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Por Notícias de Resende | terça-feira, 31 de dezembro de 2013 | Publicado em , , | Com 1 comentários
O G. D. de Resende recebeu, no passado dia 29 de Dezembro, o Satão, no Estádio Municipal de Fornelos, jogo que terminou com um empate a uma bola.

Em termos de espetáculo, foi um jogo pobre em termos de futebol. Duas equipas muito tímidas taticamente, em particular, um Resende um pouco nervoso em algumas partes do jogo, provavelmente sequelas da derrota na jornada anterior por 3-0 em Oliveira de Frades.

Na primeira parte, poucas foram as ocasiões de golo para ambas as esquipas, sendo que nenhuma foi de perigo relevante para ambos os guardiões. De referenciar, que o Sátão ficou reduzido a 10 jogadores ainda antes da meia hora de jogo.

Os golos surgiram já na segunda parte, foi o Resende a inaugurar o marcador a meio da segunda parte, colocando-se numa boa posição para garantir os 3 pontos em sua casa. Foi Júlio, o novo reforço, que após um pontapé de canto, cabeceou para fazer abanar as redes da baliza da equipa visitante. No entanto, com o golo, a equipa resendense retraiu-se, e apesar do Sátão jogar com menos um jogador há muitos minutos, pressionou e acabou por conseguir o golo já nos minutos finais. Foi também de canto, que Tó Almeida igualou a partida, após alguma confusão na área, encostou a bola fazendo o resultado final, 1-1.

O Grupo Desportivo de Resende mantém, no entanto, o 3º lugar da tabela classificativa, com 23 pontos em 13 jornadas, a 2 pontos do Castro Daire que tem 25 e a 7 pontos do líder do campeonato, Moimenta da Beira que soma 30 pontos.

Comparando com a época passada, o Resende por esta altura somava apenas 15 pontos e encontrava-se em lugares de despromoção, ocupando o 11º lugar da tabela classificativa.

É portanto, até agora, uma excelente campanha da equipa resendense nesta Divisão de Honra da A. F. Viseu 2013/2014, que finda o ano civil no 3º lugar da classificação e muito perto do 2º e 3º lugares.

Por Notícias de Resende | segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 | Publicado em , | Com 0 comentários
Caridade na solidariedade, um projeto de vida. Nem sempre os gestos de solidariedade que vemos à nossa volta manifestam uma experiência de caridade, pois olhar desinteressadamente o outro e ajudá-lo parece uma missão quase impossível na experiência social da atualidade. Contudo, há inúmeras oportunidades de exercer esta virtude teologal, inspirada no humanismo cristão, ao longo de todo o ano, como o fazem instituições como a Caritas ou outras associações solidárias.

Agora num contexto de doação e entrega aos mais necessitados, a comunidade do Externato D. Afonso Henriques promove, mais uma vez, uma campanha de solidariedade que procurará reunir géneros alimentares não perecíveis e meias. Meias? Será que li bem? É verdade, este ano a comunidade do Externato colaborará numa ação chamada “Sem meias medias” promovida pela Associação de Solidariedade “Amigos da Rua”, que, para além dos alimentos que não são rapidamente perecíveis, tentará reunir o maior número de meias para serem doadas aos sem-abrigo do Porto. As meias, que parecem ser uma das peças de roupa a que damos menos valor, constituem um dos maiores pedidos dos sem-abrigo. Assim, fica o desafio para todos aqueles que quiserem colaborar nesta iniciativa. Faz bem e faz o bem.

Pe. Miguel Peixoto
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À semelhança do que aconteceu em anos anteriores, a Câmara Municipal de Resende vai continuar a apostar em não aumentar a carga fiscal dos seus munícipes, nomeadamente no que diz respeito ao IRS e IRC.

A decisão foi tomada na última sessão da Assembleia Municipal, realizada no dia 25 de novembro, que deliberou aprovar a proposta do Presidente da Câmara Municipal, Garcez Trindade, de manter estes impostos na área do município.

Este é já o sexto ano consecutivo em que há desagravamento de impostos no concelho.

No que diz respeito ao IRS, a taxa a fixar pelo Município varia entre 0% e 5%, tendo mantido a redução do ano anterior, fixando-a em 0%, ou seja, o Município abdica da totalidade da receita referente ao IRS em benefício dos munícipes.

Quanto à derrama aplicada sobre os lucros das empresas, a Câmara Municipal decidiu ficar a taxa em 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC), cujo volume de negócios seja superior a 150.000,00 euros, e isenta os sujeitos passivos com um volume de negócios no ano anterior que não ultrapasse o referido montante.

Relativamente ao valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para o ano de 2014, considerando que a conjuntura económica do país tem representado cortes significativos nas transferências do estado para o Município, sendo que nos últimos três anos a autarquia perde cerca de 3,5 milhões de euros, significando uma diminuição substancial dos recursos financeiros disponíveis, será de 0,8% para os prédios rústicos e urbanos e 0,5% para os prédios urbanos avaliados, de acordo com o CIMI.

O Presidente da Câmara Municipal de Resende explica que “não sendo possível um desgravamento fiscal generalizado, opta-se por aliviar a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho em sede de IRS e sobre as pequenas empresas em sede de IRC, com o objetivo de promover alguma poupança fiscal às famílias e incentivar a economia local”.
Por Notícias de Resende | sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 | Publicado em , , | Com 0 comentários
A Assembleia Municipal de Resende deliberou, por unanimidade, manifestar a sua oposição ao encerramento do Tribunal e da Repartição de Finanças no concelho.

A proposta apresentada pela bancada do Partido Socialista (PS) na sessão extraordinária, realizada no dia 25 de novembro, considera que a extinção do Tribunal Judicial de Resende “não pode deixar de voltar a merecer a maior contestação por parte de todos os Resendenses e desta Assembleia em particular, porque fere não só direitos dos cidadãos como se fundamenta em avaliações erradas e despropositadas”.

Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal, Garcez Trindade, referiu que “ é unânime a posição de contrariar as intenções do Governo de encerrar o Tribunal e o serviço de Finanças, pelo que o Município accionará todos os meios que estiverem ao seu alcance para evitar o encerramento de serviços públicos essenciais para a fixação da população e para o desenvolvimento económico do concelho.”

De destacar que os estudos que sustentam a proposta do Governo não correspondem à realidade, pois o Tribunal de Resende tem um número de processos superior a 250; o Palácio da Justiça não é propriedade da Câmara Municipal; o Municipio não dispõe de Julgado de Paz e não existem bons acessos rodoviários. Além disso, a extinção do Tribunal terá um diminuto efeito de redução de despesa (os custos de água, luz e comunicações são cerca de 18.500 euros/ano) quando comparado com o aumento do custo que o Estado irá suportar, por exemplo, só com os encargos resultantes de deslocações em todos os processos com apoio judiciário.

Assim, a Assembleia Municipal de Resende decidiu:

- Protestar junto do Governo da República, da Assembleia da República e do Presidente da República e manifestar-se de forma veemente contra o encerramento do Tribunal Judicial de Resende;

- Corroborar as diligências efetuadas pelo Senhor Presidente da Câmara junto da ANMP, da Ordem dos Advogados e do Ministério da Justiça, solicitando-lhe ainda que desenvolva por todos os meios as ações mais convenientes;

- Reiterar a sua total determinação na defesa dos direitos constitucionais de acesso de todos os resendenses à justiça, expressos no artigo 20º da Constituição da República Portuguesa;

- Exprimir desde já o exercício que a todos os resendenses é concedido pelo artigo 21º da Constituição da Republica Portuguesa, nomeadamente o seu direito de resistência: “todos têm direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública”;

Caso se concretizem as intenções do Governo, o Município promete contestar nos tribunais nacionais e internacionais o fecho do Tribunal de Resende, bem como promover todo o tipo de manifestação - direito da ordem constitucional - que se oponham a tais políticas.

Relativamente ao encerramento da Repartição de Finanças, a concretizar-se será um grave acontecimento e um sério revés para o processo de desenvolvimento do concelho, no serviço aos resendenses e na qualidade dos serviços públicos a prestar aos cidadãos, tendo em conta que existe uma Loja do Cidadão no concelho, pelo que a simples retirada daqueles serviços será ainda mais incompreensível do ponto de vista da despesa para o Estado e dos custos para o cidadão desta região duriense.

Neste sentido, a Assembleia Municipal deliberou concordar com as diligências e propostas já enviadas pelo Presidente da Câmara Municipal à Senhora Ministra das Finanças no sentido de garantir a manutenção da prestação dos serviços de finanças no concelho; bem como, exprimir o seu desacordo pela forma como as políticas de reformulação dos serviços públicos estão a ser concretizados pelo Governo, sem diálogo com as autarquias e de uma forma cega que contraria os objetivos essenciais de eficiência e rigor na utilização dos bens e dinheiros públicos.

Com estas deliberações, o Município pretende iniciar um processo de grande contestação às políticas do Governo que quer encerrar serviços indispensáveis à fixação da população e ao desenvolvimento deste concelho situado no interior do país.
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O Externato D. Afonso Henriques está a celebrar as suas Bodas de Ouro. Já lá vão 50 anos desde que, em 1963, foi constituída a “Sociedade de Ensino D. Afonso Henriques” por vontade expressa do Sr. Bispo de Lamego, D. João da Silva Campos Neves, e liderada pelos párocos do concelho, para dar continuidade ao ensino primário das crianças locais.

Ao longo destes 50 anos foram muitas as dificuldades, as lutas e as conquistas, mas o nosso patrono sempre inspirou os seus timoneiros na tenacidade e na perseverança para conduzirem esta barca para bom porto. Destacam-se naturalmente o Sr. Pe. Martins e o Sr. Pe. Esteves que, em conjunto, foram diretores durante 36 anos. Mas, ao longo destas 5 décadas, foram alguns milhares de pessoas (professores, alunos e funcionários) que deram corpo a esta Escola e forjaram os alicerces e as estruturas duma Instituição que prima pela fidelidade às suas origens - uma formação integral com base no humanismo cristão e na fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo.

A Comunidade educativa atual não podia deixar ficar esquecida tão importante data e mobilizou-se para celebrar com dignidade o acontecimento. No passado dia 28 iniciamos as celebrações com uma eucaristia de ação de graças por estes 50 anos, presidida pelo Sr. Bispo Emérito, D. Jacinto Botelho, e dinamizada pela comunidade educativa. Participaram alguns sacerdotes do concelho, alguns antigos alunos, professores, alunos, funcionários e alguns encarregados de educação. Foi evocada a memória daqueles que fizeram parte desta família e já partiram para o Pai (Diretores, professores, alunos e funcionários). No mesmo dia foi aberta uma exposição documental e fotográfica em vários espaços da escola evocando a memória destes 50 anos organizada por um grupo de professores, funcionários e alunos. A exposição pode continuar a ser visitada ao longo deste mês.

No dia 29 a comunidade educativa evocou o passado, avivou a memória e celebrou a vida da instituição no sarau recreativo e cultural. Todas as turmas participaram com momentos diversificados e de muita criatividade… desde a música ao teatro, da fotografia ao filme… todos deram voz e vida a uma história que se faz de vidas, de momentos, de emoções… valeu a pena e os alunos do presente honraram a memória dos seus predecessores.

No dia 30 decorreu a sessão solene comemorativa dos 50 anos. A sessão foi presidida pelo Sr. Bispo Emérito, D. Jacinto Botelho, e contou com a presença do Sr. Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Dr. João Casanova Almeida, do Senhor Delegado Regional de Educação da Região Norte, Dr. Aristides Sousa, do Sr. Presidente da Câmara de Resende, Dr. Manuel Garcez Trindade, do Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Eng. António Borges, dos Deputados pelo círculo eleitoral de Viseu, Dr. Hélder Amaral, Dr. Pedro Alves, Dr. José Junqueiro e Dr. Acácio Pinto, da Direção da AEEP (Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo) e demais autoridades religiosas e civis de âmbito regional e local. Foi um momento de celebração e evocação do passado em memória agradecida através do testemunho daqueles que fizeram e viveram a história destes 50 anos. A história tornou-se real pelo testemunho daqueles que a fizeram, porque a viveram.

O atual Diretor no discurso de abertura, depois de saudar todos os presentes, começou por relembrar os traços principais da história dos 50 anos, enalteceu a personalidade dos Diretores que o precederam (Mons. Martins e Cong. Esteves), explanou as linhas essenciais do projeto educativo da Escola e agradeceu as parcerias fundamentais que ajudam a dar vida à Instituição. Depois seguiram-se os testemunhos de antigos e atuais alunos, de funcionários e encarregados de educação, de antigos e atuais professores e dos anteriores Diretores. Os testemunhos foram intervalados por momentos musicais e recreativos por parte dos alunos. Por fim, tivemos os discursos do Dr. José Fernandes da Direção da AEEP, do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Resende, do Senhor Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar e do Sr. D. Jacinto.

Houve ainda tempo para a entrega da medalha comemorativa dos 50 anos às entidades e personalidades participantes e um momento musical com a Afontuna, Tuna do Externato. Seguiu-se, já no pátio, o descerramento da placa comemorativa dos 50 anos e uma salva de 50 morteiros. As cerimónias terminariam com o jantar de confraternização no restaurante Douro à Vista que contou com a presença de quase três centenas de pessoas desta família do Externato, do passado e do presente.

As celebrações estiveram à altura da Instituição e da sua história. A comunidade do presente soube honrar a memória daqueles que os precederam e houve festa, porque houve vida e esta se faz de reconhecimento e gratidão. A alma desta história e desta vida é o espírito de “família” que recebemos, mantemos e queremos que permaneça por muitos anos.

Parabéns Externato! Ad multos anos!

O Diretor, Pe. José Augusto Marques
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Célia Monteiro
Nutricionista
Nas regiões da bacia do Mediterrâneo, o clima, a geografia e a economia permitiram a adoção de um padrão alimentar, a designada Dieta Mediterrânica. Muito mais do que um regime alimentar, a dieta mediterrânica traduz um estilo de vida, uma cultura que transporta um conjunto de práticas tradicionais, conhecimentos e costumes transmitidos de geração em geração e que proporciona um modo de vida em comunidade.

Sobretudo baseado em produtos vegetais da época, o padrão alimentar mediterrânico é protagonizado pela triologia constituída pelo pão, vinho e azeite cujos povos milenares, lhes atribuíram valores sagrados. O caso do pão e do vinho, associados à eucaristia, e o caso do azeite, associado a cerimónias como o batismo e a santa unção, além de representar fonte de luz e calor.

A Dieta Mediterrânica, numa linha geral, recomenda o consumo abundante de produtos vegetais produzidos localmente, frescos e da época, nomeadamente, hortícolas e fruta; o consumo abundante de pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosos; a eleição do azeite como principal fonte de gordura; o consumo moderado de pescado fresco, carnes brancas, laticínios e ovos; o consumo de pequenas quantidades de carnes vermelhas e o consumo moderado de vinho durante as refeições (cerca de 1 a 2 copos por dia para os homens e 1 copo por dia para as mulheres).

Sendo considerada uma das dietas mais saudáveis do mundo, os resultados de vários estudos científicos sugerem que este padrão diário de alimentação está associado a maior longevidade, e à proteção de diversas doenças como o cancro, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, obesidade e doenças neuro-degenerativas como as doenças de Parkinson ou de Alzheimer.

Embora ainda sejam desconhecidos os mecanismos exatos que desencadeiam esta proteção face à doença por parte das pessoas que adotam a Dieta Mediterrânica, sabe-se que existem nos alimentos, mais precisamente nos frutos e hortícolas, inúmeras substâncias químicas com capacidade protetora face à agressão externa. Por outro lado sabe-se que estes nutrientes interagem entre si, potenciando sinergicamente o seu papel protetor, pelo que a sopa no início da refeição (característica deste padrão alimentar) assume singular importância. Além da sopa, são pratos como os ensopados ou as caldeiradas, capazes de integrar os hortícolas, o azeite, o feijão, o grão e as ervas aromáticas, que tornam possível aliar saúde, sabor e convívio à volta da mesa.

Por ser uma cultura, uma forma de convívio social e de comunicação, de trabalho e de tradições ligadas às colheitas, à partilha e consumo de alimentos, e sobretudo por ser um padrão de vida saudável pelo qual uma comunidade se afirma, se identifica e se renova, a Dieta Mediterrânica foi classificada pela UNESCO, nesta quarta-feira, sem discussão, como Património Imaterial da Humanidade.

Célia Monteiro
Nutricionista
celiamonteiro@noticiasderesende.com
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Dezembro chegou e com ele as invasões de filmes sobre a época natalícia nas salas de cinema e nas salas de nossa casa. Para além dos filmes natalícios há também uma maior percentagem de filmes de animação. O auditório não é excepção, 3 dos 4 filmes a exibir este mês são de animação. Mas não foi sobre esses que decidi falar. Debrucei-me antes pela deliciosa comédia franco-portuguesa “A Gaiola Dourada”, “La Cage Dorée” no original. Em Portugal é o sétimo filme mais visto de sempre acompanhado por obras cinematográficas como “Avatar”.

De que fala então a obra de Ruben Alves? “A Gaiola Dourada” conta a história de uma família portuguesa emigrada há muitos anos na França que através uma herança tem a oportunidade de regressar à terra natal, um sonho que acalentavam há imenso tempo. Maria e José, personagens muito bem interpretadas por Rita Blanco e Joaquim de Almeida, são bastante eficazes nos seus empregos. Maria trabalha como porteira de um condomínio e José é construtor civil. Ambos são respeitados pelos patrões que reconhecem a importância deles a nível profissional. Quando decidem então regressar a Portugal, deixando os filhos já criados na França, até porque estes se consideram já mais franceses que portugueses, tudo acontece para os impedir. Maria tem um aumento no salário, José é destacado para uma obra importante e o cunhado deles fica doente. E o sonho de voltar a Portugal fica temporariamente adiado.

Identifica-se com o filme? Todos se identificam. Todos temos um familiar, um amigo, um conhecido que é emigrante há algum tempo num país francófono. Todos conhecemos alguém que está lá fora e que adora o país natal, que vibra imenso com a selecção, que faz questão de ter o símbolo de Portugal na viatura. Todos conhecemos uma Maria, um José ou até mesmo os filhos que chegam cá no Verão e se dirigem a nós numa mescla de francês e português. O filme dá-nos uma versão genuína da realidade. Talvez por o próprio realizador ser emigrante e dividir a sua residência entre Paris e Lisboa. É uma comédia que nos leva às lágrimas do riso mas também às lágrimas da emoção e da saudade. Que nos faz olhar para uma personagem e dizer é tal e qual a minha tia, ou o meu primo. A Maria Vieira é perfeita de empregada doméstica e até os convívios entre portugueses ao fim de semana estão presentes. Aliás o filme é tão bom que até o Pauleta aparece por lá. Eu recomendo vivamente a ida ao auditório dia 13 para o ver. Foi, sem margem de dúvida, dos melhores filmes que vi em 2013. É o filme ideal para a época de Natal porque fala imenso da família que neste caso é bem portuguesa, com certeza.

Outros filmes em exibição:

6 de Dezembro- Monstros, a Universidade (Monster’s University)

13 de Dezembro- A Gaiola Dourada (La Cage Dorée)

21 de Dezembro- Turbo (Turbo)

27 de Dezembro- Max e os dinossauros (Max Adventures in Dinoterra)

Da minha parte Bons Filmes, Bom Natal, vemo-nos em 2014!
Raquel Evangelina