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Paços de Ferreira: Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa: 15 e 16 de julho
terça-feira, 11 de julho de 2017 Publicado por Notícias de Resende

Na sua penúltima expedição cultural, o Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa visita o concelho de Paços de Ferreira, que o acolhe no próximo fim de semana, nos dias 15 e 16 de julho. O Solar dos Brandões, em Sanfins, que é também a “casa” do Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins, abre as suas portas, desta feita para concertos, espetáculos de teatro e de marionetas para toda a família e criações musicais colaborativas da comunidade, tudo com entrada gratuita.

O programa abre no sábado, dia 15, às 15h00, com a peça de teatro Mito móvel, de Vera Alvelos, um espetáculo sobre mitos, ou seja, sobre histórias do fundo dos tempos que nos levam até ao início das coisas. Neste acontecimento teatral, uma escultura é “mitómóvel”, pois contém em si a substância para contar estas histórias e viaja pela mão de uma contadora. É no território entre a luz e a sombra, entre o antigo e o atual, que se desvendam ao público as “histórias de princípios”, símbolos fortes do nosso imaginário e da nossa cultura, ora trágicos ora alegres, sempre poéticos e intemporais.

Do teatro para a música. A partir das 16h00, escutaremos Villa Nazca, um duo que explora a musicalidade dos mantras no seu movimento circular/repetitivo e na energia sonora que lhes é própria; The Partisan Seed, que está agora de regresso a andamentos mais obscuros, materializados numa obra instrumentalmente mais despojada e liricamente mais negra; e Coelho Radioactivo, que nos traz um álbum sobre si com os outros, sobre pessoas em particular, sobre apontar o dedo e saber apontá-lo.

À noite continuamos com a música. Pelas 21h45, Noiserv assume o “palco principal” da casa, com o seu novo disco. 00:00:00:00 é descrito pelo músico lisboeta como “a banda sonora para um filme que ainda não existe, mas que talvez um dia venha a existir”. É um disco diferente daquilo a que Noiserv nos tem habituado. A “orquestra de sons” que tão bem lhe conhecemos deu lugar ao som de um piano tocado a muitas mãos, enquanto da sua voz vemos sair, nos temas não instrumentais, histórias em português.

Com quase 12 anos de existência, Noiserv, “homem-orquestra” ou banda de um homem só, tem vindo a afirmar-se como um dos mais estimulantes projetos da nova geração de músicos portugueses. No currículo conta com o bem-sucedido disco de estreia One Hundred Miles from Thoughtlessness (2008), o EP A Day in the Day of the Days (2010) e Almost Visible Orchestra (2013), disco distinguido como melhor do ano pela Sociedade Portuguesa de Autores e recentemente reeditado internacionalmente pela editora francesa Naive, casa mãe de projetos como Yann Tiersen, M83, entre muitos outros.

No domingo, dia 16, o Festival retoma, às 15h30, com a atuação das Castanholas de Freamunde, um grupo musical pacense, seguindo-se, às 16h30, um espetáculo de marionetas inspirado numa lenda do concelho de Paços de Ferreira – Lendas da nossa terra por Romão, o ancião: lenda dos três sapinhos –, concebido pela Limite Zero.

O programa continua, às 17h30, com um concerto de comunidade, Quarto Andamento. Resultado de uma criação artística colaborativa entre duas coletividades do Tâmega e Sousa, em palco estarão a Big Band Pedaços de Nós, de Paços de Ferreira, e a Atípica Orquestra, de Castelo de Paiva.

Quarto Andamento insere-se no projeto artístico Sonatas e Tocatas, que nasce do trabalho conjunto de alguns grupos musicais dos 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa. Deste trabalho resulta a apresentação de um conjunto de performances inspiradas nos diferentes lugares onde acontecem, cruzando repertórios e abordando-os de forma arrojada e contemporânea. Este é, ainda, um projeto de construção social e cultural, que procura criar pontes dentro deste território e provocar novas perspetivas acerca do património com que interage. Novas criações, concebidas em conjunto, que partem da música e de repertórios locais, mas que convidam o público a um novo olhar e a uma nova audição sobre a sua própria herança cultural.

O Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa é um convite a uma viagem entre a memória, o tempo histórico e a contemporaneidade, guiada por propostas artísticas de reconhecido valor, que propiciarão experiências únicas e irrepetíveis inspiradas nestes lugares, numa relação de simbiose com o espaço, o tempo e o público. É um convite à deambulação pelos jardins, matas e vinhas ao som artistas de referência nacional e internacional. É um convite para descobrir lendas, crenças e imaginários e, em família, construir novas memórias. É um convite para conhecer as comunidades e coletividades culturais do Tâmega e Sousa, amplamente envolvidas e comprometidas na construção do programa artístico do Festival, e beber dos seus saberes e tradições.

Até 23 de julho, durante os fins de semana, percorrendo casas, solares e quintas de estilo barroco dos municípios do Tâmega e Sousa, o Festival propõe 20 dias de programação cultural, 60 concertos, 20 espetáculos para famílias e 14 novas criações artísticas, envolvendo artistas de referência nacional e internacional da música contemporânea e coletividades culturais do Tâmega e Sousa.

O Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa é promovido pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, em articulação com os municípios que a integram, e em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte e com a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Esta iniciativa é um projeto cofinanciado pelo Norte 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.


Programa do Festival Confluências – Quintas do Barroco do Tâmega e Sousa

O Festival encerra o seu périplo no Solar da Fisga, em Castelo de Paiva, no fim de semana de 22 e 23 de julho. O programa inclui, no dia 22, a peça de teatro para famílias A Odisseia, por Jorge Loureiro e Leonor Barata (15h00), um ciclo de concertos com Lourenço Crespo, Grutera e Minta & The Brook Trout (16h00) e um concerto de Samuel Úria (21h45) e, no dia 23, uma atuação dos Amigos da Sexta (15h30), o espetáculo de marionetas Lendas da nossa terra por Romão, o ancião: lenda do Marmoiral de Sobrado, pela Limite Zero (16h30), e o concerto de comunidade Quarto Andamento (17h30).

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