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Por Unknown | terça-feira, 11 de julho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente, sobre os maus cheiros resultantes da laboração de uma unidade de abate de aves, localizada na periferia do aglomerado da sede de concelho, a escassos metros das habitações, em Oliveira de Frades.

Pergunta:

No passado dia 15 de março, o Partido Ecologista Os Verdes reuniu com os moradores de Oliveira de Frades em função da denúncia recebida sobre os maus cheiros resultantes da laboração de uma unidade de abate de aves, localizada na periferia do aglomerado da sede de concelho, a escassos metros das habitações.

Segundo os moradores os maus cheiros que se fazem sentir em determinados dias, afetam a sua qualidade de vida, impedindo que seja possível estar fora das suas habitações e com as janelas e portas abertas.

Em setembro de 2016, o problema com os maus cheiros em Oliveira de Frades foi levado à Assembleia Municipal, tendo na altura sido referido pelo presidente da autarquia que a situação derivava de um problema com a ETAR desta unidade de abate de aves e que este se encontrava resolvido.

Aquando da visita de Os Verdes e reunião com os moradores foi possível constatar junto aos terrenos agrícolas e às habitações um cheiro intenso com uma frequência de 30 em 30 segundos muito desagradável para quem respira este ar.

Contudo, da ribeira que recebe as águas provenientes da ETAR não emana qualquer tipo de cheiro, sendo também visível a olho nu que as águas se apresentavam incolores.

Nos anos 90 devido sobretudo à transformação dos subprodutos resultantes da atividade do matadouro de aves, a vila de Oliveira de Frades era invadida diariamente durante a noite e ao início da manhã, por cheiros nauseantes e insuportáveis, nomeadamente na zona da escola secundária levando a que os alunos se sentissem mal, sobretudo durante a realização de atividades físicas.

Embora estes maus cheiros possam, eventualmente, não causar problemas de saúde e serem hoje menos intensos e frequentes que no passado, os moradores têm direito a usufruir e viver num ambiente sadio.
Embora as unidades fabris sejam extremamente importantes para as economias locais, estas têm de implementar tecnologias e tomar medidas minimizadoras dos seus impactos, de forma a laborar em condições em que todos beneficiem, sem comprometer o ambiente e a qualidade de vida da população.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério do Ambiente possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O Ministério do Ambiente já recebeu alguma queixa relativamente aos maus cheiros provenientes de uma unidade de abate de aves em Oliveira de Frades?

2- Qual a origem concreta dos odores de que a população se queixa? Estes cheiros advêm do mau funcionamento da ETAR ou esta encontra-se em pleno funcionamento?

3- Que medidas irão ser tomadas pela unidade de abate de aves para minimizar os problemas dos maus cheiros, nomeadamente o reforço da cortina arbórea e arbustiva?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”

Por Unknown | sexta-feira, 7 de julho de 2017 | Publicado em , , | Com 0 comentários
No passado dia 04 de Julho, a CDU (PCP-PEV) de Oliveira de Frades visitou o Parque Infantil localizado junto ao Largo da Senhor de Dolorosa em Ribeiradio, tendo verificado que este espaço, não cumpre, à primeira observação, várias normas estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 203/2015, de 17 de setembro, nomeadamente:
- Falta de limpeza, sendo visível lixo, folhas e vegetação que está a invadir o recinto do parque;
- A barreira física de proteção, de modo a impedir acessos diretos e intempestivos das crianças, encontra-se com sinais de desgaste;
- A placa informativa fixada no local para além de estar em mau estado está desatualizada face ao decreto-lei n.º 203/2015

- O equipamento propriamente dito apresenta tábuas levantadas na zona do escorrega, uma das cordas de escalada está solta, existem algumas superfícies ponte agudas, e falta resguardo de algumas partes mais salientes sobretudo esquinas.

O parque infantil, que integra apenas baloiço, cordas de escalada, baloiço e uma mola de balanço, aparenta não estar nas melhores condições há muito tempo. Este problema já deveria ter sido detetado pelo responsável pelo espaço, seja através da inspeção “visual de rotina”, efetuada diariamente, ou da inspeção “operacional” mensal, conforme refere o Regulamento que estabelece as condições de segurança e organização funcional dos espaços de jogo e recreio.

Sendo os parques infantis, por excelência, um local de brincadeiras e divertimento, não podendo por isso ser suscetíveis de pôr em perigo a saúde e segurança dos utilizadores ou de terceiros a CDU (PCP-PEV de Oliveira de Frades) pretende obter do Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Ribeiradio os seguintes esclarecimentos:

1- A junta de freguesia de Ribeiradio não considera que o estado do parque infantil coloca em causa a segurança das crianças?

2- Está prevista alguma intervenção de reabilitação do parque infantil de Ribeiradio (Senhora de Dolorosa) até ao final do mês de Julho, de forma a cumprir as normas estabelecidas no Decreto-Lei n.º 203/2015, de17 de setembro, nomeadamente no que se refere à limpeza e reparação do equipamento?

3- No orçamento da freguesia de Ribeiradio para 2017 ficou prevista alguma verba para a requalificação deste Parque Infantil?

4- O parque infantil está abrangido por algum seguro de responsabilidade civil? Se sim, desde quando?

5- A Junta de Freguesia possui algum livro de inspeção e manutenção conforme a legislação?

6- Já foi elaborado algum relatório da inspeção "operacional"?