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Guarda Nacional Republicana: Balanço dos Incêndios Florestais no distrito de Viseu
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 Publicado por Notícias de Resende

No distrito de Viseu, até 30 de novembro de 2014, ocorreram 635 incêndios, menos 1.441 (-68%) do que igual período de 2013. O número de incêndios registados, no ano 2014, apresenta o melhor registo dos últimos 32 anos.

Dos incêndios ocorridos, 86% foram fogachos, incêndios com menos de 1 ha ardido, os restantes 14 % foram incêndios florestais, ou seja, com mais de 1 ha ardido.

No distrito registaram-se em 2014, apenas 3 incêndios com mais 100 ha, menos 41 do que em igual período de 2013.

Quanto à área ardida foram registados 1.074 ha, menos 41.000 ha do que no ano de 2013. Destes, 1.074 ha ardidos, 750 foram em matos e 324 em povoamentos florestais.

Os incêndios de 1 de agosto, em Penedono, de 16 de agosto, em Nelas e 18 de agosto, no Carregal do Sal, foram responsáveis por 50 % da área total ardida.

A causa principal dos incêndios tem origem humana (76%) e estes podem ser intencionais ou por negligência, sendo esta última causa responsável por 44% das ocorrências, registando-se ainda 15% de causas desconhecidas e 7% foram reacendimentos.

Os incêndios ocorreram no período da tarde, 50% e 34% no período noturno, havendo uma distribuição uniforme pelos dias da semana. O mês de Agosto e o dia 2 de Setembro foram os que registaram mais incêndios.

Os concelhos com mais incêndios registados, em 2014, foram Viseu, Cinfães e Lamego e o Carregal do Sal, Nelas e Penedono, os que registaram mais área ardida.

As freguesias com mais incêndios registados foram: Nespereira (Cinfães), São João de Lourosa (Viseu), Lamego (Lamego) e Espadanedo (Cinfães).

As condições climatéricas, a par de outros fatores, tiveram um papel importante, tendo em conta, que em relação ao ano anterior, nos três meses de verão, as temperaturas médias desceram 4.º C, a humidade subiu cerca de 37% e os ventos em termos médios, não ultrapassaram os 10 km/h.
Até 30 de novembro, no Distrito, foram elaborados 118 autos de notícia por crime e 13 por contraordenação, tendo resultado 3 detenções pelo efetivo do Comando Territorial de Viseu e mais 10 pela Policia Judiciária, com a colaboração dos elementos do Comando Territorial de Viseu.
No total, foram identificados 46 indivíduos como autores de incêndios dolosos e por negligência e 13 pela realização de queimas/queimadas ilegais.

No início do ano, as equipas do SEPNA, em colaboração com os militares dos Postos e do GIPS, realizaram 281 ações de sensibilização, nas freguesias de todo os concelhos do distrito. Nestas ações eram abordados os cidadãos para os cuidados a ter na realização das queimas e também para a necessidade de realizar as ações de gestão de combustível.

No patrulhamento efetuado com vista a vigilância, foram efetuados 919 patrulhas e empenhados 2.861 elementos da GNR.

Durante o período crítico, a vigilância contou ainda com 515 ações de vigilância, efetuadas por 1.182 elementos das Câmaras Municipais de Carregal do Sal, Mortágua, Vouzela, Mangualde e Moimenta da Beira. Estas ações, em conjunto com as tarefas desenvolvidas pelos Sapadores Florestais, foram extremamente importantes no auxílio da missão da GNR, na vertente da vigilância da floresta e na deteção dos incêndios.

Os 20 Postos de Vigia, integrados na Rede Nacional de Postos de Vigia do distrito, que funcionam sob a coordenação da GNR, detetaram e identificaram, no seu período de funcionamento, 25% das ocorrências, que permitiu assim uma pronta intervenção dos meios de combate.

A 3.ª Companhia do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro, sedeada no Distrito, realizou 864 patrulhas e empenhou 2.620 militares na vigilância, fiscalização e combate a incêndios. Durante o período de funcionamento dos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Viseu, Armamar e Santa Comba Dão, que os GIPS guarnecem, tiveram 344 intervenções e realizaram 93 horas de voo, no combate aos incêndios com uma taxa de sucesso de 97%.

No âmbito da fiscalização, foram ainda detetadas diversas infrações, relacionadas com a falta de gestão de combustível e a realização de queimas, no período crítico, tendo os elementos da GNR elaborado 459 autos de contraordenação.

A população residente teve também um papel importante porque adotou também procedimentos condizentes com a altura ano, não realizado tarefas, que por si só, podiam provocar incêndios e algumas realizaram também as limpezas dos terrenos que permitiu assim uma maior proteção dos seus bens.

Importa agora, no final o ano de 2014, continuarmos atentos, não baixar os braços e arregaçar as mangas para que no próximo ano os resultados possam ser idênticos para que todos juntos possamos salvar a nossa floresta, para isso, a Guarda Nacional Republicana, vai apostar e, se possível reforçar, as suas missões de sensibilização porta-a-porta, continuar a ser rigorosa na fiscalização e atenta no patrulhamento, vigilância e detenção.

Número de incêndios e área ardida por concelho

Número de incêndios e área ardida desde 2005

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