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Acácio Pinto: «Desprezar a juventude é hipotecar o futuro!»
quinta-feira, 16 de abril de 2015 Publicado por Notícias de Resende

Acácio Pinto
Deputado do PS
Este governo está há muito esgotado. Recuámos em todas as áreas uma ou mais décadas. Não existe mesmo qualquer indicador positivo, para Portugal e para os portugueses, depois de quatro anos de políticas austeritárias, que bem cedo se começou a perceber que não iriam dar certo.

Mas a situação sobre a qual me quero hoje deter tem a ver com os efeitos desta governação na área da juventude.

A taxa de desemprego jovem é o indicador que melhor evidencia o colapso das políticas públicas de juventude seguidas por este governo. Se no final de 2014 ela apresentava um valor de 34,7% (mais 4,4% do que em 2011), ela continuou a crescer, cinco meses consecutivos a crescer, e atingiu os 35% em fevereiro.

E o verdadeiro programa que este governo encontrou para lutar contra este flagelo foi o aconselhamento à emigração.

Por outro lado a taxa de jovens ‘desencorajados’ atingiu valores sem qualquer paralelo, cifrando-se no maior valor de sempre registado em Portugal, com 21,2%, quando em 2011 era de 7,7%, e quando na união europeia a mesma taxa é, atualmente, de 9,2%.

Portanto, estamos perante um vasto conjunto de portugueses, podemos dizer, os mais qualificados, jovens ativos, mas que foram dispensados de darem o seu contributo para a economia nacional. De colocarem os seus conhecimentos e as suas formações específicas ao serviços das empresas e da economia.

E o que temos, então, são jovens que não estudam, não trabalham e, na sua generalidade, não estão enquadrados em nenhuma ação de formação. Só entre os 15 e os 29 anos estavam, no final de 2014, nesta situação, mais de 230 mil jovens. Mas a estes podemos ainda somar 133 mil que emigraram entre 2011 e 2013.

É por isso que é crucial que se aposte em programas concretos que visem a integração de jovens nas empresas e na administração pública. É crucial que este potencial humano seja mobilizado para a inovação, para a economia. Quer em Portugal quer na Europa. Aliás, este investimento, que deverá ter um enquadramento europeu, será, talvez, a mais importante das vias para que o “velho continente” reganhe alguma da centralidade perdida, na inovação, investigação e na competitividade.

Não há “garantia jovem” ou programa “vem” que nos valha se estes programas não forem acompanhados por uma estratégia integrada para a economia e para o emprego, que é o que não tem acontecido até agora.

E termino como comecei, nunca será com um governo há muito esgotado e sem credibilidade que se operará esta alteração de paradigma.

Outras políticas para o país e para a juventude só são possíveis com quem pense diferente e com quem inspire a confiança dos portugueses.

É que, desprezar a juventude é, como sempre foi, hipotecar o futuro!

Acácio Pinto
Deputado do PS

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