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Hélder Amaral: «E o Interior Pá?»
sexta-feira, 11 de julho de 2014 Publicado por Notícias de Resende

Acácio Pinto
Deputado do CDS-PP
Não é a primeira vez, e temo que não ser a ultima que tento, mas sem sucesso, chamar a atenção para a necessidades de a classe dirigente do Distrito de Viseu, sem exempções deixar de reagir e passar a agir na defesa do interior, percebo pelo caminho que vou fazendo regularmente pelo Distrito, que há quem já tenha percebido, que é preciso antecipar problemas e encontrar soluções, há outros que preferem reagir, porque tomar posição é ma para a popularidade e é melhor ser demagógico do que coerente. A última “pancada” é o encerramento de Escolas, mais um recorde lamentável para o Distrito de Viseu, problema? A falta de alunos. O anterior governo do PS identificou o problema, a solução não difere do atual governo, por isso permitam-me concordar com Augusto Santos Silva, que lembrou e bem, que o PSD e CDS, criticaram a medida que agora aplicam como não se percebe como o PS que no passado inventou a medida, venha agora criticar a maioria, é isto que convém erradicar da politica, mas tenho quase a certeza que o próximo artigo do Deputado Acácio Pinto ou José Junqueiro sejam sobre o tema e cheios de criticas ao governo.

No mesmo sentido que dizer do Presidente da Camara de Viseu que não consegue perceber que há uma contradição insanável entre a “cidade região”, ou “a melhor cidade para Viver”, as “festas e circo de fim de semana” e os vários indicadores que poem Viseu nos últimos lugares? Se tudo o que diz é verdade então em Viseu estariam a abrir escolas e não a encerrar, mas como é obvio o problema é mais profundo que isso, e por isso não se resolve com uma posição demagógica ou com tiradas do género “.. Não deixo fechar a escola, eu não falho aos meus munícipes”, espera-se mais de um líder de uma Cidade Região e de um ex- governante, eu daria prioridades a politicas amigas da família, garantir transporte em qualidade e regularidade, aos alunos afetados, exigir do governo e garantir que as escolas permaneçam abertas tenham qualidade de instalações, corpo docente e funcionário de qualidade.

O problema é complexo, desde a ausência de uma politica que valorize a família, que volte a colocar a família no centro das politicas governativas, em vez das ditas modernices de esquerda, que destroem a família, passando pela crise, por problemas culturais do mundo ocidental uma vez que o envelhecimento da população é um problema de muitos dos países desenvolvidos, Portugal segundo os estudos perderá 55 mil alunos nos próximos dez anos, segundo o Instituto Nacional de Estatística que entre mortos e emigrantes, Portugal perdeu 59,988 habitantes, entre 2012 e 2013, esta tendência vem já desde 2010, os números de nascimentos em 2013 reduziu-se 7,9%, há dez anos que o numero de filhos por mulher baixa, ou seja, o problema não surgiu do nada, tem-se feito ouvir a plenos pulmões, mas os dirigentes políticos preferem outras soluções mais mediáticas. É evidente que no país todo e não só no interior, seja necessário encerrar escolas, (Espinho é no litoral e fecham 10), mas é evidente que o interior sofre sempre mais porque “pão de pobre quando cai ao chão cai sempre com a manteiga virada para baixo”.

A ilusão de um novo ciclo nas políticas autárquicas, ou da reforma do estado; tentando manter o mínimo de qualidade e proximidade de serviços públicos, (não é possível ter tudo em todo o lado), mas é possível uma rede de serviços complementar, um município com um Hospital outros com Tribunal outros com finanças, outros com Ensino superior, a falta de solidariedade e complementaridade, resta o fecha no concelho gerido pelo partido da Oposição e abre no do meu partido, como parece acontecer com os Tribunais, admito estra errado, por isso mesmo farei seguir esta semana uma pergunta a ministra da Justiça para saber por que razão a reforma Judicial apanha essencialmente os municípios geridos pelo PS,). O Interior devia antecipar o inevitável, definir que Distrito queremos daqui a 10 anos, em vez dos investimentos, em obra de fachada, ou pior, enredados em chavões e iniciativas para jornalista ver, término com um exemplo: Viseu vai ter o "Vê Portugal" - 1.º Fórum Turismo Interno, que irá ocorrer no Montebelo, pago um euro por cada orador que tenha investido no sector, que tenha camas para vender, ou seja pura teoria, é por isso que em fóruns e congressos o país é fantástico. O problema e quando saímos a rua.

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