendo o nosso ego, e o nosso espírito um pouco mais aliviado e mais forte. Essencialmente é por isso que me vou candidatar.




RB: Resende, no seu ponto de vista, conseguirá ter um futuro melhor?

MT: Eu penso que sim, tudo leva a querer que sim. Os indicadores têm contribuído para isso, nós tivemos, por exemplo, nos anos de 2015, 2016 um aumento significativo das exportações, feitas à base da cereja. Significa que o investimento que está a ser feito tem resultados. Eu tenho a notícia, aqui em Resende, de que se plantaram durante os anos de 2016 e 2017 milhares e milhares de cerejeiras. Temos agricultores que estão a plantar em larga escala e já com algum apoio científico, no sentido de lhes dar garantia que as plantações estão a fazer irão ter sucesso.

É óbvio que Resende luta desesperadamente contra a interioridade, contra a desertificação. Teve no início deste mandato uma austeridade que foi imposta pelo poder central que levou até, inclusivamente, ao encerramento de alguns serviços públicos absolutamente essenciais à nossa comunidade, que, entretanto, já foram repostos. Tivemos aqui problemas graves e tivemos de os ultrapassar. E nomeadamente esta questão que sempre refiro, o atraso dos quadros comunitários. Que nos pôs aqui, em comparação com a atualidade dos quadros comunitários com os outros mandatos, que tiveram sempre em tempo útil. Nós, infelizmente, não tivemos esse benefício.

Além de tudo, tivemos alguns problemas do ponto de vista financeiro, porque no início do nosso mandato, fins de 2013, princípios de 2014, saiu uma lei, que se chama a lei dos compromissos e pagamentos em atraso, que significa que quem tem dívida não pode fazer despesa sem ter dinheiro, causando alguns problemas de governação. Alguns problemas da prática de governação que existia nesta casa já há muitos e muitos anos teve de ser alterada, porque esta lei obrigou só a fazer compras quando tivéssemos dinheiro. Para além de exigir que do nosso orçamento saísse sempre alguma parte para ir pagando alguma dívida a curto prazo. Nós fomos ultrapassando estas dificuldades todas, a nossa dívida de curto prazo está quase extinta. Eu penso que no final de este ano nós teremos, se não estiver totalmente paga, quase paga.

Nestes quatro anos nós conseguimos adquirir alguma capacidade financeira, chamada capacidade de endividamento, que nos, felizmente, dá para fazer um empréstimo, ou outro. Principalmente agora nesta época, estamos a fazer a requalificação das nossas estradas, que estavam em alto grau de degradação. Está a ser feita neste momento, e abriu mais um concurso para duas estradas.


RB: Como vê a nosso tecido empresarial? Que medidas a tomar para tornar forte e sustentável o seu crescimento?

MT: Fala-se do tecido empresarial como se ele existisse, como se fosse uma realidade. Infelizmente, não é. Nós temos poucos empresários, e os poucos que temos também são empresários de média cotação. Os empresários que existem cá são mais na área agrícola. Já não temos empresários da construção civil, porque também o investimento público estagnou, por volta de 2012-2013.

Não temos indústria. Tivemos um problema complicado na nossa zona industrial, que atrasou o início da construção. Os lotes já estão todos vendidos, mas tivemos um problema com a dimensão dos mesmos. Não foi feita corretamente na altura em que foram vendidos. E estamos a tratar caso por caso para que seja possível os proprietários começarem a construir. E a partir daí, eu penso que, se todos os proprietários dos lotes construam aquilo a que se propuseram, teremos mais emprego, mais empresários, mais desenvolvimento económico.


RB: Falando a nível de acessibilidades rodoviárias, Resende encontra-se num impasse há vários anos. As estradas nacionais 222-2 (Resende – Bigorne) e 321-2 (Ponte da Ermida – Baião) são dois projetos muito importantes para a polução resendense que nunca foram concretizados. Como solucionar este problema?

Sejamos puros e duros sobre esta matéria. A ponte da ermida foi construída em 1998, e foi contruída já com o FEDER, ou seja, com apoio comunitário, com o objetivo de ligar, servindo de travessia do rio Douro, a A24 à A4. O que foi construído foi, efetivamente, a ponte. Foi contruída a 321-2, da A4 ao Marco de Canaveses e a Baião. Ela está em Baião, faltam uns escassos 12 km até à ponte da Ermida. Na altura a obra foi adjudicada, o investimento parou, e a obra ficou também parada.

Entretanto, as antigas Estradas de Portugal tinham a incumbência de fazer a construção deste troço que vai da Ponte da Ermida a Bigorne. Essa construção não se conseguiu realizar, porque segundo as informações que eu tive estavam orçamentadas, só do alto dos acessos da ponte ao Arco, só em obras, em 45 milhões de euros. Para um país que teve um investimento publicado parado, era absolutamente impensável. Resende-Arco está na minha opinião fora de questão, porque, efetivamente, custa muito dinheiro, e penso que ninguém os irá dar esse dinheiro. Poder-se-á requalificar alguns troços do acesso da vila ao Arco, não todos, mas alguns. Já fizemos esse levantamento e há essa hipótese de fazer alguns alargamentos, para facilitar a circulação de camiões TIR.

Com as Infraestruturas de Portugal, empresa nova, eventualmente haverá uma requalificação da estrada do Arco a Bigorne. Já fizemos a abertura de um troço entre Fazamões e a Barraca, em Feirão. Bastará a meio da subida para São Cristóvão fazer um acesso de ligação a essa estrada de Fazamões, a meia encosta, para que tenhamos quase praticamente a saída feita sem passar naquele alto de São Cristóvão e curvas de Feirão. E depois só é necessário ligar Barraca a Bigorne. Terá de ser feito pelas Infraestruturas de Portugal, tendo já marcada uma reunião, com esta empresa, para delinear estas hipóteses. Foi adiada, não tendo dia para fazer, mas há-de-ser feita brevemente. A Câmara Municipal assumiria a requalificação deste troço da Vila até ao Arco e depois as Infraestruturas de Portugal iriam requalificar a estrada até a Bigorne.

Em relação à de Baião-Ponte da Ermida, no início do mandato a conversa que tive com o Senhor Presidente da CCDR-N, Emídio Gomes, relativamente a esta matéria, foi que ele disse-me que estava previsto o desbloqueio de um envelope de 500 milhões de euros, para aquilo que eles chamaram de “last mile”. “Last mile” seria a construção dos últimos quilómetros que faltam da ligação de alguns municípios a vias rodoviárias estruturantes. É o caso de Resende, Armamar, Tarouca, Vinhais. Há aqui uma dúzia de concelhos que necessitam destes 10, 12, 13 km para os ligar a uma via rodoviária estruturante. Essa intenção chamada “last mile” ao fim de algum tempo deixou de se falar. Tivemos a informação que foi abandonada. Este quadro comunitário não tem dinheiro para as acessibilidades, portanto eles continuam a recusar. Penso que agora numa fase de renegociação do Quadro do Portugal 2020 se poderá voltar a falar nessa possibilidade, que resultaria com a construção desse troço.

É algo que nós perseguimos, é algo que temos na nossa intenção. Neste momento temos de ter a ideia de que Resende-Bigorne é um sonho, não passa disso. Eventualmente, já se pode pensar com algum realismo o troço vai da vila ao Arco, e na requalificação do Arco a Bigorne pelas Infraestruturas de Portugal.

Quanto às acessibilidades internas nós estamos já agora com um plano de ação onde fizemos a requalificação a cinco ou seis estradas, em curso. E teremos hoje um concurso para a realização da requalificação de mais duas estradas (Massôra-Paredes-Bairro-Cantim- Paus e Enxertado-Cárquere).



RB: A região Douro tem apostado fortemente no turismo. Resende tem paisagens deslumbrantes, uma riqueza histórica e gastronómica. Em Aregos, temos o termalismo e um local ótimo para desportos aquáticos. Ou seja, temos tudo para dar certo. Mas o que falta mais para atrair investimentos? 

MT: Diz bem. Alguém tem de investir. Só investe quem tem dinheiro. A Câmara Municipal não tem dinheiro. É uma Câmara com dívida, não tendo essa disponibilidade financeira. Terão de ser os investidores. Nós temos já em Resende alguns investimentos em curso, nomeadamente, no turismo rural. Temos 5 ou 6 casas em requalificação para passarem a ser casas de turismo rural. Em Aregos, como disse, será decidida em assembleia municipal a abertura de um concurso público internacional, no sentido, de encontrar um investidor para fazer a requalificação das termas, a construção de um hotel no mínimo de 4 estrelas e com SPA incluído, e 70 quartos.

Nós fomos ao longos destes anos, enquanto Câmara Municipal, desenvolvendo pontos de contacto entre a margem e o rio, e o rio e a margem. Começamos com uma barca que faz a travessia de Caldas de Aregos a Aregos, e vice-versa, com a finalidade de levar as pessoas ao comboio. É um trabalho, uma ação, que tem alguns custos para o município, mas é um serviço social. Aregos dispõe de um acesso ao plano de água sem paralelo, temos combustível, temos oficinas, a fluvina, piscina, plataforma, cais para acostar os grandes barcos que navegam no Douro. Enfim, temos todas as condições e depois estabelecemos um ponto de contacto em Porto de Rei, onde encontramos um parque de lazer, ainda meio selvagem, com piscina, um local muito aprazível, com muita frequência no Verão. E depois, neste mandato, concluímos o parque fluvial do Bernardo, em Barrô, para que haja também um ponto de contacto da margem com o rio, do rio com a margem. A fim de desenvolvermos locais de lazer e de oportunidade de as pessoas praticarem desportos náuticos, quer seja de lazer quer seja de competição.

Temos também pontos de miradouros fantásticos, com paisagens também fantásticas. Nós construímos muito recentemente, em S. Martinho de Mouros, o Nicho do Imaculado Coração de Maria, em parceria com a Junta de Freguesia, ficando uma obra com grande dignidade, um local fantástico. E agora, estamos com previsões de passarmos para o penedo de São João para também requalificarmos aquele miradouro e assim iremos fazer. Temos também o miradouro de São Cristovão mais ou menos requalificado. Vamos tentando desenvolver aqui alguns pontos de atração turística. Temos também já em fase de conclusão uma candidatura na zona envolvente do Mosteiro de Cárquere. A requalificação do Parque do Carvalhal está quase feita, faltando-nos fazer a loja informativa, e a residência paroquial. Temos também uma candidatura, que se vai iniciar agora, na área dos percursos pedestres e do BTT com centros de apoio em Ferirão e em Felgueiras, atravessando o território da Serra, de Resende a Cinfães. Temos neste momento interessados em desenvolver os pontos de atração túristicas. Ainda temos mais uma candidatura, que já está submetida, para requalificação dos monumentos nacionais como a Igreja Matriz de S. Martinho de Mouros e de Barrô. Temos também à espera de oportunidade para submeter essas candidaturas, para que possamos fazer a respetiva requalificação dos altares, que estão de algum modo degradados.

Em relação ao turismo, inauguramos a loja interativa na vila, para apoio ao turismo. Classificamos as nossas acessibilidades, aqui junto ao douro, de vias panorâmicas, que nos dão uma vista fantástica sobre o rio douro. E agora estamos à espera dos investidores. Investidores que possam investir em Resende, que possam, eventualmente, ter cá também algumas iniciativas de fazer aqueles percursos no rio, aproveitando este douro intermédio, que é o Douro Verde, ficando entre o Douro urbano do Porto e o Douro Vinhateiro. É um Douro muito bonito, o Douro Verde, que nós o estamos a tentar impor no marketing territorial para que possamos desenvolver aqui percursos fluviais com promotores privados, que tenham os barcos para fazer passeios aos turistas e não só.

E tudo isto é um potencial que poderá ser uma realidade dentro de algum tempo. Digamos que teremos de ter sempre o apoio dos quadros comunitários e o apoio dos investidores, absolutamente necessários, porque a Câmara Municipal não tem possibilidades por si só de levar tudo isto em frente.


RB: O Externato D. Afonso Henriques fecha as portas no próximo mês de agosto. Como vê este encerramento? 

MT: Em primeiro lugar, vejo com grande preocupação. Em segundo lugar, com grande tristeza porque era um local onde se ministravam conhecimentos há mais de 50 anos, e que as circunstâncias atuais assim o determinaram. É evidente que o encerramento deste serviço público não teve consequências tão graves como os outros encerramentos que tivemos. Com o encerramento do tribunal os Resendenses passaram a tratar dos seus assuntos noutros locais, Lamego e Viseu. E com o encerramento da urgência noturna do Centro de Saúde, as pessoas tinham de se deslocar para Lamego, Penafiel e Vila Real. Este encerramento, do Externato, não teve esta consequência, não provocou a saída dos alunos para territórios fora de Resende. Nós temos uma escola secundária que foi recentemente requalificada e com espaço para rececionar esses alunos. Mas tivemos o problema do despedimento de alguns trabalhadores, que é sempre lamentável. Eu e a senhora vereadora da educação estivemos há duas semanas em Lisboa, na Secretaria de Estado, precisamente, para tentar a sensibilizar para esta situação, de forma a haver possibilidades de integração de alguns funcionários do Externato na Escola Secundária. Isso ficou ao cargo da Secretaria de Estado, estamos à espera de conclusões.


RB: O Tribunal de Resende reabriu no dia 2 de janeiro, após dois anos do seu encerramento. Como vê esta situação vivida no concelho de Resende?

MT: Na altura em que encerrou vi isto com muita preocupação. Nós estamos aqui perante factos reais. Os resendenses passaram a ter de ir para fora para tratar dos seus assuntos, da área judicial. Isto causou transtornos a muita gente, porque deslocar as pessoas, testemunhas, de Resende para Lamego, fica sempre caro. E a Câmara Municipal começou a ter algumas solicitações das pessoas no sentido de as ajudar no transporte de testemunhas e pessoas para as audiências. Foi com muita apreensão que vimos isso, além do facto de ser um órgão de soberania, e como tal confere dignidade não só à vila, onde está inserido, como a todo o concelho.

Felizmente conseguimos repor a funcionalidade do nosso tribunal. Em relação ao centro de saúde, penso que irá também perguntar, é igual. Nós numa primeira fase falamos com o Secretário de Estado da altura e autorizou que nós com a ARS fizéssemos um acordo, um protocolo, onde as Câmaras Municipais de Resende e de Baião (numa situação idêntica à nossa) pudessem pagar ou custear o trabalho dos médicos. E assim aconteceu durante dois anos, até que felizmente fomos dispensados desse pagamento, a partir do mês de julho. Estando tudo já reposto.



RB: Quais os pontos mais relevantes que diferenciam a sua candidatura das outras? Como vê os seus adversários? 

MT: O que vou dizer diz respeito às candidaturas efetivas. A uma candidatura do PSD e uma do CDS. Começando pela do CDS, eu penso que é uma candidatura reativa. Tendo, portanto, existido algo de anormal na coligação que existia entre o PSD e o CDS. Era uma coligação. Concorreram contra mim nas últimas eleições, e assim se mantiveram durante o mandato. Este ano houve qualquer questão interna que passou, e que resultou na separação dos dois partidos. Aparece, então, essa candidatura, que eu considero como uma candidatura reativa. Ou seja, se, efetivamente, o que move alguém ou um grupo de pessoas para governarem uma Câmara Municipal, que é o órgão principal de um município, um órgão com tanta responsabilidade, é a reatividade, eu penso que não haverá substrato nem motivação pessoal para serem candidatos. Eu penso que se assim fosse, já deveria ser há 5 anos atrás. Ou seja, se há uma motivação pessoal, das pessoas, do próprio partido, eu acho que isso já deveria ter acontecido há 4 anos atrás. Não era agora só pelo facto de se “zangarem”. Como agora se zangaram, cada um segue o seu percurso. Acho que a candidatura reativa não deverá ter algum sucesso.

Em relação à outra candidatura, é uma candidatura que nós temos de respeitar, como é evidente. É um partido importante. Já não tem tradição em Resende, porque o Partido Socialista está já há 16 anos a comandar esta Câmara Municipal. Tudo aquilo que foi feito nestes 16 anos foi feito por gente do Partido Socialista. O PSD manteve-se sozinho ou acompanho com o CDS, sempre na oposição e não passa disso. Não passa de oposição. Aliás, as estratégias que apresentam são réplicas daquilo que nós apresentamos há quatro anos.

Aquilo que estou a apresentar este ano como candidatura não tem nada de diferente da candidatura que estava a apresentar há 4 anos atrás. As estratégias ainda estão em curso. Há aqui um recalcamento das intenções que nós temos, nomeadamente, no que diz respeito aos produtos endógenos, à cereja, às termas da Caldas de Aregos, à carne de raça arouquesa. Todas estas estratégias major, que nós temos, já fazem parte do plano estratégico de desenvolvimento integrado, que foi desenvolvido pela Universidade Católica, quando eu e o senhor diretor da área financeira, Dr. Sala, nos dirigimos à reunião e vertemos lá as nossas estratégias, no início do mandato anterior. São essas as estratégias, estão lá, foram desenvolvidas por nós e propostas e por nós. Portanto, não vejo nada, para já, de diferente na candidatura do meu principal opositor. E eu respeito integralmente, como é evidente, as intenções que tem. Mas, não vejo tradição nenhuma, nem garantias que possam dar à população de Resende.


RB: O que pensa sobre o atual governo de António Costa? 

Já se sentem os reflexos do governo atual em relação ao outro governo anterior? Eu no meu mandato tive os dois governos. Nós tivemos efeitos diretos deste governo, que foi a reposição dos serviços públicos que nos foram retirados pelo anterior governo. Isso já é uma realidade, uma concretização. Mas estou aqui à espera que haja uma descentralização das competências, precisamente para saber até que ponto nós teremos aqui a autoridade para exercer no nosso território as nossas competências, as nossas intenções, e termos também meios suficientes para as realizar. O que nos falta? Muitas vezes temos as intenções, mas o que acontece é que não temos meios para as realizar. Nós temos sempre à espera da ajuda dos quadros comunitários, e este plano estratégico comum não foi um quadro comunitário feito para os municípios, foi feito mais para os privados, na área do conhecimento, investigação.

Estamos assim com algumas dificuldades em obter da ajuda que precisávamos, ou pelo menos da que estávamos habituados a ter em relação aos quadros comunitários. Há aqui uma ideia, uma intenção, que este governo poderá ser diferente dos outros porque aliviou a austeridade, porque nos repôs aqui os serviços públicos, a dignidade que nos tinha sido arrancada. Está com intenções de fazer uma renegociação com os quadros comunitários e partir de aí aparecer novamente a hipótese, a esperança de termos acesso a quadros comunitários, que nos possam facilitar a construção das acessibilidades que nós necessitamos. E também alguma ajuda que é importante aqui em Resende, que é nós conseguirmos combater a desertificação, por falta de emprego. Precisávamos de ajuda na área agrícola para fixar pessoas, dar trabalho aos jovens. Precisámos dos quadros comunitários, como por exemplo, o programa comunitário que nos apoiava na requalificação do matadouro, que se chama o PROVERE (Programa de Valorização Económica e de Recursos Endógenos).

Era um programa que nos foi atribuído com uma dotação financeira de um milhão e setecentos mil euros para a requalificação do matadouro, e como o programa depois foi dotado com menos dinheiro, o aviso foi retirado. E nós estamos com grandes incertezas em relação a este PROVERE. É um programa que nos pode ajudar financeiramente na requalificação deste equipamento. Espero que do governo haja essa possibilidade de renegociação dos quadros comunitários, da descentralização das competências, acompanhadas com o respetivo envelope financeiro. E que também as intenções de ação da descriminação positiva do interior seja uma realidade, seja feita por concretizações e não só descrita. E que consiga deste modo ter uma ação, como a Comissão Europeia teve na altura em que determinou atribuir a Portugal um envelope financeiro de 25 mil milhões de euros para Portugal 2020. Atribuiu este envelope, que considero generoso, porque Portugal precisava de fazer convergência para a média europeia. Também espero que o nosso governo consiga distribuir algum dinheiro para que as populações dos territórios do interior possam eventualmente também convergir para uma média de dignidade, de vivência.


RB: Qual a sua principal mensagem para o povo resendense?

MT: Que percebam que existem pontos fundamentais na governação de uma Câmara, que depois tem reflexos sobre os munícipes. As pessoas têm de compreender que a governação de uma Câmara se tem feito sempre com a ajuda dos quadros comunitários. Eles permitiram construir aqui em Resende três centros escolares, para nós termos as nossas crianças todas, todas, as da pré e do ensino básico, todas, em centros escolares, com transportes assegurados, com refeições atribuídas, manuais escolares. Foram os quadros comunitários que nos permitiram isso. Foram os quadros que nos permitiram fazer o auditório, o Fórum, fazer a Igreja, o Estádio Municipal, pavilhões gimnodesportivos (onde temos as nossas crianças a praticar desporto para ocuparem os seus tempos livres).  Ajudaram a equipar o nosso concelho, aquilo que faz parte de uma melhoria da qualidade de vida das populações. Os quadros são absolutamente essenciais para os municípios. Se a Câmara Municipal não tem acesso a esses apoios monetários a qualidade de vida das pessoas estagnará.


RB: Muito obrigado pela entrevista! 

Por Unknown | segunda-feira, 24 de julho de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
O Presidente da Câmara Municipal de Resende, Garcez Trindade, irá proceder à entrega de incentivos aos produtores de gado, no próximo dia 25 de julho, na tradicional Feira de S. Cristóvão, em plena serra do Montemuro.

Os incentivos serão entregues aos produtores de gado de raça arouquesa e de gado ovino e caprino, de acordo com as Normas Reguladoras de Atribuição de Incentivos à Criação de Gado Bovino Tradicional – Raça Arouquesa e do Gado Ovino e Caprino.

São 108 produtores que vão receber o incentivo, num investimento do Município de Resende no valor de 20.897,50 euros, o qual contempla 714 animais, dos quais 278 são bovinos autóctones de raça arouquesa. Em relação ao ano passado regista-se um aumento de 80%, no número de produtores que vai receber o incentivo, e de 194% no número de animais premiados.

Recorde-se que o concelho de Resende continua a ter na criação de gado tradicional um dos seus grandes recursos, pois uma parte da população continua a viver da agricultura e da criação de gado bovino de raça arouquesa, de ovinos e caprinos. Neste sentido, uma das preocupações da Autarquia é integrar nas suas políticas municipais incentivos para estimular este segmento determinante para a economia local.

O programa da Feira inicia-se na noite de 24 de julho, a partir das 21h30, com a atuação da Banda “Raio de Sol”, que promete muita animação. No dia 25 de julho, às 9h30, decorre o Concurso Pecuário de Bovinos de Raça Arouquesa (NIF: 510836739/Marca de exploração: CBO7L), seguindo-se, às 12h00, a entrega de prémios relativos ao incentivo da criação de Bovinos de Raça Arouquesa e pequenos ruminantes e, às 13h30, a entrega de prémios relativos ao Concurso Pecuário de Bovinos de Raça Arouquesa. Às 16h00 tem lugar a mostra de reprodutores (touros e carneiros).

A Feira de S. Cristóvão é uma tradição com mais de um século na região que o Município de Resende, em conjunto com a União das Freguesias de Felgueiras e Feirão, pretende manter, de forma a proporcionar à população e visitantes um dia de festa onde terão oportunidade de degustar a carne arouquesa confecionada segundo a tradição.

Por Unknown | sexta-feira, 14 de julho de 2017 | Publicado em , , | Com 6 comentários
O Centro Cultural de S. Cipriano, localizado na freguesia de S. Cipriano, em Resende, vai receber na próxima semana, entre os dias 17 e 22 de julho, a Semana da Música de Câmara.

Este evento musical de excelência é organizado pelas duas bandas de música da Aldeia da Música, a Banda de Música de S. Cipriano “A Velha” e a Banda de Música de S. Cipriano “A Nova”, e conta com o apoio da Junta de Freguesia de S. Cipriano e da Câmara Municipal de Resende.

Entre os dias 17 e 22 de julho, a freguesia de S. Cipriano fará jus à sua denominação de Aldeia da Música, proporcionando aos seus habitantes e visitantes um programa recheado de diversas atuações musicais, as quais se encontram inerentes à singularidade da música de câmara.

Quinteto Metais, Ensemble Clarinetes, Quarteto Saxofones, Sexteto Trompetes, Quarteto Flautas, serão alguns dos momentos musicais que se farão ouvir no Centro Cultural de S. Cipriano.

A inscrição é gratuita e a Aldeia da Música vestir-se-á de forma singular para receber os visitantes que durante a próxima semana decidam viajar até S. Cipriano para “saborearem” momentos únicos de música de câmara.

Por Unknown | quinta-feira, 6 de julho de 2017 | Publicado em , , , , , , , | Com 0 comentários
Resende é o destino do oitavo fim de semana do Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa, que tem como cenário a Casa da Soenga, na freguesia de São Martinho de Mouro. Durante dois dias, 8 e 9 de julho, haverá, como vem sendo habitual, concertos para pequenos e graúdos, espetáculos de teatro e de marionetas para toda a família e criações musicais colaborativas da comunidade. A entrada é gratuita.

No sábado, dia 8, “abre-se o pano” às 15h30, com a peça de teatro Mariela, pela companhia Nuvem Voadora. Mariela é grande, pesada e está apaixonada, às vezes... O mestre Sousa é um músico zarolho com ideias extravagantes. O mestre Sousa está apaixonado pela Mariela. O seu ajudante, Rodriguez, é um refugiado mexicano que tem pouca aptidão para a música e muita vontade de ajudar no êxito dos concertos do mestre Sousa. Dois personagens que vão surpreender o público com momentos hilariantes de humor, música e non sense!

A partir das 16h00, os jardins e recantos da Casa da Soenga transformam-se em palcos, onde escutaremos Ana, que desafia as potencialidades de uma só guitarra na forma audaz como manipula as dinâmicas acústicas; Homem em Catarse, com o reflexo da beleza da natureza, dos locais e das gentes do interior de Portugal nas cordas de uma guitarra e na poesia de uma voz; e Gobi Bear, alter-ego de Diogo Pinto, com acordes que se soltam por caminhos ou volteiam por labirintos, sempre guiados por uma voz meiga.

À noite, pelas 21h45, o palco principal instala-se no terreiro da Casa da Soenga para acolher os Birds are Indie. Let’s pretend the world has stopped, o novo disco do trio conimbricense, é já o seu terceiro longa-duração, a somar a alguns EP’s que foram editando desde 2010. Numa altura em que o presente se parece tornar obsoleto tão rapidamente, este é um álbum sobre a vontade de parar o mundo e ver o que acontece... às dúvidas e às certezas, ao amor e à solidão, à calma e à urgência.

Editado em formato digital, CD e vinil, a composição, gravação, mistura, masterização e o artwork foram totalmente feitos pela banda, à sua maneira, de forma independente. Por isso, ouvir este disco é como receber a Joana, o Jerónimo e o Henrique em casa. E esta casa é a Casa da Soenga.

No domingo, dia 9, o Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa prossegue, às 15h30, com a atuação do Grupo de Bombos “BomMouros”, uma coletividade de Resende, seguindo-se, às 16h30, um espetáculo de marionetas inspirado numa lenda do concelho de Resende – Lendas da nossa terra por Romão, o ancião: lenda do sardão de Cárquere –, pela Limite Zero. Romão, que tem andado em digressão com Festival, é um observador, uma entidade que caminha as terras deste país e observa. Romão é um contador de estórias. E é também um ancião. Desde a mais tenra idade da civilização que ele escuta e observa. Do seu local privilegiado, observa discretamente, à medida que as lendas se desenlaçam e tomam forma. O seu olhar atento nunca deixa escapar o pormenor, o detalhe, o humor... Por todas estas razões, quem melhor que Romão para nos encantar com lendas e contos de tempos passados, estórias que têm tanto de autêntico, como de verdadeiro ou educativo.
Às 17h30, o programa apresenta o seu último espetáculo, fechando com o concerto de comunidade Terceiro Andamento. Resultado de uma criação artística colaborativa entre três coletividades artísticas do Tâmega e Sousa, em palco estarão o Grupo Coral de Resende, o Curso Profissional de Música da Escola Secundária/3 Prof. Dr. Flávio F. Pinto Resende, de Cinfães, e o Grupo de Cavaquinhos “Os Amigos de Vilar”, de Lousada, sob direção artística de Ricardo Baptista e António Serginho e criação e composição de André Nunes e Pedro Santos.

Terceiro Andamento insere-se no projeto artístico Sonatas e Tocatas, que nasce do trabalho conjunto de alguns grupos musicais dos 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa. Deste trabalho resulta a apresentação de um conjunto de performances inspiradas nos diferentes lugares onde acontecem, cruzando repertórios e abordando-os de forma arrojada e contemporânea. Este é, ainda, um projeto de construção social e cultural, que procura criar pontes dentro deste território e provocar novas perspetivas acerca do património com que interage. Novas criações, concebidas em conjunto, que partem da música e de repertórios locais, mas que convidam o público a um novo olhar e a uma nova audição sobre a sua própria herança cultural.

O Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa é um convite a uma viagem entre a memória, o tempo histórico e a contemporaneidade, guiada por propostas artísticas de reconhecido valor, que propiciarão experiências únicas e irrepetíveis inspiradas nestes lugares, numa relação de simbiose com o espaço, o tempo e o público. É um convite à deambulação pelos jardins, matas e vinhas ao som artistas de referência nacional e internacional. É um convite para descobrir lendas, crenças e imaginários e, em família, construir novas memórias. É um convite para conhecer as comunidades e coletividades culturais do Tâmega e Sousa, amplamente envolvidas e comprometidas na construção do programa artístico do Festival, e beber dos seus saberes e tradições.

Até 23 julho, durante os fins de semana, percorrendo casas, solares e quintas de estilo barroco dos municípios do Tâmega e Sousa, o Festival propõe concertos, espetáculos para famílias e novas criações artísticas, envolvendo artistas de referência nacional e internacional da música contemporânea e coletividades culturais do Tâmega e Sousa.

O Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa é promovido pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, em articulação com os municípios que a integram, e em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte e com a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Esta iniciativa é um projeto cofinanciado pelo Norte 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.


Programa do Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa

No penúltimo fim de semana, a 15 e 16 de julho, o Festival visita o Solar dos Brandões (Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins), em Paços de Ferreira. O programa inclui, no dia 15, a peça de teatro para famílias Mito móvel, por Vera Alvelos (15h00), um ciclo de concertos com Villa Nazca, The Partisan Seed e Coelho Radioactivo (16h00) e um concerto de Noiserv (21h45) e, no dia 16, uma atuação das Castanholas de Freamunde – Pedaços de Nós (15h30), o espetáculo de marionetas Lendas da nossa terra por Romão, o ancião: lenda dos três sapinhos, pela Limite Zero (16h30), e o concerto de comunidade Quarto Andamento (17h30).

O Festival encerra o seu périplo no Solar da Fisga, em Castelo de Paiva, no fim de semana de 22 e 23 de julho. O programa inclui, no dia 22, a peça de teatro para famílias A Odisseia, por Jorge Loureiro e Leonor Barata (15h00), um ciclo de concertos com Lourenço Crespo, Grutera e Minta & The Brook Trout (16h00) e um concerto de Samuel Úria (21h45) e, no dia 23, uma atuação dos Amigos da Sexta (15h30), o espetáculo de marionetas Lendas da nossa terra por Romão, o ancião: lenda do Marmoiral de Sobrado, pela Limite Zero (16h30), e o concerto de comunidade Quarto Andamento (17h30).


Por Unknown | terça-feira, 13 de junho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Está de regresso a Resende o Aregos Marina Fest que cumpre este ano a sua 3ª Edição. Com data marcada para 01 de julho, o evento promete animar os Jardins das Termas, junto à Marina de Caldas de Aregos, numa iniciativa que tem o cunho da Câmara Municipal.

O line-up deste ano tem início agendado para as 20h00, com a atuação dos A Kind of Queen – uma banda tributo que celebra a música dos lendários Queen e que traz para este espetáculo alguns clássicos incontornáveis do rock de Freddie Mercury como “I want to break free” ou “Radio Ga Ga”.
Já perto das 21h30 sobem ao palco os Lado Porto, uma banda com origens no Porto e que apresentem um repertório de covers inspirado no rock das últimas três décadas, à qual não escapam nomes como Pearl Jam, U2, INXS, James, Radiohead ou Rolling Stones.

Mais tarde, perto das 23h00, o convidado mais aguardado desta edição, Mundo Segundo, recentemente premiado como Melhor Act Nacional. Considerado um dos maiores embaixadores da cultura hip-hop em Portugal, o rapper de Gaia conta com mais de 20 anos de carreira e um legado indiscutível neste movimento urbano. Produtor e MC, faz parte do emblemático colectivo Dealema e é companheiro de palcos de Sam the Kid. Nesta apresentação ao vivo, traz alguns clássicos da sua carreira, assim como temas novos do último EP editado em Janeiro com o título “Sempre Grato”.

A noite termina com sonoridades electrónicas, sendo a DJ Isabel Figueira a convidada para o encerramento do evento. A modelo e apresentadora de televisão é uma cara conhecida do grande público e apresenta-se aos comandos da cabine com um set que reúne os maiores hits das pistas de dança.

Em paralelo à componente musical, o Aregos Marina Fest reúne diversos stands de exposição e venda de produtos artesanais, bem como espaços de restauração para que possam ser degustadas as iguarias da região.

A entrada é livre.

Por Unknown | terça-feira, 23 de maio de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A cereja é a rainha da festa em Resende, no seu já reconhecido Festival que este ano decorrerá nos dias 3 e 4 de junho.

O Município de Resende aposta, mais uma vez, na promoção deste fruto, que é o ex-libris do concelho, conhecido pela sua doçura e pelos seus benefícios para a saúde, já que este é rico em nutrientes que atuam como antioxidantes e anti-inflamatórios.

Assim, mais de uma centena de produtores locais irão disponibilizar o delicioso fruto a preços especiais, num certame onde os visitantes, também, poderão apreciar e adquirir diversos produtos artesanais ligados à cereja. Não irá faltar, ainda, a animação popular com grupos tradicionais do concelho que irão proporcionar muita diversão durante os dois dias de festa. No domingo, a partir das 15h00, decorre o já habitual cortejo temático, que irá percorrer as principais ruas da vila de Resende. O desfile, que contará com a participação de cerca de 600 crianças, este ano será dedicado ao tema “Doce Infância com as Cerejas”.

Para facilitar a deslocação até à festa, o Município de Resende mantém a parceria com a CP, oferecendo 30% de desconto no bilhete de comboio até à estação da Ermida, sendo que a empresa de autocarros Transdev Douro assegurará o transporte dos passageiros até ao centro da Vila de Resende, onde decorre a festa. O mesmo transporte é assegurado no sentido inverso.

Pelos segundo ano consecutivo, a autarquia promove o concurso “Melhor Doce/Bolo de Cereja de Resende”, que pretende incentivar a criação de um doce/bolo que identifique o concelho como produtor da melhor cereja, onde serão atribuídos incentivos aos três melhores classificados.

Falar de cereja é falar de Resende, já que neste concelho o fruto tem a particularidade de amadurecer duas a três semanas mais cedo do que nas restantes regiões de Portugal, distinguindo-se, também, pelo seu sabor mais adocicado e pela epiderme vermelha bem pronunciada, características conferidas pelas condições de um microclima e pelas propriedades do solo exponenciado pelas encostas sobranceiras ao rio Douro.

Dias 3 e 4 de junho visite Resende e aprecie as melhores cerejas no Festival da Cereja!
Por Unknown | quinta-feira, 18 de maio de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A direção de programas da RTP decidiu cancelar a emissão do programa “Aqui Portugal” que estava previsto ser transmitido, em direto, no próximo dia 3 de junho, à tarde, a partir do Festival da Cereja.

O Município de Resende é alheio a esta decisão, sendo que nada fazia prever este desfecho, pois a transmissão do programa estava confirmada pela produtora que já tinha realizado uma visita técnica ao concelho para preparação da logística e dos conteúdos a transmitir. Mais informamos que a produtora contactou a Câmara Municipal a dar conhecimento do cancelamento do programa, hoje, dia 18 de maio.

O motivo prende-se com a decisão da direção de programas da RTP que, à última hora, resolveu não produzir o programa, devido ao jogo de preparação da Seleção Nacional de Futebol, marcado para esse mesmo dia, às 16h00, e que irá ser transmitido na RTP. Nesse mesmo dia, a RTP irá, também, emitir o jogo da final da Liga dos Campeões, não se reunindo as condições para a transmissão do programa “Aqui Portugal”.

A Câmara Municipal lamenta o sucedido e irá interceder para que o concelho de Resende seja compensado pelo transtorno causado.

Anexamos a comunicação realizada pela produtora dirigida ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Resende.
Por Unknown | segunda-feira, 15 de maio de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
A aldeia de São Cipriano, no concelho de Resende, vai celebrar a sua tradição musical secular com um encontro de bandas filarmónicas. A iniciativa está marcada para a tarde do próximo dia 27 de maio.

São Cipriano, a “Aldeia da Música”, designação popular que dá o nome ao encontro, recebe, pela primeira vez, um evento que junta as duas bandas filarmónicas da terra, “A Nova” e “A Velha”, e as Bandas Marciais de Tarouquela (Cinfães) e Gueifães (Maia).

Para Aires Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de São Cipriano, “o encontro de bandas filarmónicas é uma forma de celebrar a música, que está bem patente na nossa terra há várias gerações”.

“São Cipriano é uma terra de música e de músicos e um evento como este permite-nos ver e ouvir as nossas bandas em nossa casa e receber outras convidadas, que vêm mostrar aquilo que tão bem sabem fazer”, conclui o autarca.

O Encontro de Bandas de Bandas Filarmónicas Aldeia da Música decorre no Centro Cultural de São Cipriano, onde as bandas participantes subirão ao palco para apresentarem os temas que, por esta altura, preparam para o público.

O evento resulta de uma parceira entre a Junta de Freguesia de São Cipriano e as Bandas Filarmónicas de São Cipriano "A Velha" e "A Nova". A iniciativa conta com o patrocínio do Município de Resende.
Por Unknown | quinta-feira, 27 de abril de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
Em meados de abril, as primeiras cerejas do ano já foram colhidas em Resende.

Recordamos que é na zona ribeirinha do Douro, em Resende, que se colhem as primeiras cerejas de toda a Europa, que conseguem chegar ao mercado duas a três semanas antes em relação às cerejas produzidas nas restantes regiões de Portugal.

Os consumidores de todo o País aguardam com grande expetativa a chegada das cerejas de Resende ao mercado, pois são conhecidas pelo seu maravilhoso aspeto, com uma epiderme vermelha bem pronunciada, pela crocância e, principalmente, pelo seu sabor doce conferido pelas condições de um clima quente e pelas características do solo exponenciado pelas encostas sobranceiras do rio, que permite a maturação precoce deste fruto que é o ex-libris do concelho.

O número suficiente de horas de frio abaixo dos 7ºC, que se sentiu na região durante o último inverno, permitiu uma boa dormência dos órgãos de frutificação das cerejeiras que, aliadas às excelentes condições climáticas da primavera, proporcionaram uma boa floração e, posteriormente, um bom vingamento deste fruto.

As cerejas vão ser recebidas em festa nos próximos dias 3 e 4 de junho, com a realização do Festival da Cereja pelo Município de Resende, reunindo mais de 100 produtores que disponibilizarão este produto a preços especiais.

O programa “Aqui Portugal” da RTP vai estar em direto do Festival da Cereja, no dia 3 de junho, sábado, entre as 14h00 e as 20h00, numa emissão que vai apresentar o melhor que o concelho tem para oferecer.

Dias 3 e 4 de junho visite Resende e aprecie as melhores cerejas no Festival da Cereja.

Por Unknown | quarta-feira, 12 de abril de 2017 | Publicado em , , , | Com 0 comentários
Durante 4 dias, a equipa da Universidade Sénior visitou a formosa Ilha da Madeira.

Estes turistas tão especiais tiveram oportunidade de visitar toda a Ilha, observaram paisagens idílicas, provaram as melhores iguarias locais e aprofundaram os seus conhecimentos sobre as gentes da Madeira e as suas tradições.

Iniciaram a visita ao Funchal, pelo Mercado dos Lavradores, onde estão reunidos os principais sabores, cheiros e tradições da ilha, a exuberância das flores, na entrada principal, foi possível observar painéis de azulejos produzidos na Fábrica de Loiça de Sacavém, as floristas usando as roupas tradicionais madeirenses e ainda o mercado do peixe. De seguida visitaram a Sé Catedral do Funchal, classificada como Monumento Nacional desde 1910, constitui o principal templo religioso do Arquipélago, ainda visitaram as Adegas de S. Francisco e o Museu do Bordado e do Artesanato.

Passando pelo Miradouro do Pico do Areeiro, onde os turistas tiveram oportunidade de apreciar a excelente vista panorâmica sobre o maciço central da Ilha da Madeira, pelo Núcleo de Casas Típicas de Santana, nesta localidade foram calorosamente recebidos no salão nobre da Autarquia de Santana pela Sr.ª Vice-Presidente da Câmara Dra Élia Gouveia e pelo Sr. Vereador Dr. Heliodoro Dória, que ainda gentilmente presentearam toda a equipa da Universidade Sénior com lembranças alusivas aquele concelho de Santana.

Também efetuaram uma passagem divertida e lúdica pelo parque temático, deliciaram-se com a areia fina da praia do Machico, com as paisagens da Ponta de S. Lourenço, com o Miradouro do Cabo Girão, com as piscinas naturais de Porto Moniz, com o Curral das Freiras e tudo isto sempre bem acompanhado com as iguarias locais e terminou com um alegre jantar onde foram servidos os pratos tradicionais da Ilha e a sua cultura, não faltando o pezinho de dança do famoso Bailinho da Madeira.

Tal como é natural acontecer em anos anteriores, a cada viagem que se promove, o espírito de amizade e de companheirismo entre todos os viajantes é reforçado e compensador. Nesta experiência pela Ilha da Madeira não poderia ser diferente e a Universidade Sénior do Rotary Club de Resende está tão satisfeita com o sucesso desta viagem, que promete: para o ano há mais!
Por Unknown | segunda-feira, 27 de março de 2017 | Publicado em , | Com 0 comentários
A aldeia de São Cipriano, no concelho de Resende, é uma das aldeias candidatas às 7 Maravilhas de Portugal.

Com uma tradição musical secular, São Cipriano, conhecida também por “Aldeia da Música”, concorre à categoria de Aldeias Autênticas, fazendo valer as suas bandas filarmónicas, mas também outras tradições profundamente enraizadas como são os cantares populares, as romarias e o artesanato do linho.

A mais recente edição do concurso 7 Maravilhas de Portugal obteve mais de 300 aldeias candidatas. Destas 3 centenas, o júri vai selecionar as 49 pré-finalistas, cujo anúncio está marcado para o próximo dia 7 de abril.

As votações do público começam a 3 de julho e cada categoria vai a votos durante uma semana. A gala que anunciará as 7 aldeias mais votadas, uma por cada categoria, será transmitida pela RTP a 3 de setembro.
Por Unknown | sexta-feira, 24 de março de 2017 | Publicado em , , , , , , , , , , , | Com 0 comentários
O Porto Welcome Center (PWC), na Praça das Cardosas, no Porto, recebe até ao próximo sábado, 25 de março, a campanha “Tâmega e Sousa Enogastronómico”. Os turistas da Invicta e visitantes desta loja interativa do Turismo Porto e Norte são convidados a degustar as iguarias deste território e têm ainda a oportunidade de conhecer as diferentes iniciativas gastronómicas agendadas pelos vários municípios.

Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira e Penafiel apostam nas experiências gastronómicas com produtos que vão conquistar os amantes de boa cozinha. Já o golfe é uma das atrações no espaço de Amarante, enquanto Castelo de Paiva se lança na promoção da 20.ª edição da “Feira do Vinho Verde, do Lavrador, Gastronomia”, a decorrer de 30 de junho a 2 de julho.

O município de Cinfães visita a cidade do Porto com uma ação  promocional da iniciativa “Redescobrir Cinfães”, que inclui os percursos pedestres no Vale do Bestança e o Centro de BTT na Serra de Montemuro.

O Festival do Pão de Ló, organizado em Felgueiras nos dias 8 e 9 de abril, e a 7.ª edição do “Sabores IN – Gastronomia + Sustentável”, com data marcada para 12 de maio a 4 de junho, são outros dos destaques desta mostra.

No PWC vai-se divulgar, ainda, a “Festa das Cavacas”, a realizar-se no próximo dia 26 de março, e da “Rota da Cerejeira – Da flor à cereja”, e que regressa a Resende entre os dias 25 de março a 9 de julho.

Esta é uma iniciativa promovida pela entidade do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP)
em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.
Informação adicional:

Parceiros presentes na ação “Tâmega e Sousa Enogastronómico”

Amarante
Tiago Morais: Runas Hidromel Campo de Golfe de Amarante Confeitaria Tinoca – doces conventuais Vinhos Verdes – Quinta da Calçada

Cinfães
Serranitas – artesanato
Vinho verde – Quinta das Almas
Promoção turística “Redescobrir Cinfães” – percursos pedestres no Vale do Bestança & Centro de BTT Serra de Montemuro

Penafiel
Quinta da Aveleda – vinhos verdes e queijos
Pão de Ló / Bolinhos de Amor / Compotas

Lousada
Quinta da Tapada - vinhos verdes e queijos Quinta dos Ingleses - vinhos verdes e queijos Casa de Juste – compotas e bolachas

Resende
Licompotas – licores e compotas
Termas das Caldas de Aregos – sabonetes e cremes artesanais com águas termais
Cavacas de Resende
Quinta do Formigal - Vinho maduro tinto
Promoção festa das cavacas e festival da Cereja

Castelo de Paiva
Casa Payva – representa todos os produtores do concelho:
a) enchidos b) fumeiro
c) pão caseiro
d) vinhos verdes e) compotas
f) amêndoa torrada
g) pão de ló seco; húmido; chocolate e ovo h) castanhas de ovos
i) licores
j) artesanato

Promoção – Festival da Lampreia

Marco de Canaveses
Confeitaria Primor: cavacas; pão-de-ló; pão podre; galhofa
Maria Emília – Produto Artesanal: Broa de milho; broa de centeio; broa de milho com passas;
compotas; marmelada; açafroa; licores
Felgueiras
Pão de Ló de Margaride Mário Ribeiro: Pão de Ló; Lérias; Cavacas Pã de Ló de Margaride António Lopes: Pão de Ló; Lérias; Cavacas Vinho Verde – Foral de Felgueiras
Quinta da Palmeirinha: sumos naturais biodinâmicos de maça e uva
Quinta da Lixa
Promoção Roteiro Empresarial – Festival do Pão de Ló e Sabores In.

Paços de Ferreira
Paladares paroquiais – diferentes queijos; bolachas; compotas; licores e marmelada
Por Unknown | segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Resende possui desde o ano de 2016 uma equipa de resgate, constituída por onze elementos, que está preparada para as mais diversas situações de salvamento.

Com o objetivo de manter os operacionais preparados para qualquer eventualidade, a equipa tem treinos semanalmente, em diversos locais.

O último treino foi realizado no dia 26 de fevereiro, na Ponte da Ermida, em Resende.
O treino decorreu junto ao pilar norte da ponte e, segundo António Bártolo, Comandante Adjunto dos Bombeiros de Resende, “o treino consistiu na simulação de uma queda de 30 metros de uma vítima do sexo feminino”, referiu o responsável.

“Foi feito o reconhecimento do local e delineada uma estratégia, dada a complexidade dos ferimentos da vítima, tendo a equipa de resgate a necessidade de fazer descer por cabos uma equipa de emergência pré-hospitalar para imobilizar a vítima para que o seu resgate pudesse ser o mais estável possível”, explicou o Comandante Adjunto dos Bombeiros de Resende, António Bártolo.

A orografia existente no concelho de Resende está na base da criação desta equipa de resgate, especializada em salvamento e resgate de vítimas, pela direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Resende.

João Pereira
joaopereira@noticiasderesende.com


Por Unknown | segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 | Publicado em , , , , , | Com 1 comentários
O músico Filipe Pinto, vencedor do programa televisivo Ídolos em 2009 esteve em Cinfães, no dia 8 de fevereiro, para apresentar a crianças e jovens do 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico o projeto “O Planeta Limpo do Filipe Pinto” dedicado às questões ambientais.

Numa entrevista concedida a João Pereira, Filipe relembra o início da sua carreira no programa Ídolos, a passagem por Londres, mas também fala do regresso a Portugal e do percurso que tem tido no mundo da música desde aí. Licenciado em Engenharia Florestal pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Filipe explica a ligação com o meio ambiente, algo que está sempre presente na sua vida e também na música, como é o caso deste projeto musical infantojuvenil “O Planeta Limpo do Filipe Pinto”.


João Pereira –  O seu percurso na música acaba por conhecer o seu início no Programa Televisivo “Ídolos”. Em que medida o concurso foi importante na sua formação enquanto cantor, músico, compositor?

Filipe Pinto – Relativamente ao programa, ele deu-me uma opção, ele encostou-me à parede, foi isso que aconteceu: “ou basicamente dedicaste à música e segues este caminho ou então esquece a música e vai para engenharia florestal que é o curso que tu tiraste”. Isso fez-me pensar e decidir porque a música sempre fez parte de mim e eu sempre tive algum receio de correr esse risco. A verdade é que as coisas correram bem no programa, as pessoas acreditaram, muitos portugueses acreditaram e fizeram com que eu começasse a perceber um bocadinho do que é o backstage dos palcos. Não aprendi tudo no programa, mas o programa permitiu-me ver o outro lado das câmaras, perceber que o monstro que existia na minha cabeça dependia muito da minha personalidade e da forma como nós encaramos o nosso trabalho e a nossa vida. Sobretudo aprendi a lidar com as entrevistas, com os técnicos de som, com os apresentadores, com variadíssimas personalidades e entidades que estavam à volta do programa e isso enriqueceu-me. Depois a digressão que tivemos, a Idolomania, deu-me um lado mais profissional e só aí é que eu comecei a perceber que tinha de chegar a horas aos locais, que tinha que ensaiar previamente, que tinha de perceber mais da parte técnica, que tinha de ter uma forma de comunicar com os músicos, no fundo que tinha de ser mais profissional.


JP – Em setembro de 2010 vai para Londres estudar na London Music School, usufruir do prémio de vencedor da Edição dos Ídolos 2009. Que memórias tem dessa experiência?

FP – O curso foi importante como começo. Eu senti que a escola me recebeu de braços abertos. Inclusive, o primeiro encontro que tive com o meu diretor foi num pub, num bar e eu aproveitei logo para lhe dizer: “Martin, eu quero ter mais do que um curso aqui. Eu quero ter curso de guitarra, de piano e do que me puderes dar!” e ele respondeu: “Ok, Filipe!”. Isso fez-me logo sentir que podia absorver o máximo de informação possível naquela escola. Aos poucos e poucos, comecei a perceber que a escola estava num nível e direcionou-me para um nível [porque eu não tenho formação musical e tudo o que aprendi e aprendo neste momento é autodidatismo e por via desse curso que tive, e eu tenho noção que não estou nos 100% das minhas capacidades, há muita coisa que desconheço no mundo da música, a linguagem musical para mim ainda continua a ser uma descoberta] que permitiu-me ter as bases para começar a estudar e a dedicar-me mais à música.


JP – Regressou a Portugal e logo para promover o Festival Super Rock Super Bock pelo país, em junho de 2011, num projeto denominado “Band in a Van”. Sentiu que era um reconhecimento do trabalho que já tinha vindo a desenvolver?

FP – Senti que foi uma oportunidade que devia aproveitar. Começava a sentir [e quando estava em Londres esse foi o meu mote para voltar para Portugal] muito trabalho aqui em Portugal que estava a perder e por outro lado também tinha o disco quase pronto. Eu depois da London Music School fui para outra escola, a Merlin College, estive lá alguns meses e também foi uma escola muito específica: basicamente selecionei alguns cursos que queria fazer para aprofundar um bocadinho mais os meus conhecimentos, mas houve uma altura em que comecei a sentir que estava há tempo demasiado em Londres. Esse foi um dos grandes motes para regressar, além do disco, naturalmente. A digressão Band in a Van foi muito interessante porque foi tudo feito numa carrinha em que nós aparecíamos sem aviso prévio em cidades de Norte a Sul e começávamos a tocar canções de bandas conceituadas que iriam ao festival nesse ano e paralelamente a isso pude apresentar temas originais e, portanto, tinha uma comunicação com o público muito próxima, não havia palcos, era tudo na rua e para mim foi uma grande aventura que gostei muito.



JP – No mesmo ano, subiu ao palco de um dos maiores festivais de música do país e da europa, o Sudoeste na Zambujeira do mar. O que é que sentiu quando sabia que ia atuar para milhares de pessoas?

FP – Subir ao palco do Festival Sudoeste foi muito importante para mim, ainda estava muito “verdinho”, é certo. Há filmagens que eu agora revejo e ainda estava muito “verdinho” mais foi uma oportunidade de poder mostrar canções originais, fazer uma interpretação de canções ao vivo e pisar grandes palcos é sempre uma boa sensação.


JP – Acaba por regressar à televisão, à SIC para apresentar o primeiro tema da sua autoria “Crua Carne” que viria a fazer parte do seu primeiro álbum, “Cerne”, lançado em 2012. Como descreve esse seu primeiro trabalho discográfico?

FP – Em três etapas: antes, durante e depois do programa Ídolos. Antes porque tem uma canção ou duas que foram feitas antes de eu sequer pensar que ia para um concurso de televisão, o durante foi o processo todo que fez parte do disco e daquela interação com os concorrentes, com as pessoas, com a exposição mediática e o depois, o lado mais solitário que eu tive em Londres. “Cerne” é um disco que reflete um bocadinho os meus três estados de vivência dessa fase da minha vida.


JP – Em 2013 competiu com Mónica Ferraz, Os Azeitonas, Richie Campbell e The Fift no MTV Europe Music Award para Melhor Artista Português que acabou por vencer. Que significado teve para si a conquista deste prémio?

FP – Devo dizer que quando recebi a notícia estava na Rua de Cedofeita que é uma rua muito movimentada no Porto, estava muita gente e dei lá um grande berro! Fiquei muito feliz, naturalmente, por que estavam artistas nomeados que estão há mais anos que eu cá e nós devemos ter respeito por quem trabalha há mais anos e por artistas que no fundo fazem diferentes trabalhos do nosso e nessa altura fiquei muito feliz por representar Portugal em Amesterdão e é um prémio que eu guardo com muito carinho, foi o reconhecimento de um trabalho desenvolvido logo no primeiro disco que foi um processo que correu bem e que não podia terminar de melhor forma.


JP – Na biografia disponível no seu site é descrito como alguém que “procurou sempre um refúgio na música e uma ligação com o meio ambiente” e por isso mesmo, em dezembro de 2013 é editado o seu segundo álbum, de cariz ambiental e educativo que hoje veio também aqui apresentar ao Auditório de Cinfães – “O Planeta Limpo de Filipe Pinto” que se baseia num CD/DVD e também num livro e jogo. Pedia que nos falasse um pouco desta sua ligação com o ambiente e também deste projeto musical.

FP – Este projeto é muito simples: é tentar passar uma mensagem de que a pedagogia ambiental pode ser interativa, pode ser musical, pode ser didática e conjuntamente com a empresa Betweien desenvolvemos este projeto que consiste num livro, num jogo, num CD/DVD que remete para as questões ambientais. A poupança da água, a questão das florestas, a reciclagem, os solos, tudo isso é muito importante transmitir aos mais novos e esse foi um lema que na altura sentia com muita garra. Hoje continuo a sentir, mas sinto que as crianças já têm muita sensibilidade para estas questões mas falta reforçar esta ideia da poupança da água por que a temática da reciclagem já é um tópico muito referenciado, já sentimos que as crianças diferem bem a separação do lixo mas com as crianças tudo acontece: num momento sabem tudo, noutro momento esquecem e passam para outra. E por isso, nós temos que estar sistematicamente à frente das crianças e a projetar estes conteúdos para que não se esqueçam em idades futuras.


JP – É indissociável ligarmos a música ao seu curso superior em Engenharia Florestal. Olhou sempre para os estudos como algo que gostaria de fazer ou como uma segunda opção no caso de a música não correr bem?

FP – É assim, eu “calhei” em Engenharia Florestal em quinta opção, portanto, não era propriamente a minha primeira opção. A minha primeira opção sempre foi audiovisuais e tudo o que fosse ligado à música mas felizmente que entrei num curso que me apaixonei desde o início. Foi um curso muito prático que eu tirei em Vila Real na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) na qual os professores como tinham poucos alunos eles tratavam-nos como filhos e esse fez-nos sentir tão bem que as nossas aulas eram sempre muito práticas, no campo, a perceber as dinâmicas dos ecossistemas. Era tudo tão prático e tão interessante que me fez apaixonar. Eu vi sempre o curso como um aliado e este projeto é a prova disso, vi sempre o curso como uma mais valia, um conhecimento que pode ser canalizado para aquilo que é o meu trabalho que é a música e por isso, acho que vai estar sempre aliado. Já no “Cerne” tive essa preocupação porque esse disco é feito em material 100% reciclável e sempre que eu puder vai sempre haver qualquer coisa que vai ter uma mensagem ambiental.


JP – Sei que tem percorrido muitas escolas pelo nosso país e contatado com muitas crianças e jovens. Qual é a marca que pensa que tem deixado ou que pelo menos gostava de deixar a quem o vem ouvir?

FP – Eu acho que o que poderemos deixar aos meninos, além da parte física do CD/DVD, é a mensagem e da importância do ambiente e da sensibilidade que os meninos devem ter para as questões ambientais. Vivemos num Planeta cada vez mais desigual, não se percebe como é que no Século XXI ainda há pessoas que morrem com sede, que têm dificuldade em aceder a zonas mais limpas, que têm tanta poluição no ar que têm que usar máscaras, que vivem em autênticas lixeiras, portanto, vivemos num mundo que é muito desigual, que é muito desumano, às vezes. É preciso saber respeitar todos os seres vivos porque faz sentido todos eles existirem. Eu não estou a dizer que sou 100% correto e faço tudo direitinho porque também tenho os meus erros, cometo as minhas falhas, mas o importante nisto tudo é a consciência, é no final do dia sabermos aquilo que fizemos de errado ou não. Se nos esquecermos, pelo menos quando voltarmos a fazer termos a consciência que estamos a proceder errado. Isso é o mais importante, nem é tanto passar a ideia de que o mundo vai agora transformar-se numa coisa maravilhosa, não. É perceber quais são os problemas e perceber também que cada um de nós tem que fazer o seu papel. Nós falamos muito da reciclagem, mas a reciclagem não é os ecopontos, não é dizer às crianças “meninos separem o lixo”, a reciclagem é a transformação do lixo que vai para os ecopontos em material novo e de facto, nós temos que passar essa mensagem aos miúdos, que nós temos que reduzir a quantidade de lixo. Nós vemos “garrafinhas”, “garrafotes”, sei lá… o ser humano está com uma capacidade de criar e inventar materiais acessórios que é tão difícil o Planeta suportar isso num espaço a que chamam aterro ou nas lixeiras que existem e nós começamos a ver esses sintomas sobretudo nos oceanos. Os oceanos e as praias são autênticos depósitos de lixo, infelizmente. Vemos o plástico como um material cada vez mais usado, o Homem está a exagerar na quantidade de plástico que produz, e o plástico é algo que é muito difícil, quando ele é degradado, de identificar. Nós dificilmente conseguimos distinguir um grão de areia de plástico quando ele é deformado e por isso, isso mexe muito comigo e com as pessoas que são sensíveis a isto porque estamos a tornar o Planeta um sítio complicado para vivermos. No fundo, estas mensagens são muito importantes e o lema deste projeto é no fundo esse: através de uma simplicidade de canções, de mensagens, de teatro e de ilustrações dar-lhes [às crianças] um bocadinho desta sensibilidade.


JP – Em 2016, “O Planeta Limpo de Filipe Pinto” atinge os 18 000 livros vendidos, chegando à 7ª Edição. Esse é um sinal da aceitação do público?
FP – É um sinal muito positivo. O projeto está a ter esta longevidade muito por culpa das pessoas e das crianças que gostam, que dão os seus sorrisos e dos professores que também têm tido um papel fundamental na divulgação do projeto nas instituições, nas autarquias. Este projeto é muito institucional e às vezes perguntam-me porque é que não ouvem este projeto nas rádios ou nas televisões e eu acho que isso tem a ver com momentos: o projeto teve uma fase mediática, de exposição, mas as coisas agora são tão acessíveis na internet e a partir daí o passa palavra funciona tão bem que acabamos por conseguir chegar a mais e a mais crianças.



JP – “E tudo gira” é o seu terceiro álbum, lançado no ano passado e editado pela Sony Music. É um disco diferente d’ “O Planeta do Filipe Pinto”, mais de encontro ao primeiro ao álbum ou nem um nem outro?

FP – O Planeta Limpo é um projeto distinto, não o posso enquadrar como um terceiro disco. Eu, Filipe Pinto, como autor tento escrever canções para todos, não especifico um setor ou um público e, portanto, este disco “E tudo gira” é o meu segundo disco, pode-se dizer assim. É um disco que dá continuidade ao “Cerne”, é mais alegre e a sensação que eu tive nele era de que seria um disco sorridente, que conseguisse transmitir essa mensagem do sorriso e de força, de que as coisas muitas vezes correm mal mas nós temos que superá-las e não partir só para as palavras, partir para a ação que é o mais difícil e as canções remetem para essa ideia. Participaram muitos músicos neste disco, eu quis que fosse um disco que tivesse mais de trinta músicos, no fundo para ter uma maior abrangência de diferentes rasgos musicais. Espero continuar a promover este CD, a mostra-lo às pessoas, vou fazê-lo, tenho a certeza. Estou agora a promover o meu terceiro single, e em princípio vou agora fazer um novo videoclipe para ele e espero que este começo de ano seja favorável para um disco que a mensagem é “E tudo gira”: a nossa vida está sempre a girar, há ciclos altos, há ciclos baixos. Até o Planeta gira, tudo gira e essa é a mensagem que eu queria transmitir ao disco e nos espetáculos ao vivo, às vezes sou um bocadinho “fala-barato” de mais, mas esse lado meu sempre foi muito evidente, não no programa [Ídolos], mas quando contato com as pessoas e esse é um lado que eu quero transmitir nos concertos, de conversa, de família, de sala de ensaio quase.


JP – Qual a importância para si de dar concertos, estar em palco, de sentir o público? É o mais importante na vida de um músico ou prefere a parte mais intimista de compositor ou até de estar em estúdio a gravar?

FP – Eu gosto das duas porque ambas são componentes do meu trabalho. Eu gosto da parte em que estou em estúdio ou que estou a compor, gosto muito da sensação de ir a estúdio, de trabalhar ideias, de estar com o produtor e vermos a música, trabalharmos a letra, que tenho feito, confesso, de uma forma muito solitária e agora estou a tentar abrir esse espectro, alargar o meu horizonte e na parte de criação e de composição ser um bocadinho mais aberto nessa frescura de outras ideias porque o que eu tenho feito normalmente é compor as canções e depois pedir os arranjos a vários músicos para a música ficar grandiosa e composta. A sensação de estar em estúdio é muito boa, mas também o palco é ótimo. Nós tivemos uma digressão no ano passado que também foi maravilhoso porque nós estivemos em diferentes coretos do país com o apoio da SIC, da Visão e da Delta Q. Nós temos coretos lindíssimos que muitas vezes são esquecidos e foi uma oportunidade para eu estar com as pessoas, cantar os temas originais, lá está, esse palco que é quase rua, esse palco que é quase não haver estrados é o melhor palco para mim, é o que eu mais gosto. A sensação de energia do público quando a recebes é fundamental para que sintas o teu trabalho reconhecido.


JP – Falou há pouco do terceiro single que vai agora promover, para além disso há algum projeto novo para breve?

FP – Sim, estou a tentar fazer um projeto ligado a teatro musical, mas que ainda está um na gaveta porque tenho que dar agora prioridade ao terceiro single e ao Planeta Limpo. Tenho também alguns concertos que estão a ser agendados que tenho que preparar e por isso, agora estou-me a focar também nessa vertente quase de interprete, de compositor, de entrevistado, portanto, é tudo um pouco, mas isso faz parte do meu quotidiano e tenho-me habituado assim.


JP – Está a fazer aquilo que um dia imaginou que ia estar a fazer? Que balanço é que faz da sua carreira até agora? 

FP – Não imaginei. Tudo o que nós imaginamos, é fruto da nossa imaginação, vai sair sempre um bocadinho diferente, mas o que eu disse desde o inicio é que estou muito feliz pelo trajeto que tenho feito. Há muitas pessoas que me dizem “agora já não apareces na televisão” e eu tento explicar “eu não sou apresentador de televisão, eu sou músico. Vocês se calhar ouvem as minhas canções nas novelas, mas eu não estou lá” e a verdade é essa: eu tento ao máximo dedicar-me a uma profissão que é sazonal, mas que vivo neste momento, desde o programa [Ídolos], ligado à música e espero continuar. No momento em que isso não acontecer, em que eu sentir que não tenho capacidades para continuar ou que começo a sentir mais tristeza do que alegria é o momento de mudar e de girar. Isso faz parte da nossa vida, termos a consciência de que a vida não está estagnada, nós não vamos fazer uma coisa para sempre. Há muitas coisas que eu gostava de fazer na vida e espero ter oportunidade de as fazer, por isso, vamos ver.


JP – Obrigado Filipe!

FP – Obrigado eu!